O termo fintech, em um primeiro momento, aparenta não guardar nenhuma relação com o mundo do campo. Contudo, essa percepção que alguns podem ter está bastante equivocada. Em 2022, as fintechs desenvolveram uma série de produtos voltados à agropecuária.
Saiba como as fintechs devem revolucionar a agricultura
Atividade econômica, central para muitos países, enfrentará grande desafio nos próximos anos. Descubra como as fintechs poderão ajudar
É o que aponta uma reportagem da Forbes. A publicação aposta que o fenômeno observado no último ano deve ganhar força em 2023, com uma onda de investimentos com o objetivo de aperfeiçoar o financiamento agrícola.
A nova onda das fintechs leva em consideração que a demanda mundial por alimentos deve crescer 70% até 2050. Calcula-se que serão necessários investimentos anuais na casa dos US$ 80 bilhões – aproximadamente R$ 400 bilhões – para garantir essa produção.
Fintechs e o agro em mercados emergentes
O porte do mercado, especialmente em economias emergentes, e as restrições de seus atuais financiadores são apontados como impulsionadores da atuação das fintechs. No Brasil, por exemplo, estima-se que a agricultura represente 25,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.
Embora a estimativa represente mais de ¼ da soma de todos os bens e serviços produzidos, ela é menor que o verificado em 2021. No ano, 27,5% do PIB veio do agro. A Forbes aponta que fintechs de países emergentes, como o Brasil, têm apostado em subsetores do financiamento.
O conjunto de atividades ligadas ao mercado da agropecuária contempla dispor equipamentos, financiar cadeia de suprimento, comercializar commodities etc. As fintechs emergentes têm focado especialmente em empréstimos agrícolas e seguros.
Iniciativas de destaque em países emergentes e na África
Entre os exemplos listados pela Forbes está a brasileira Campo Capital, que criou uma rede de empréstimos agrícolas peer-to-peer. Já a startup ProducePay tem possibilitado que agricultores do México façam empréstimos garantidos por seus compradores dos EUA.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A GramCover viabiliza o acesso a seguros para agricultores na Índia. Também no país do sul da Ásia, a DeHaat tem oferecido serviços financeiros em crédito, consultoria, vendas e fornecimento de materiais. A publicação também destaca fintechs do continente africano.
Nesse sentido, a World Cover fornece seguro climático para pequenos agricultores de Gana, Uganda e Quênia. Por fim, ainda no Quênia, quatro startups – Twiga Foods, FarmShine, ShambaPride e M-Farm – criaram marketplaces para ligar agricultores e consumidores.
Essas são algumas das empresas com potencial para dominar a próxima onda de fintechs.
Imagem: Lourencolf / Shutterstock
Pode ser do seu interesse:
