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STF revela péssima notícia para motoristas de aplicativo

Entenda como a decisão do STF, anunciada nesta quarta-feira (24), interfere na vida dos motoristas de aplicativo. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Fachada da sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, no Praça dos Três Poderes, após citar a lei do transporte público

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nesta quarta-feira (24) que exista vínculo entre motoristas de aplicativo e a empresa dona da plataforma de serviços.

A decisão ocorreu após Moraes cassar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Minas Gerais, que havia reconhecido anteriormente a existência de vínculo entre a empresa Cabify e um motorista.

Conforme a decisão do ministro do STF, o serviço prestado pelo profissional se assemelha mais ao do transportador autônomo. Entenda!

Decisão do STF

Para negar a existência de vínculo, Alexandre de Moraes se baseou nas condições previstas na Lei n°11.442/2007, cujo foco é o transporte autônomo. Dessa forma, o ministro do STF definiu que os motoristas têm as seguintes relações com os veículos utilizados:

  • Donos;
  • Arrendatários;
  • Sócios.

Dessa forma, o magistrado do STF colocou que a posição entre a empresa e o motorista não é igual a de um trabalho convencional.

Todavia, vale destacar que no Tribunal Superior do Trabalho há precedentes para as duas posições, ou seja, é possível interpretar tanto que existe vínculo trabalhista quanto que não há essa ligação.

Processo da Cabify

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Em suma, o caso ganhou notoriedade em abril de 2022, quando a 31ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte negou a relação de vínculo. Contudo, em junho daquele ano, a 11ª Turma do TRT-3 definiu, por maioria de votos, o reconhecimento da relação de trabalho entre o motorista e a empresa de aplicativo.

Ainda na época, a Cabify argumentou que o TRT-3 ignorou as possibilidades de “outras formas de contratações civis, diversas da relação de emprego”.

Portanto, o caso foi transferido para o STF, que, cerca de um ano mais tarde, definiu pela não existência de vínculo. Por fim, vale ressaltar também que a Cabify não tem atividades no Brasil desde 2021.

Imagem: vitordemasi / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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