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Reforma Tributária ganha novas regras para Fevereiro, declarações para empresários

Reforma tributária prevê declaração pré-preenchida para empresas. Entenda como funcionaria, impactos fiscais e o que muda no Brasil.

Julia FernandesPor Julia Fernandes4 min de leitura
reforma tributaria

A reforma tributária em discussão no Brasil pode provocar uma mudança profunda na forma como as empresas cumprem suas obrigações fiscais. Entre as novidades em análise está a criação de uma declaração pré-preenchida para pessoas jurídicas, nos moldes do que já ocorre com o Imposto de Renda da pessoa física.

A proposta surge como resposta direta à complexidade do sistema tributário brasileiro e à elevada carga burocrática enfrentada pelas empresas, especialmente micro, pequenas e médias.

O que é a declaração pré-preenchida para empresas

A declaração pré-preenchida é um modelo no qual o Fisco disponibiliza ao contribuinte uma declaração com dados já inseridos automaticamente, obtidos a partir de informações prestadas por terceiros ou sistemas oficiais.

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No caso das empresas, isso pode incluir:

  • Dados de faturamento
  • Informações de notas fiscais eletrônicas
  • Contribuições já recolhidas
  • Informações trabalhistas e previdenciárias
  • Dados bancários e financeiros declarados

O papel da empresa seria revisar, confirmar ou corrigir as informações antes do envio definitivo.

Por que a reforma tributária discute esse modelo

Redução da burocracia

O Brasil é conhecido por ter um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Empresas gastam centenas de horas por ano apenas para cumprir obrigações acessórias. A declaração pré-preenchida surge como uma tentativa de simplificar processos e reduzir custos operacionais.

Integração com o novo sistema de tributos

Com a criação de tributos como o IBS e a CBS, previstos na reforma, o governo precisará de sistemas mais integrados e digitais, o que abre espaço para modelos automatizados de declaração.

Como funcionaria a declaração pré-preenchida na prática

Uso intensivo de dados eletrônicos

A base do modelo seria o cruzamento de informações já existentes nos sistemas fiscais, como:

  • NF-e, NFC-e e NFS-e
  • eSocial
  • EFD-Reinf
  • Sistemas bancários e financeiros

Esses dados seriam consolidados e apresentados à empresa em uma declaração inicial.

Conferência e responsabilidade continuam com a empresa

Apesar da automação, a responsabilidade final pelos dados continuaria sendo do contribuinte. A empresa teria o dever de conferir todas as informações antes da transmissão.

Quais empresas podem ser impactadas primeiro

Pequenas e médias empresas

Especialistas avaliam que micro e pequenas empresas podem ser as primeiras beneficiadas, já que concentram grande parte das dificuldades com obrigações acessórias e dependem fortemente de escritórios contábeis.

Empresas do Simples Nacional

Caso o modelo avance, há expectativa de integração com regimes simplificados, o que pode reduzir erros e inconsistências comuns nesse grupo.

Benefícios esperados para empresas e governo

Para as empresas

  • Menor tempo gasto com declarações
  • Redução de erros manuais
  • Mais previsibilidade fiscal
  • Menos risco de autuações por inconsistência de dados

Para o governo

  • Aumento da conformidade tributária
  • Maior controle e fiscalização automatizada
  • Redução de sonegação
  • Base de dados mais confiável

A medida dialoga com a estratégia de digitalização já adotada pela Receita Federal nos últimos anos.

Desafios e pontos de atenção

Qualidade das informações

Um dos principais riscos está na qualidade dos dados enviados por terceiros. Erros de origem podem gerar declarações incorretas e conflitos com o Fisco.

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Segurança e sigilo fiscal

Com mais dados centralizados, cresce a preocupação com:

  • Vazamentos de informações
  • Ataques cibernéticos
  • Uso indevido de dados empresariais sensíveis

A implementação exigirá investimentos robustos em segurança da informação.

Impacto para contadores e profissionais da área fiscal

Longe de extinguir a atuação contábil, a declaração pré-preenchida tende a mudar o foco do trabalho, que passa a ser mais estratégico e menos operacional.

Os profissionais deverão atuar mais fortemente em:

  • Revisão técnica
  • Planejamento tributário
  • Análise de riscos
  • Conformidade fiscal

Quando a declaração pré-preenchida pode sair do papel

A proposta ainda depende de:

  • Aprovação das leis complementares da reforma
  • Regulamentação infralegal
  • Desenvolvimento tecnológico dos sistemas

Portanto, não se trata de uma mudança imediata, mas de uma tendência de médio prazo dentro do novo modelo tributário brasileiro.

Conclusão

A possibilidade de uma declaração pré-preenchida para empresas representa um avanço relevante dentro da reforma tributária. A medida pode reduzir burocracia, melhorar a conformidade fiscal e modernizar a relação entre empresas e o Fisco.

Apesar dos desafios técnicos e jurídicos, a proposta sinaliza um caminho mais digital, integrado e eficiente para o sistema tributário brasileiro, alinhado às práticas internacionais.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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