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Saiba quais são os piores e melhores salários de profissionais com diploma universitário

A disparidade entre o salário dessas duas áreas cruciais na sociedade brasileira é enorme. Veja quais são e o porquê dessa diferença

Raquel MorettoPor Raquel Moretto2 min de leitura
Mão segurando seta de gráfico que aponta salário

Uma recente pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou um contraste profundo entre o salário de duas profissões de importância indiscutível para a sociedade: tecnologia da informação e educação.

De acordo com o relatório, o salário de desenvolvedores de sistemas e analistas de dados registrou um crescimento substancial entre 2012 e 2023. Por outro lado, os profissionais da educação experienciaram uma redução salarial durante o mesmo período.

Tecnologia x Educação: Uma disparidade acentuada de salários

Professora apontando para a lousa, enquanto alunos observam atentamente
Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

O estudo aponta que, em média, desenvolvedores de sites e multimídia estão, atualmente, ganhando R$ 6.075 mensais. Esse número corresponde a um aumento de 91% em 11 anos. Por outro lado, os salários de professores de artes, música e outros educadores diminuíram de 23% a 45%.

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De acordo com Janaína Feijó, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV/Ibre, essa discrepância se deve à pandemia, que acelerou as transformações tecnológicas e incrementou a demanda por esses profissionais. Ela menciona também que a falta de profissionais qualificados e a crescente absorção das novas tecnologias pela sociedade têm contribuído.

Qual o cenário para os trabalhadores brasileiros?

Essa tendência não se restringe apenas ao Brasil, na verdade, o mercado de trabalho inteiro tende a valorizar mais as profissoes com conhecimentos mais técnicos em detrimento de outras áreas, como a educação. Além disso, processos operacionais e repetitivos estão sendo crescentemente substituídos por máquinas e soluções inteligentes, exigindo ainda mais a intervenção de profissionais habilitados.

Profissões mais bem pagas vs Profissões com pior remuneração

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Em suma, enquanto a média salarial de desenvolvedores de programas e aplicativos, por exemplo, cresceu 39% nos últimos 11 anos, chegando a R$ 9.210 por mês, o salário de professores do ensino fundamental e pré-escolar cresceu apenas 7% e 3%, atingindo R$ 3.554 e R$ 2.285, respectivamente.

Outros dados coletados pela pesquisa mostram que outras profissões sofreram declínios significativos, como os advogados e economistas que, mesmo com suas remunerações mantidas na faixa dos R$ 8.000 a R$ 8.600, sofreram quedas de 39%.

Imagem: Andrii Yalanskyi/ shutterstock.com

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