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Fretado da Uber reduz despesas em 15% e encurta pela metade o tempo de viagem

A Uber está ampliando sua atuação no mercado corporativo com uma solução voltada ao transporte diário de funcionários. Chamada Mobilidade para Grupos, a ferramenta reúne até três trabalhadores em um mesmo carro e permite que as empresas organizem trajetos conforme os turnos e endereços cadastrados. A proposta tenta resolver um problema comum em indústrias, hospitais, […]

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 15 min de leitura
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A Uber está ampliando sua atuação no mercado corporativo com uma solução voltada ao transporte diário de funcionários. Chamada Mobilidade para Grupos, a ferramenta reúne até três trabalhadores em um mesmo carro e permite que as empresas organizem trajetos conforme os turnos e endereços cadastrados.

A proposta tenta resolver um problema comum em indústrias, hospitais, centros de distribuição e grandes redes varejistas: transportar equipes em horários nos quais o ônibus público é escasso ou o fretamento tradicional se torna caro e pouco flexível.

Em um projeto-piloto realizado com o Grupo 3corações, o novo modelo reduziu os custos de transporte em aproximadamente 15% e diminuiu o tempo médio de deslocamento de uma hora e meia para cerca de 45 minutos, segundo dados divulgados pelas duas empresas.

Os resultados chamam atenção, mas não representam uma economia garantida para todos os contratantes. A eficiência dependerá do número de funcionários, da distância entre os endereços, dos horários de trabalho e da disponibilidade de motoristas em cada região.

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Como funciona a Mobilidade para Grupos da Uber?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A Mobilidade para Grupos faz parte das soluções corporativas da plataforma. Por meio dela, a empresa contratante cadastra os funcionários, informa os turnos de trabalho e estabelece as regras para utilização das viagens.

O sistema reúne até três trabalhadores em um único veículo. Eles não precisam necessariamente embarcar ou desembarcar no mesmo endereço, pois o trajeto pode incluir diferentes pontos.

A ideia é formar pequenos grupos com rotas compatíveis. Em vez de enviar um carro separado para cada funcionário, a plataforma calcula um percurso compartilhado.

Na prática, a empresa pode definir:

  • quais funcionários estão autorizados a viajar;
  • dias e horários permitidos;
  • locais de embarque e desembarque;
  • turnos atendidos;
  • limites de gastos;
  • centros de custo;
  • regras para viagens excepcionais;
  • condições para horas extras e alterações de escala.

Os gestores também conseguem acompanhar custos e trajetos pela plataforma. O pagamento é feito conforme as viagens realizadas, sem a necessidade de manter um ônibus contratado para uma rota que pode ter baixa ocupação em determinados dias.

Por que a Uber está entrando no transporte de funcionários?

O deslocamento entre casa e trabalho é recorrente e previsível. Todos os dias, milhões de brasileiros precisam chegar a fábricas, lojas, hospitais, escritórios e centros logísticos.

Para a Uber, esse mercado oferece uma oportunidade de gerar viagens regulares, especialmente no início da manhã, durante trocas de turno e no período noturno.

A empresa já opera no segmento corporativo por meio da Uber para Empresas. A nova ferramenta amplia essa atuação ao permitir que o transporte seja planejado para grupos de trabalhadores, em vez de depender apenas de corridas individuais solicitadas separadamente.

O alvo principal são operações que enfrentam mudanças frequentes na quantidade de funcionários. Uma indústria pode ter trabalhadores fazendo horas extras em um dia, equipes reduzidas em outro e diferentes horários de entrada durante a semana.

Nesse cenário, um veículo grande pode circular com assentos vazios. O automóvel compartilhado tenta ajustar a capacidade à demanda real.

Piloto com a 3corações reduziu custos e tempo

Antes do lançamento comercial, a solução foi testada com o Grupo 3corações. Segundo os resultados apresentados pelas empresas, houve uma redução de aproximadamente 15% nos gastos com transporte.

O tempo médio de deslocamento caiu de uma hora e meia para 45 minutos. A taxa de utilização dos veículos passou de 74% para 87%, enquanto o índice de atendimento ficou próximo de 95%.

A taxa de utilização mostra quanto da capacidade disponível foi efetivamente aproveitada. Se um veículo circula com muitos lugares vazios, o custo por passageiro tende a aumentar. Quando a ocupação melhora, o gasto pode ser dividido entre mais pessoas.

O tempo também diminuiu porque os funcionários passaram a utilizar pontos de embarque mais próximos. No modelo anterior, parte deles precisava se deslocar até o local por onde o ônibus ou veículo fretado passava.

Apesar dos números positivos, o piloto representa apenas uma operação. Empresas com milhares de funcionários concentrados em bairros próximos podem continuar encontrando maior eficiência em ônibus e vans.

Já equipes menores, distribuídas pela cidade e com horários variáveis, podem se adaptar melhor às viagens compartilhadas em carros.

A nova solução substituirá os ônibus fretados?

A ferramenta pode substituir parte das rotas tradicionais, mas dificilmente será a melhor alternativa para todas as situações.

Um ônibus transporta dezenas de pessoas em uma única viagem. Quando muitos funcionários moram na mesma região, trabalham no mesmo horário e usam pontos de embarque próximos, o fretamento pode oferecer um custo menor por passageiro.

O modelo da Uber tende a fazer mais sentido quando:

  • poucos funcionários precisam viajar em determinado horário;
  • as escalas mudam com frequência;
  • há muitas horas extras;
  • os trabalhadores vivem em regiões diferentes;
  • a operação funciona durante a madrugada;
  • uma rota de ônibus apresenta baixa ocupação;
  • a empresa precisa atender deslocamentos excepcionais.

As duas soluções também podem funcionar juntas. Uma companhia pode manter ônibus para os turnos com maior movimento e usar os carros compartilhados para equipes menores, horários intermediários ou trajetos não cobertos pelo fretamento.

Essa combinação evita que um ônibus seja mobilizado para transportar poucas pessoas e reduz a necessidade de pagar corridas individuais para cada trabalhador.

Transporte da Uber é igual ao fretamento tradicional?

Não exatamente. Embora a novidade esteja sendo comparada a um “fretado sob demanda”, existem diferenças importantes.

O fretamento tradicional é um serviço de transporte coletivo contratado para atender um grupo específico. Pode ser realizado continuamente, como no transporte diário de funcionários, ou eventualmente, como em viagens e eventos.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, o fretamento possui regras próprias para operação, segurança, registro das viagens e identificação dos passageiros. A competência da agência está relacionada especialmente ao transporte interestadual e internacional.

Já a Mobilidade para Grupos utiliza carros e motoristas parceiros vinculados à plataforma. Cada veículo leva até três funcionários e pode seguir um percurso ajustado pelo sistema.

Portanto, a palavra “fretado” ajuda a explicar a finalidade corporativa, mas não significa que as duas modalidades sejam juridicamente idênticas. A regulamentação do transporte por aplicativo também depende das regras aplicáveis em cada município.

Quais empresas podem usar a novidade?

A Uber direciona a ferramenta principalmente para companhias com grande número de funcionários e horários definidos de entrada e saída.

Entre os setores com potencial de uso estão:

  • indústrias;
  • centros de distribuição;
  • hospitais;
  • supermercados;
  • redes varejistas;
  • empresas de segurança;
  • hotéis;
  • call centers;
  • operações logísticas;
  • estabelecimentos com funcionamento noturno.

Hospitais são um exemplo prático. Profissionais que encerram o plantão durante a madrugada podem encontrar pouca oferta de transporte coletivo. Uma viagem compartilhada permite reunir trabalhadores que seguem para regiões próximas.

Em um centro de distribuição, o sistema pode atender uma equipe que permaneceu além do expediente por causa de uma demanda extraordinária. Nesse caso, não seria necessário alterar toda a rota do ônibus fretado.

O trabalhador terá que pedir a corrida?

A operação é administrada pela empresa contratante, que cadastra os funcionários e define as condições de uso. Dependendo do modelo adotado, as viagens podem ser programadas conforme os turnos.

O trabalhador deverá seguir as orientações fornecidas pelo empregador para confirmar o deslocamento, identificar o veículo e acompanhar a chegada do motorista.

Como até três pessoas poderão dividir o automóvel, o horário de embarque precisará considerar os demais passageiros. Pequenos desvios poderão ocorrer para buscar ou deixar outros integrantes do grupo.

Ainda assim, a promessa é de um trajeto mais direto do que determinadas linhas de ônibus ou rotas fretadas com muitos pontos de parada.

A empresa pode retirar o vale-transporte?

A contratação de viagens pela Uber não autoriza automaticamente a retirada do vale-transporte. O empregador precisa observar a legislação trabalhista e verificar se o deslocamento do funcionário será integralmente atendido.

A Lei nº 7.418 determina que o vale-transporte seja antecipado para as despesas de deslocamento entre residência e trabalho por transporte coletivo público.

O Decreto nº 10.854 estabelece que o empregador fica desobrigado de fornecer o vale quando oferece, por meios próprios ou contratados, transporte adequado para todo o percurso. Se a solução cobrir apenas uma parte do trajeto, o vale-transporte deverá ser mantido para os trechos restantes.

