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Saiba como as fintechs devem revolucionar a agricultura

Atividade econômica, central para muitos países, enfrentará grande desafio nos próximos anos. Descubra como as fintechs poderão ajudar

Marcos CostaPor Marcos Costa2 min de leitura
Xarope de milho

O termo fintech, em um primeiro momento, aparenta não guardar nenhuma relação com o mundo do campo. Contudo, essa percepção que alguns podem ter está bastante equivocada. Em 2022, as fintechs desenvolveram uma série de produtos voltados à agropecuária.

É o que aponta uma reportagem da Forbes. A publicação aposta que o fenômeno observado no último ano deve ganhar força em 2023, com uma onda de investimentos com o objetivo de aperfeiçoar o financiamento agrícola.

A nova onda das fintechs leva em consideração que a demanda mundial por alimentos deve crescer 70% até 2050. Calcula-se que serão necessários investimentos anuais na casa dos US$ 80 bilhões – aproximadamente R$ 400 bilhões – para garantir essa produção.

Fintechs e o agro em mercados emergentes

O porte do mercado, especialmente em economias emergentes, e as restrições de seus atuais financiadores são apontados como impulsionadores da atuação das fintechs. No Brasil, por exemplo, estima-se que a agricultura represente 25,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.

Embora a estimativa represente mais de ¼ da soma de todos os bens e serviços produzidos, ela é menor que o verificado em 2021.  No ano, 27,5% do PIB veio do agro. A Forbes aponta que fintechs de países emergentes, como o Brasil, têm apostado em subsetores do financiamento.

O conjunto de atividades ligadas ao mercado da agropecuária contempla dispor equipamentos, financiar cadeia de suprimento, comercializar commodities etc. As fintechs emergentes têm focado especialmente em empréstimos agrícolas e seguros.

Iniciativas de destaque em países emergentes e na África

Entre os exemplos listados pela Forbes está a brasileira Campo Capital, que criou uma rede de empréstimos agrícolas peer-to-peer. Já a startup ProducePay tem possibilitado que agricultores do México façam empréstimos garantidos por seus compradores dos EUA.

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A GramCover viabiliza o acesso a seguros para agricultores na Índia. Também no país do sul da Ásia, a DeHaat tem oferecido serviços financeiros em crédito, consultoria, vendas e fornecimento de materiais. A publicação também destaca fintechs do continente africano.

Nesse sentido, a World Cover fornece seguro climático para pequenos agricultores de Gana, Uganda e Quênia. Por fim, ainda no Quênia, quatro startups – Twiga Foods, FarmShine, ShambaPride e M-Farm – criaram marketplaces para ligar agricultores e consumidores.

Essas são algumas das empresas com potencial para dominar a próxima onda de fintechs.

Imagem: Lourencolf / Shutterstock

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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