Aliada de grande importância durante a campanha do atual presidente Lula, Simone Tebet assumiu recentemente o cargo de ministra do Planejamento e Orçamento, cuja função costuma ser de responsabilidade de servidores do sexo masculino.
Tebet afirma que “pobres” serão prioridade dentro do orçamento
Nova ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, esclarece as prioridades de sua gestão. Confira na íntegra
Dessa forma, a política com mais de 20 anos de experiência fará a gestão dos planejamentos e controles financeiros do governo federal.
Minorias sociais e os mais vulneráveis serão prioridade no orçamento
Citando fala do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, Tebet afirma que dará “visibilidade aos invisíveis”, garantindo a inclusão e o bem-estar social de minorias e de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Considerando o atual contexto no Brasil, ela entende que organizar o orçamento para atender às mudanças necessárias para um governo será uma missão “árdua, mas possível”. Para tanto, se atentará a indicadores econômicos.
Assim, seu plano nacional de desenvolvimento se baseará no combate às discrepâncias econômicas e de infraestrutura entre as regiões brasileiras. Além disso, defendeu a reforma tributária.
Ministra ainda não terminou de montar a sua equipe
Ainda na cerimônia de posse no Planalto, Tebet revelou que não terminou de montar a sua equipe até o presente momento. Ademais, também explicitou a dificuldade de montar uma equipe diversificada, principalmente no que concerne à presença de mulheres negras.
Tebet considera que se deve “prezar, acima de tudo, a diversidade”. “Estou indo para uma pasta que, hoje, ainda é extremamente masculina. Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas”, comentou a ministra.
Em resposta à declaração, a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, se ofereceu para indicar currículos promissores, prioritariamente de mulheres negras.
“Subo aqui também para dizer que já me coloquei à disposição da ministra [Teber], e trabalharemos juntas em estratégias que ampliem diversidade na composição dos ministérios”, explica Franco.
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As ideias para tal projeto não foram reveladas em sua totalidade pelas envolvidas, mas Anielle comentou sobre uma das possíveis medidas:
“Eu já apresentei para ela algumas ideias e a gente vai falar mais adiante. Eu não posso falar ainda, mas uma delas, por exemplo, que foi ideia de nosso ministério, é termos um banco de pessoas, currículos, público mesmo, em ligação com ministérios transversais, para que a gente possa preencher todas as vagas”, revela Anielle.
Anielle é irmã da falecida Marielle Franco, vereadora do PSOL cujo assassinato ocorreu em 2018 e segue sem solução. A nova ministra é engajada em campanhas de combate ao racismo, à desigualdade social e em prol dos direitos das mulheres.
Imagem: Flickr