Isso significa que cada operação precisa ser analisada com cuidado. A empresa não deve simplesmente substituir o vale-transporte por créditos ou pagamentos em dinheiro sem observar as regras aplicáveis.

Também será necessário avaliar se o transporte oferecido por carros de aplicativo se enquadra nas condições exigidas para substituir integralmente o benefício. A decisão deve passar pelas áreas jurídica, trabalhista e de recursos humanos da companhia.

Quais são as possíveis vantagens para as empresas?

A principal vantagem apresentada pela Uber é a flexibilidade. O contratante paga pelas viagens realizadas e pode ajustar o transporte conforme a quantidade de trabalhadores.

Isso pode reduzir a circulação de veículos vazios e facilitar o atendimento de mudanças de última hora.

Outros possíveis benefícios são:

  • controle centralizado dos gastos;
  • separação de despesas por setor;
  • atendimento a diferentes turnos;
  • adaptação a horas extras;
  • criação de rotas conforme a demanda;
  • acompanhamento das viagens;
  • redução do deslocamento até pontos distantes;
  • alternativa para horários com pouco transporte público.

Esses ganhos precisam ser comparados com o custo real. Uma operação com muitas corridas simultâneas pode ficar mais cara do que um ônibus com alta ocupação.

Antes de contratar, a empresa deve analisar o custo por funcionário transportado, e não apenas o preço de uma viagem individual.

Quais são os limites e riscos da ferramenta?

A disponibilidade de motoristas é um dos principais pontos de atenção. Em horários de grande procura, dias de chuva ou regiões afastadas, pode haver demora ou aumento no preço das viagens.

A operação também estará sujeita ao trânsito urbano. Um ônibus fretado e vários carros enfrentam os mesmos congestionamentos, mas os automóveis podem seguir trajetos diferentes e produzir resultados menos previsíveis.

Outros fatores que precisam ser avaliados incluem:

  • cancelamentos de motoristas;
  • atrasos no embarque;
  • alterações de preço;
  • cobertura em áreas afastadas;
  • acessibilidade para pessoas com deficiência;
  • transporte de trabalhadores com equipamentos;
  • segurança nos locais de embarque;
  • atendimento em situações de emergência.

A empresa também deve preparar uma alternativa para quando não houver carro disponível. Em atividades essenciais, como hospitais e centros de segurança, uma falha no transporte pode afetar toda a troca de turno.

Como ficam a privacidade e os dados dos funcionários?

Para organizar as rotas, a plataforma poderá tratar dados como nome, endereço, horário de trabalho, localização e histórico de viagens.

Essas informações são pessoais e estão protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. O empregador e os fornecedores envolvidos precisam informar quais dados serão utilizados, para qual finalidade e por quanto tempo serão mantidos.

A empresa deve limitar o acesso aos dados. Um gestor não precisa visualizar informações além daquelas necessárias para administrar o benefício de transporte.

Também é importante deixar claro que o acompanhamento da viagem não autoriza a vigilância permanente do trabalhador fora do deslocamento corporativo.

Entre as boas práticas estão:

  • coletar somente os dados necessários;
  • restringir o acesso aos gestores autorizados;
  • definir prazos para eliminação das informações;
  • proteger endereços e trajetos;
  • explicar ao funcionário como os dados serão usados;
  • manter canais para correção e esclarecimento.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados orienta empresas a mapear e registrar as operações realizadas com informações pessoais. Isso permite identificar riscos e demonstrar que as exigências da LGPD estão sendo cumpridas.

O modelo pode reduzir o tempo de deslocamento?

O piloto com a 3corações reduziu o tempo médio de 1h30 para aproximadamente 45 minutos. O resultado foi obtido porque as rotas ficaram mais próximas dos endereços dos trabalhadores e utilizaram menos pontos de parada.

Esse ganho não pode ser aplicado automaticamente a qualquer cidade. O resultado dependerá das distâncias, do trânsito, da quantidade de passageiros e da formação dos grupos.

Se três pessoas morarem em bairros próximos, o compartilhamento poderá manter o percurso eficiente. Se os endereços estiverem muito distantes, os desvios podem aumentar o tempo de todos.

Por isso, a tecnologia precisa formar grupos com trajetos realmente compatíveis. Colocar três funcionários no mesmo carro apenas para elevar a ocupação não garante economia nem rapidez.

A solução é melhor para o meio ambiente?

