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Selic a 15%: Copom não terá popularidade, alerta Galípolo

Presidente do BC, Gabriel Galípolo, alerta que Selic a 15% pode não ser popular, mas é necessária para cumprir a meta de inflação de 3%.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reafirmou nesta terça-feira (8) que a elevação da taxa Selic para 15% representa uma medida impopular, mas essencial para cumprir a meta de inflação fixada em 3%. Em evento promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o chefe do BC destacou que o Comitê de Política Monetária (Copom) não busca aprovação popular, mas sim responsabilidade institucional e cumprimento das metas legais.

Por que o Copom mantém o juros alto?

Tesouro Direto
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Conforme os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 5,32% nos últimos 12 meses encerrados em maio. A meta de inflação do governo é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Leia mais: Quer saber quando a Selic vai baixar? Dólar fraco pode acelerar o processo!

O posicionamento firme do Banco Central

O presidente do BC não escondeu que o aumento da Selic a 15% dificilmente será bem recebido pela população ou pelo mercado.

Institucionalidade e independência do Banco Central

Galípolo destacou a importância da estabilidade institucional do Banco Central para a condução da política monetária. Ele frisou que a instituição não pode ser submetida a pressões políticas ou subjetivas na definição da política econômica.

Política monetária no Brasil e no mundo

Comparação internacional

O presidente do BC ressaltou que a prática de ajustar a taxa básica de juros conforme a variação da inflação é um padrão adotado mundialmente. Quando a inflação sobe, a taxa sobe para conter o consumo e reduzir a pressão sobre os preços; quando cai, a taxa diminui para estimular a economia.

O arcabouço legal que guia o BC

Galípolo reforçou que a instituição segue um arcabouço legal e institucional claro, que define a meta de inflação como um decreto oficial, e não uma recomendação passível de interpretação subjetiva.

Repercussão política e econômica

Indicação e expectativas

Gabriel Galípolo, indicado por Lula, contrariou expectativas ao manter postura firme nos juros, priorizando a estabilidade, ao contrário de seu antecessor.

Críticas e desafios

A decisão de manter a Selic em patamar elevado provoca críticas, especialmente de setores que defendem estímulo econômico via juros mais baixos para fomentar investimentos e consumo. Porém, a visão do Copom e do presidente do BC é que o controle da inflação é prioridade para garantir um ambiente econômico sustentável a longo prazo.

Perspectivas para o futuro da política monetária

Selic
Imagem: rafastockbr / shutterstock

Monitoramento constante

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O Comitê de Política Monetária seguirá atento aos dados econômicos para ajustar a Selic conforme a evolução da inflação e demais indicadores econômicos.

Riscos e desafios para a economia brasileira

Manter juros elevados por tempo prolongado pode frear o crescimento econômico, elevar o custo do crédito e impactar investimentos. Contudo, para o Banco Central, estes efeitos são um preço necessário para ancorar a inflação e preservar o poder de compra da população.

FAQ – Perguntas frequentes

Por que a Selic foi elevada a 15%?

A elevação da Selic tem o objetivo de conter a inflação, que está acima da meta estabelecida pelo governo, buscando proteger o poder de compra e a estabilidade econômica.

A taxa Selic alta afeta o crédito para os consumidores?

Sim, uma Selic elevada tende a encarecer o crédito e empréstimos, impactando o consumo e investimentos no curto prazo.

Considerações finais

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deixou claro que a Selic a 15% é uma decisão técnica, guiada pela responsabilidade institucional e legal, mesmo que impopular. A prioridade do Copom é o controle da inflação, condição essencial para a estabilidade econômica e crescimento sustentável do Brasil. A instituição segue firme em seu compromisso com a meta de 3%, reafirmando a importância da autonomia e da seriedade na condução da política monetária.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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