Na última semana, um motorista da Uber utilizou um robô para recusar mais de mil clientes em um único dia, na cidade de Aracaju. A Uber, até o momento, manteve em sigilo a plataforma exata que o motorista usou para efetuar essa ação, lançando dúvidas sobre as salvaguardas e a integridade da plataforma.
Robô ajuda motoristas da Uber a recusar corridas em massa
Saiba como um motorista da Uber usou um robô para recusar corridas. Leia mais e descubra as ações da plataforma para defesa dos passageiros.
Pela política da Uber, qualquer utilização de ferramentas de automação durante a utilização do aplicativo pelos motoristas parceiros é vetada. Aplicativos como este possibilitam que os motoristas se afastem temporariamente da operação, transferindo a responsabilidade de rejeitar corridas para a inteligência artificial.
Quais medidas a Uber está adotando?
Em resposta ao ocorrido, a Uber disse estar empregando todos os recursos, sejam tecnológicos ou jurídicos, em defesa da integridade da plataforma. Assim, a empresa busca manter a qualidade da experiência de seus usuários.

A multinacional reforçou sua posição condenando essas práticas, ao dizer que prejudicam não somente os usuários. Além disso, o ato também afeta outros motoristas parceiros, enfraquecendo a confiabilidade da plataforma como um todo.
Houve ações judiciais contra aplicativos de automação?
Apesar de não haver restrições legais à criação de aplicativos automatizados, a Uber se encontrou na posição de instaurar uma disputa judicial contra a startup brasileira StopClub. A empresa é criadora de um aplicativo que, além de rejeitar corridas, calcula previamente o valor que o motorista receberia em cada viagem.
Na ação, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) atendeu ao pedido da Uber e decidiu a favor da empresa, pois houve o entendimento de que o serviço resultava em insatisfação de clientes. Assim, uma determinação foi emitida para que a StopClub interrompesse seus serviços em um prazo máximo de cinco dias, sujeita a uma multa que poderia atingir até R$ 5 milhões.
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Após cinco dias, no dia 9 de agosto, a StopClub apresentou recurso contra a decisão. No referido recurso, a startup negou que coleta dados pessoais de terceiros, o que representaria, dessa forma, uma violação à Lei Geral de Proteção de Dados.
Imagem: Proxima Studio / shutterstock.com
