Após toda a polêmica envolvendo a 123Milhas, um dos sócios, Ramiro Júlio Soares Madureira, compareceu para prestar depoimentos nesta quarta-feira (06) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das pirâmides financeiras.
Sócio da 123milhas pede desculpas e diz que modelo de negócio é equivocado
Após ausências, sócio da 123Milhas depôs em CPI e, em suas falas, pediu desculpas pelos erros da empresa. Clique e confira!
O depoimento aconteceu após duas ausências de Madureira, que foi obrigado a comparecer na audiência. Em sua fala, admite que erraram na criação do modelo de negócio e o planejamento deste produto. Ele também acabou pedindo desculpas a todos que compraram pacotes promocionais.
Veja mais sobre declarações do sócio da 123Milhas

Em suas declarações, Madureira garante que, com a criação dos pacotes “promo” da empresa, os preços das viagens iria diminuir com o tempo. No entanto, não foi o que aconteceu, inviabilizando a manutenção e finalização de todos os pacotes.
“Ao contrário do que prevíamos, o mercado tem se comportado permanentemente como se estivesse em alta temporada, e isso abalou não só os fundamentos da linha “promo”, como de toda a 123Milhas”, falou o sócio. Com isso, ainda completou “não há como deixar de nos desculparmos novamente com todos aqueles que foram prejudicados por uma linha de negócio que se mostrou equivocada”, garantiu.
Ele ainda deixou claro que a ideia, agora, é conseguir liquidar todas as dívidas com os credores, por meio do processo de recuperação judicial da empresa. A decisão positiva sobre o processo aconteceu na semana passada.
Entenda porque a empresa faz parte da CPI das pirâmides financeiras
Após a polêmica, cancelando a emissão das viagens internacionais, os parlamentares convocaram os sócios para explicarem as situações. Tanto Ramiro quanto seu irmão e sócio na 123Milhas, Augusto Júlio Soares Madureira, receberam a convocação para prestarem depoimentos.
Porém, tentaram usar de mecanismos jurídicos para não participarem do inquérito. Em outras palavras, utilizaram habeas corpus, assim como Tatá Werneck e Cauã Reymond tentaram no escândalo com criptomoedas, mas não conseguiram. Devido as ausências, a CPI solicitou quebra de sigilo bancário de ambos os sócios.
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Por fim, é válido lembrar que a 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte aceitou o pedido de recuperação judicial da empresa. A empresa possui dívida de mais de R$ 2,3 bilhões e deve apresentar planejamento para sua reestruturação.
Imagem: rafaelnlins / Shutterstock.com
