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Robô ajuda motoristas da Uber a recusar corridas em massa

Saiba como um motorista da Uber usou um robô para recusar corridas. Leia mais e descubra as ações da plataforma para defesa dos passageiros.

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 2 min de leitura
Miniatura de carro e celular com logo do Uber em cima de um mapa

Na última semana, um motorista da Uber utilizou um robô para recusar mais de mil clientes em um único dia, na cidade de Aracaju. A Uber, até o momento, manteve em sigilo a plataforma exata que o motorista usou para efetuar essa ação, lançando dúvidas sobre as salvaguardas e a integridade da plataforma.

Pela política da Uber, qualquer utilização de ferramentas de automação durante a utilização do aplicativo pelos motoristas parceiros é vetada. Aplicativos como este possibilitam que os motoristas se afastem temporariamente da operação, transferindo a responsabilidade de rejeitar corridas para a inteligência artificial.

Quais medidas a Uber está adotando?

Em resposta ao ocorrido, a Uber disse estar empregando todos os recursos, sejam tecnológicos ou jurídicos, em defesa da integridade da plataforma. Assim, a empresa busca manter a qualidade da experiência de seus usuários.

Dentro de um carro, mão segurando celular com logo Uber.
Imagem: Proxima Studio/shutterstock.com

A multinacional reforçou sua posição condenando essas práticas, ao dizer que prejudicam não somente os usuários. Além disso, o ato também afeta outros motoristas parceiros, enfraquecendo a confiabilidade da plataforma como um todo.

Houve ações judiciais contra aplicativos de automação?

Apesar de não haver restrições legais à criação de aplicativos automatizados, a Uber se encontrou na posição de instaurar uma disputa judicial contra a startup brasileira StopClub. A empresa é criadora de um aplicativo que, além de rejeitar corridas, calcula previamente o valor que o motorista receberia em cada viagem.

Na ação, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) atendeu ao pedido da Uber e decidiu a favor da empresa, pois houve o entendimento de que o serviço resultava em insatisfação de clientes. Assim, uma determinação foi emitida para que a StopClub interrompesse seus serviços em um prazo máximo de cinco dias, sujeita a uma multa que poderia atingir até R$ 5 milhões.

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Após cinco dias, no dia 9 de agosto, a StopClub apresentou recurso contra a decisão. No referido recurso, a startup negou que coleta dados pessoais de terceiros, o que representaria, dessa forma, uma violação à Lei Geral de Proteção de Dados.

Imagem: Proxima Studio / shutterstock.com

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