O Santander Brasil (SANB11) anunciou que transferirá sua sede corporativa do Complexo JK, onde funciona atualmente ao lado do shopping JK Iguatemi, para um novo empreendimento na capital paulista.
A mudança está prevista para o segundo semestre de 2028 e depende de aprovação regulatória. O novo projeto, batizado de “Campus JK”, está sendo desenvolvido pela gestora americana GTIS Partners.
A nova sede ficará na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a cerca de 1,5 quilômetro do endereço atual — mantendo o banco na mesma região estratégica da zona sul de São Paulo, um dos principais polos corporativos do país.
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Como será o novo Campus JK
Segundo o comunicado oficial, o empreendimento ocupará uma quadra inteira e terá:
- Mais de 101 mil m² de área construída
- Terreno de 15 mil m²
- Três torres corporativas interligadas
- Seis andares de escritórios
- Quatro níveis de garagem
- Rooftop privativo
O modelo construtivo será horizontal, em formato de campus integrado, contrastando com a atual sede — uma torre única de 28 andares no Complexo JK.
De acordo com o CEO do banco, Mario Leão, a mudança é estratégica e acompanha a evolução do conceito global de espaços corporativos do grupo espanhol.
Por que o modelo campus ganha espaço no mercado?
Nos últimos anos, grandes empresas passaram a priorizar:
- Ambientes mais colaborativos
- Espaços abertos e integrados
- Maior qualidade de vida no trabalho
- Sustentabilidade e eficiência energética
O modelo campus facilita circulação, integração entre áreas e adaptação a formatos híbridos de trabalho — tendência consolidada após a pandemia.
Sustentabilidade e certificação LEED Platinum
Um dos principais diferenciais do projeto é a busca pela certificação LEED Platinum — o nível mais alto do sistema internacional de avaliação ambiental para edifícios.
A certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) avalia critérios como:
- Eficiência energética
- Gestão de recursos hídricos
- Redução de emissões de carbono
- Uso de materiais sustentáveis
- Conforto ambiental
No Brasil, empreendimentos com selo LEED de alto nível costumam se concentrar em grandes centros como São Paulo, onde investidores e locatários valorizam ativos imobiliários sustentáveis.
Para o Santander, o selo reforça compromissos ESG (ambiental, social e governança), cada vez mais relevantes para investidores e acionistas da B3.
Quem é a GTIS Partners
A GTIS Partners é uma gestora global com sede em Nova York e cerca de US$ 4,9 bilhões em ativos sob gestão.
Em São Paulo, a empresa já participou de projetos de destaque como:
- Infinity Tower
- Hotel Palácio Tangará
A atuação da GTIS no mercado brasileiro reforça o interesse internacional no setor imobiliário premium da capital paulista.
O que muda para o mercado imobiliário corporativo
A decisão do Santander sinaliza alguns movimentos relevantes:
1. Permanência na região da Faria Lima/Juscelino Kubitschek
Mesmo com a expansão de polos corporativos como Chucri Zaidan e Vila Olímpia, a região da JK segue como endereço estratégico para grandes instituições financeiras.
2. Tendência de prédios sustentáveis
Empresas de grande porte vêm priorizando edifícios com certificações ambientais, o que pressiona o mercado a modernizar estoques antigos.
3. Propriedade do imóvel
A expectativa é que o Santander seja dono da nova sede, assim como já é proprietário do prédio atual. Isso indica estratégia patrimonial de longo prazo, reduzindo exposição a contratos de locação e oscilações do mercado imobiliário.
E o que acontecerá com a sede atual?
O banco ainda não informou o destino do edifício no Complexo JK nem se o Teatro Santander, localizado ao lado da torre corporativa, será transferido.
Especialistas do setor avaliam que o imóvel pode:
- Ser vendido
- Ser alugado para outra empresa
- Passar por reestruturação ou retrofit
Como se trata de um ativo de alto padrão em região valorizada, a decisão poderá impactar o mercado de lajes corporativas classe A em São Paulo.
Impacto para investidores (SANB11)
Para acionistas do Santander Brasil, a mudança sinaliza:
- Investimento em infraestrutura de longo prazo
- Alinhamento às diretrizes globais do grupo
- Reforço da agenda ESG
- Potencial valorização patrimonial
Por outro lado, o projeto envolve alto investimento e dependerá de aprovações regulatórias antes de sua consolidação.
Estratégia global do Grupo Santander
O movimento segue uma tendência internacional do grupo, que tem modernizado suas sedes e priorizado espaços corporativos mais integrados e sustentáveis em diversos países.
A declaração da liderança do banco reforça que o Campus JK é pensado para acompanhar “a evolução do negócio e da sociedade nas próximas décadas”.
Isso indica visão estratégica de longo prazo, indo além de uma simples mudança de endereço.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
