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Small caps estão entre os ativos mais baratos da Bolsa em junho

Confira as small caps mais recomendadas para junho de 2026 e os motivos que mantêm analistas otimistas com essas ações.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Small caps estão entre os ativos mais baratos da Bolsa em junho

Mesmo diante de um cenário de maior volatilidade na Bolsa brasileira, as ações de menor capitalização continuam despertando interesse entre gestores e analistas. As chamadas small caps atravessaram um mês desafiador em maio, mas seguem figurando entre as principais apostas das corretoras para junho de 2026.

O movimento acompanha a deterioração observada no mercado acionário brasileiro nas últimas semanas. A saída de recursos estrangeiros, a pressão exercida pela alta do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e a reavaliação das expectativas para os juros contribuíram para a queda dos principais índices da Bolsa.

Nesse ambiente, o Índice Small Cap (SMLL) registrou recuo de 3,7% em maio. Apesar disso, especialistas enxergam oportunidades relevantes em empresas negociadas com descontos expressivos em relação aos seus fundamentos.

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Por que as small caps continuam no radar dos investidores?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O principal argumento das corretoras está ligado ao valuation. As small caps brasileiras seguem negociadas a múltiplos historicamente baixos quando comparadas às médias dos últimos anos.

Segundo levantamentos de mercado, as empresas de menor porte listadas na Bolsa estão sendo negociadas a aproximadamente 8,8 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses. Historicamente, esse indicador costuma girar próximo de 13 vezes.

Na prática, isso significa que muitas companhias apresentam preços considerados atrativos em relação ao potencial de geração de resultados futuros.

Além disso, diversas empresas do segmento possuem catalisadores específicos capazes de impulsionar seus resultados independentemente do desempenho geral da economia.

As small caps mais recomendadas para junho de 2026

Um levantamento realizado com importantes instituições financeiras identificou as ações mais presentes nas carteiras recomendadas para o mês.

1. Orizon (ORVR3)

A Orizon lidera o ranking de recomendações e aparece em seis das carteiras analisadas.

A companhia atua na gestão de resíduos sólidos e vem ampliando sua presença em mercados considerados estratégicos para o futuro, como biometano e créditos de carbono.

O que chama a atenção dos analistas?

A empresa tem apresentado avanços operacionais relevantes. Entre os destaques estão:

  • Expansão da atuação em energia renovável;
  • Crescimento das receitas ligadas ao biometano;
  • Evolução das tarifas cobradas pelos serviços prestados;
  • Novas oportunidades geradas por aquisições estratégicas.

Analistas também destacam a capacidade da companhia de transformar resíduos em fontes de receita recorrente, uma tendência alinhada às exigências ambientais cada vez maiores no Brasil e no exterior.

Perspectivas para os próximos meses

A expectativa do mercado é de que novas integrações operacionais e investimentos em infraestrutura contribuam para aumentar a rentabilidade da companhia ao longo de 2026.

Mesmo em um ambiente de juros elevados, a empresa vem conseguindo sustentar crescimento e ampliar sua geração de caixa.

2. Pague Menos (PGMN3)

A rede de farmácias aparece logo atrás da líder do ranking, com cinco recomendações.

O desempenho das ações em maio foi bastante negativo, mas justamente essa queda reforçou a visão de oportunidade entre diversas casas de análise.

Por que o mercado continua otimista?

O principal ponto destacado pelos especialistas é que a desvalorização recente ampliou o desconto das ações.

Além disso, a companhia vem fortalecendo sua estrutura financeira por meio de iniciativas voltadas à redução da alavancagem e melhoria da eficiência operacional.

Outro fator importante está relacionado ao crescimento do mercado farmacêutico brasileiro, especialmente em áreas de alta demanda.

Oportunidades ligadas aos medicamentos para obesidade

ações corretoras
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O segmento de medicamentos baseados em GLP-1 continua sendo um dos mais observados pelo setor.

Com o aumento da procura por tratamentos voltados ao controle de peso e diabetes, redes de farmácias com forte presença nacional podem capturar parte relevante desse crescimento.

3. 3tentos (TTEN3)

A 3tentos permanece entre as principais apostas das corretoras graças à combinação entre agronegócio, industrialização e distribuição de insumos.

A companhia gaúcha conseguiu recuperar parte da confiança dos investidores após apresentar resultados considerados sólidos no início de 2026.

O que impulsiona a tese da empresa?

Diversos fatores sustentam a visão positiva dos analistas:

  • Recuperação das margens na cadeia da soja;
  • Crescimento da operação industrial;
  • Expansão da produção de etanol de milho;
  • Potencial aumento da demanda por fertilizantes.

A diversificação das fontes de receita reduz a dependência de apenas um segmento do agronegócio, tornando a companhia mais resiliente diante de oscilações do mercado.

Etanol de milho ganha protagonismo

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil vem criando novas oportunidades para empresas integradas ao agronegócio.

Além de ampliar receitas, essa atividade permite capturar valor em diferentes etapas da cadeia produtiva.

4. Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo segue como uma das empresas industriais mais bem avaliadas pelas corretoras.

Tradicional fabricante de carrocerias de ônibus, a companhia combina geração consistente de caixa com distribuição recorrente de dividendos.

Renovação de frotas favorece resultados

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A demanda por renovação de ônibus urbanos, escolares e rodoviários continua sustentando a carteira de pedidos da empresa.

Programas públicos voltados ao transporte escolar e investimentos privados em mobilidade ajudam a manter o ritmo de encomendas.

Além disso, a companhia possui presença internacional relevante, reduzindo sua dependência do mercado brasileiro.

Expansão internacional fortalece a estratégia

Mercados da América Latina e da África vêm ganhando importância crescente nas receitas da fabricante.

Essa diversificação geográfica ajuda a compensar eventuais desacelerações econômicas em determinados países.

5. Copasa (CSMG3)

Fechando a lista das mais recomendadas está a Copasa, empresa responsável pelos serviços de saneamento em Minas Gerais.

A tese de investimento está diretamente ligada ao processo de privatização em discussão no estado.

Privatização continua sendo o principal catalisador

O mercado acompanha de perto os avanços regulatórios e políticos relacionados à possível transferência do controle da companhia para a iniciativa privada.

Historicamente, processos semelhantes no setor de saneamento têm sido acompanhados por melhorias operacionais e aumento da eficiência.

Comparação com outras empresas do setor

Analistas observam que companhias privatizadas costumam apresentar ganhos relevantes de produtividade ao longo do tempo.

Por isso, investidores enxergam potencial de valorização caso o processo avance conforme esperado.

Como ficaram os desempenhos recentes?

Entre as ações mais recomendadas, a Orizon foi a única a manter desempenho positivo no acumulado do ano superior a 15%.

A Copasa também se destacou, registrando valorização acima de 20% em 2026 até o momento analisado.

Por outro lado, a Pague Menos acumulou a maior queda, reflexo da forte correção observada nas ações do varejo e da sensibilidade do setor às expectativas para os juros.

Vale a pena investir em small caps em 2026?

As small caps costumam oferecer potencial de valorização superior ao das grandes empresas, mas também apresentam riscos mais elevados.

Em momentos de incerteza econômica, essas ações podem sofrer oscilações mais intensas. Por outro lado, quando o cenário melhora, frequentemente lideram os movimentos de recuperação da Bolsa.

Para investidores com horizonte de longo prazo, a combinação entre preços descontados, crescimento operacional e possíveis catalisadores específicos continua tornando o segmento uma alternativa relevante para diversificação da carteira.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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