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STF toma decisão polêmica e solta político influente condenado pela Lava Jato

O político havia sido sentenciado a quase 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Saiba mais sobre a sua soltura!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
homem de terno preto abrindo algemas após ser solto da prisão

Controvérsias e debates cercam a decisão do STF de anular a condenação de Eduardo Cunha, na Lava Jato. Cunha, que havia sido sentenciado, pela Justiça Federal do Paraná, a quase 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, agora aguardará uma nova decisão da Justiça Eleitoral.

A anulação da condenação de Cunha pelo STF resultou no envio do processo à Justiça Eleitoral, onde um novo juiz será responsável por avaliar a validade das provas apresentadas e decidir se restabelece ou não a condenação do político.

Além disso, há a possibilidade de reiniciar o caso do zero, o que gera incertezas sobre os desdobramentos futuros. Entenda!

Defesa alega perseguição e incompetência

A defesa de Eduardo Cunha alegou que a decisão do STF reflete uma suposta perseguição e um processo abusivo contra ele.

Eles argumentaram que ele foi julgado por uma instância incompetente e destacaram a controvérsia em torno da competência da Justiça Federal em casos de crimes eleitorais. Por outro lado, o Ministério Público Federal sustentou que Cunha se beneficiou de um esquema de propina relacionado à Petrobras.

Os ministros do STF analisaram a argumentação da defesa em uma sessão virtual, na qual a defesa afirmou que a sentença violou a posição da Corte sobre a competência da Justiça Eleitoral em casos de financiamento ilícito de campanha.

STF anula condenação de Eduardo Cunha na Lava Jato

Em 2019, o STF decidiu que a Justiça Eleitoral tem prevalência sobre a Justiça comum para casos de crimes eleitorais conexos.

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No entanto, o relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin, votou contra a ação de Cunha em dezembro de 2022, argumentando que os fatos não se enquadram em crimes eleitorais — posição apoiada pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Já os ministros Nunes Marques e André Mendonça discordaram e entenderam que a competência para analisar as acusações contra Cunha era da Justiça Eleitoral, citando a conexão entre os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e delitos eleitorais mencionados pelos delatores.

Gilmar Mendes, ministro do STF, manifesta apoio à falta de competência da Justiça Federal e defende que a investigação de Eduardo Cunha seja transferida para a Justiça Eleitoral.

Imagem: Ikebana Art-studio/ shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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