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Supermercados abandonam 6×1 e passam a usar escala 5×2 para enfrentar falta de funcionários

Supermercados adotam escala 5×2 para enfrentar escassez de mão de obra, melhorar retenção de funcionários e reduzir rotatividade no setor varejista brasileiro.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Supermercados

A dificuldade para contratar e manter funcionários tem levado supermercados a revisarem um dos modelos mais tradicionais do mercado de trabalho brasileiro: a jornada 6×1. Em um cenário de escassez de mão de obra, redes do varejo começaram a testar a escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso semanal, como forma de tornar as vagas mais atrativas e reter talentos.

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Mudança prática no Grupo Savegnago

Em São Paulo, o Grupo Savegnago iniciou a adoção da jornada 5×2 de forma experimental em unidades localizadas no interior do estado. A rede substituiu a escala de seis dias trabalhados por apenas um de folga pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois dias consecutivos de descanso, mantendo a carga semanal de 44 horas prevista na legislação trabalhista.

Benefícios esperados

Na prática, as horas são redistribuídas ao longo da semana, com jornadas diárias mais longas, mas garantindo dois dias seguidos de folga. A avaliação interna do grupo indica que a mudança melhora a disposição dos funcionários, reduz a rotatividade e contribui para reter trabalhadores em um setor que enfrenta dificuldade crescente para preencher vagas operacionais.

Entre os principais impactos positivos da nova escala, destacam-se:

  • Melhoria no bem-estar físico e mental dos colaboradores.
  • Redução de faltas e atrasos.
  • Maior engajamento com as tarefas diárias.
  • Retenção de talentos em um mercado altamente competitivo.

Falta de mão de obra pressiona empresas em todo o país

O movimento observado em São Paulo reflete um cenário mais amplo. A escassez de trabalhadores tem pressionado empresas em diferentes regiões do Brasil, levando estados a adotarem medidas inéditas para lidar com a falta de pessoal.

Experiência no Espírito Santo

No Espírito Santo, supermercados, atacarejos, minimercados e lojas de material de construção deixarão de funcionar aos domingos a partir de 1º de março, conforme acordo firmado em convenção coletiva entre sindicatos de trabalhadores e entidades patronais.

A medida será adotada em caráter experimental e tem como principal justificativa a dificuldade do setor em manter equipes completas, especialmente para jornadas que exigem trabalho contínuo aos fins de semana.

Desafio da atração de candidatos

Mesmo com vagas abertas, empregadores relatam dificuldade para atrair candidatos dispostos a aceitar rotinas consideradas desgastantes, o que tem forçado a reorganização de horários e escalas de trabalho. A mudança na escala 6×1 para 5×2 surge como uma resposta estratégica para tornar o ambiente mais atrativo e competitivo.

Debate avança no Congresso Nacional

Paralelamente às mudanças adotadas pela iniciativa privada e acordos regionais, o tema ganhou força em Brasília. Tramita no Congresso Nacional um projeto de emenda à Constituição que propõe o fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal e a garantia de dois dias de descanso, sem prejuízo salarial.

Proposta legislativa

A emenda prevê:

  • Garantia de dois dias consecutivos de descanso semanal.
  • Manutenção da carga horária semanal de 44 horas.
  • Ajustes na jornada diária, sem redução de salários.
  • Flexibilidade para empresas adotarem o modelo de forma gradual.

Impactos para os funcionários

Especialistas destacam que a adoção da escala 5×2 não apenas beneficia a gestão das empresas, mas também traz melhorias concretas para os trabalhadores. A principal vantagem é a qualidade de vida, que influencia diretamente no desempenho e na satisfação no trabalho.

Aspectos positivos

  • Saúde física e mental: dias consecutivos de descanso permitem recuperação plena do corpo e da mente.
  • Redução do estresse: jornadas menos desgastantes ajudam a diminuir a pressão sobre os funcionários.
  • Produtividade: colaboradores descansados tendem a ser mais produtivos durante o período de trabalho.

Possíveis desafios

Apesar das vantagens, a mudança também apresenta desafios, como:

  • Adaptação inicial a jornadas diárias mais longas.
  • Ajustes nos sistemas internos de gestão de ponto e folha de pagamento.
  • Necessidade de comunicação clara sobre os novos horários.

Tendência pode alcançar outros setores

Especialistas avaliam que a adoção da escala 5×2 no varejo pode servir de termômetro para outros segmentos da economia, especialmente aqueles que dependem de mão de obra presencial e enfrentam alta rotatividade, como:

  • Serviços gerais e de limpeza.
  • Logística e transporte.
  • Alimentação fora do lar.
  • Hotelaria e turismo.
  • Indústria manufatureira.

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Caso os resultados se mostrem positivos, a tendência é que o modelo avance para outras regiões do país e para diferentes setores, antecipando mudanças que ainda estão em discussão no campo legislativo.

Ajustes necessários para implementação

A transição para a escala 5×2 exige planejamento detalhado. Entre os pontos que as empresas devem considerar estão:

  • Reorganização das jornadas diárias para manter a carga horária legal.
  • Revisão de benefícios e adicionais noturnos, caso aplicável.
  • Planejamento de escalas de férias e folgas coletivas.
  • Treinamento da equipe de recursos humanos para gerenciar a nova rotina.

Experiência de outros estados

O movimento paulista pode inspirar ações em outros estados que enfrentam dificuldades semelhantes. Experiências regionais mostram que mudanças na escala de trabalho podem ter impacto direto na retenção de funcionários, redução de rotatividade e aumento da satisfação no trabalho.

Casos de sucesso

  • Empresas que adotaram a escala 5×2 reportaram menor índice de absenteísmo.
  • Redução de reclamações trabalhistas relacionadas a sobrecarga.
  • Melhoria na percepção de valor do empregador junto aos funcionários.

O futuro da jornada de trabalho no Brasil

A transformação das escalas de trabalho no varejo brasileiro reflete uma mudança de paradigma: empresas que antes priorizavam apenas a eficiência operacional agora buscam também atratividade e qualidade de vida para os trabalhadores.

Enquanto a legislação não muda, a iniciativa privada lidera a adaptação, demonstrando que o mercado de trabalho brasileiro está evoluindo para modelos mais flexíveis e humanos, capazes de enfrentar os desafios da escassez de mão de obra e da competição por talentos.

Conclusão

A adoção da escala 5×2 nos supermercados representa uma mudança significativa no modelo tradicional de trabalho no Brasil. A medida traz benefícios claros tanto para empresas quanto para funcionários, servindo como resposta prática à escassez de mão de obra. O sucesso dessas experiências pode antecipar tendências de flexibilização em outros setores da economia, refletindo uma nova realidade do mercado de trabalho.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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