Reunir três pessoas em um carro pode gerar menos emissões do que enviar três veículos separados. Contudo, isso não significa que o automóvel compartilhado seja sempre mais sustentável do que um ônibus cheio.

O transporte coletivo costuma apresentar menor emissão por passageiro quando opera com boa ocupação. A vantagem ambiental da nova ferramenta tende a aparecer quando substitui corridas individuais ou veículos fretados que circulavam quase vazios.

Para medir o impacto, a empresa deve comparar:

  • distância total percorrida;
  • quantidade de passageiros;
  • tipo de veículo utilizado;
  • ocupação média;
  • viagens vazias até o embarque;
  • combustível consumido;
  • emissões por trabalhador transportado.

Sem essa análise, a redução de custos não pode ser considerada automaticamente uma redução do impacto ambiental.

O que muda no mercado de transporte corporativo?

A nova ferramenta aumenta a concorrência em um setor historicamente atendido por ônibus e vans contratados. Em vez de oferecer apenas uma corrida individual, a Uber tenta participar do planejamento recorrente do deslocamento dos funcionários.

O movimento pode pressionar empresas de fretamento a oferecer rotas mais flexíveis, veículos menores e sistemas digitais de acompanhamento.

Por outro lado, operadoras tradicionais possuem vantagens relevantes, como experiência em transporte coletivo, capacidade para grandes grupos e previsibilidade contratual.

A tendência mais provável é que as empresas passem a combinar diferentes alternativas. Ônibus podem continuar atendendo rotas de alta demanda, enquanto carros compartilhados ficam responsáveis por horários e regiões com menor volume de passageiros.

O que as empresas devem avaliar antes da contratação?

A redução de 15% obtida no piloto é um sinal positivo, mas não substitui um estudo da operação. Antes de mudar o transporte, a empresa precisa comparar o cenário atual com diferentes alternativas.

A análise deve considerar:

  • custo mensal total;
  • custo por funcionário;
  • tempo médio de viagem;
  • ocupação dos veículos;
  • quantidade de atrasos e cancelamentos;
  • disponibilidade de motoristas;
  • satisfação dos trabalhadores;
  • acessibilidade;
  • conformidade trabalhista;
  • proteção de dados;
  • impacto ambiental;
  • plano de contingência.

Um teste limitado a um turno ou unidade pode mostrar se o sistema funciona antes de uma expansão. Indicadores precisam ser acompanhados por tempo suficiente para incluir dias de chuva, períodos de alta demanda e variações de escala.

Para o trabalhador, a principal mudança poderá ser a redução da distância até o ponto de embarque e um trajeto com menos paradas. Para a empresa, o benefício estará na possibilidade de pagar pelo uso e adaptar a oferta à demanda.

A Mobilidade para Grupos abre uma nova frente no transporte corporativo, mas não elimina ônibus e vans. Seu espaço deve crescer principalmente onde as rotas são dispersas, os horários mudam e os veículos maiores circulam com baixa ocupação.

Perguntas frequentes

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O que é a Mobilidade para Grupos da Uber?

É uma solução corporativa que reúne até três funcionários em um mesmo carro. A empresa cadastra trabalhadores, turnos e regras para organizar as viagens.

Quanto a Uber pode reduzir nos custos de transporte?

No piloto com o Grupo 3corações, a redução foi de aproximadamente 15%. O resultado não é garantido para outras empresas e dependerá das características de cada operação.

Quanto diminuiu o tempo de viagem no projeto-piloto?

O tempo médio caiu de uma hora e meia para cerca de 45 minutos, segundo os dados divulgados pela Uber e pela 3corações.

A novidade substituirá os ônibus fretados?

Pode substituir algumas rotas, especialmente as que apresentam baixa ocupação ou horários variáveis. Para grandes grupos concentrados, ônibus e vans podem continuar sendo mais eficientes.

Quantos funcionários podem viajar juntos?

A ferramenta permite reunir até três funcionários em um mesmo carro, com diferentes pontos de embarque e desembarque.

Quais empresas podem usar a solução?

A ferramenta é direcionada a clientes corporativos, como indústrias, centros de distribuição, hospitais, varejistas e companhias com equipes trabalhando em turnos.

A empresa pode cancelar o vale-transporte?

Não automaticamente. Se o transporte fornecido não cobrir todo o percurso entre residência e trabalho, o vale-transporte deverá atender os trechos restantes. A empresa precisa observar a legislação trabalhista.

O empregador poderá acompanhar a localização do funcionário?

O sistema permite acompanhar viagens corporativas, mas o tratamento de localização e outros dados pessoais deve respeitar a LGPD e se limitar às finalidades necessárias.

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