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Quem foi Gustavo Bebianno, ex-ministro de Bolsonaro usado para tentar afetar sua campanha

Bebianno deu diversas entrevistas criticando Bolsonaro e afirmou que possuía material guardado para ser usado contra o presidente.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Bolsonaro e Gustavo Bebianno

Nos últimos dias, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem insinuado que possui informações, deixadas pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, que podem prejudicar Jair Bolsonaro (PL).

Dessa forma, o deputado federal André Janones (Avante-MG), apoiador de Lula, insinua a todo momento ter tido acesso ao celular do ex-ministro.

Assim, Janones foi às redes prometendo uma bomba contra Bolsonaro ao divulgar imagens que seriam de supostos vídeos guardados por Bebianno. 

Quem foi Bebianno

Em 2018, durante eleições, Gustavo Bebianno era considerado homem de confiança do então candidato à presidência, atuando como coordenador da campanha de Bolsonaro. Além disso, o ex-ministro presidiu o PSL durante a corrida eleitoral. 

Contudo, após a eleição, Bebianno deixou o posto para assumir a Secretaria-Geral da Presidência.

Todavia, a “amizade” não durou muito tempo. Em fevereiro de 2019, segundo mês de Bolsonaro no governo, Bebianno foi o primeiro ministro a ser demitido. Dessa forma, deixou o governo em meio a uma crise gerada pela suspeita de que o PSL teria usado candidaturas “laranja” nas eleições de 2018.

Por que bolsonaristas temem o conteúdo gravado no celular de Bebianno?

Em 2020, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram um inquérito para apurar supostos disparos ilegais de mensagens efetuados pela campanha de Bolsonaro em 2018. Assim, Bebianno, que já não estava mais no governo e seria um dos ouvidos durante a investigação, porém não prestou depoimento pois morreu em março daquele ano, em circunstâncias consideradas suspeitas por amigos e pessoas próximas. 

Bebianno estava no seu sítio em Teresópolis (RJ) com sua família e teve um infarto fulminante. Todavia, familiares e amigos chegaram a solicitar uma investigação mais aprofundada sobre sua morte, pois Bebianno tinha 56 anos, praticava esporte há décadas, não bebia e nem fumava. 

Material guardado

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Dessa forma, antes de morrer, Bebianno deu diversas entrevistas criticando Bolsonaro, além de afirmar que tinha material guardado para ser usado contra o presidente caso algo lhe acontecesse, sugerindo que em breve poderia morrer. 

Em dezembro de 2019, em entrevista à rádio Jovem Pan, o ex-ministro afirmou que se sentia ameaçado e que possuía um material guardado contra Bolsonaro, inclusive, fora do Brasil.

“Me sinto, sim, ameaçado. O presidente Jair Bolsonaro é uma pessoa que tem muitos laços com policiais no Rio de Janeiro. Policiais bons e ruins. Me sinto, sim, vulnerável e sob risco constante (…) Eu tenho material, sim, inclusive fora do Brasil. Porque eles podem achar que, fazendo alguma coisa comigo aqui no Brasil, uma coisa tão terrível que fosse capaz de assustar quem estivesse ao meu redor e, portanto, inibir a divulgação de algum material… Eu tenho muita coisa, sim, inclusive fora do Brasil. Então, não tenho medo”, afirmou na época. 

Imagem: Reprodução / Exame

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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