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Tebet afirma que “pobres” serão prioridade dentro do orçamento

Nova ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, esclarece as prioridades de sua gestão. Confira na íntegra

Avatar de Liliana Luísa Liliana Luísa · · 2 min de leitura
Simone Tebet falando para microfones de jornalistas

Aliada de grande importância durante a campanha do atual presidente Lula, Simone Tebet assumiu recentemente o cargo de ministra do Planejamento e Orçamento, cuja função costuma ser de responsabilidade de servidores do sexo masculino.

Dessa forma, a política com mais de 20 anos de experiência fará a gestão dos planejamentos e controles financeiros do governo federal.

Minorias sociais e os mais vulneráveis serão prioridade no orçamento

Citando fala do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, Tebet afirma que dará “visibilidade aos invisíveis”, garantindo a inclusão e o bem-estar social de minorias e de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Considerando o atual contexto no Brasil, ela entende que organizar o orçamento para atender às mudanças necessárias para um governo será uma missão “árdua, mas possível”. Para tanto, se atentará a indicadores econômicos.

Assim, seu plano nacional de desenvolvimento se baseará no combate às discrepâncias econômicas e de infraestrutura entre as regiões brasileiras. Além disso, defendeu a reforma tributária.

Ministra ainda não terminou de montar a sua equipe

Ainda na cerimônia de posse no Planalto, Tebet revelou que não terminou de montar a sua equipe até o presente momento. Ademais, também explicitou a dificuldade de montar uma equipe diversificada, principalmente no que concerne à presença de mulheres negras.

Tebet considera que se deve “prezar, acima de tudo, a diversidade”. “Estou indo para uma pasta que, hoje, ainda é extremamente masculina. Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas”, comentou a ministra.

Em resposta à declaração, a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, se ofereceu para indicar currículos promissores, prioritariamente de mulheres negras.

“Subo aqui também para dizer que já me coloquei à disposição da ministra [Teber], e trabalharemos juntas em estratégias que ampliem diversidade na composição dos ministérios”, explica Franco.

As ideias para tal projeto não foram reveladas em sua totalidade pelas envolvidas, mas Anielle comentou sobre uma das possíveis medidas:

“Eu já apresentei para ela algumas ideias e a gente vai falar mais adiante. Eu não posso falar ainda, mas uma delas, por exemplo, que foi ideia de nosso ministério, é termos um banco de pessoas, currículos, público mesmo, em ligação com ministérios transversais, para que a gente possa preencher todas as vagas”, revela Anielle.

Anielle é irmã da falecida Marielle Franco, vereadora do PSOL cujo assassinato ocorreu em 2018 e segue sem solução. A nova ministra é engajada em campanhas de combate ao racismo, à desigualdade social e em prol dos direitos das mulheres.

Imagem: Flickr

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