A validação de identidade está deixando de ser apenas um processo de segurança e se tornando uma das principais estratégias competitivas dos bancos brasileiros. Em um ambiente financeiro cada vez mais digital, o combate a fraudes passou a ser não apenas uma obrigação legal, mas um diferencial para conquista e retenção de clientes.
Validação de identidade se torna arma estratégica dos bancos, segundo Unico
Validação de identidade ganha força como estratégia bancária para os próximos anos. Confira aqui os detalhes e com isso te impacta!!!!
O cenário é impulsionado pelo crescimento dos golpes online, pela evolução da tecnologia de biometria e pela necessidade das instituições financeiras de garantir experiências seguras e sem fricção. Neste contexto, a empresa de tecnologia Unico tem se destacado ao oferecer soluções que vêm impactando diretamente os indicadores financeiros dos bancos.

LEIA MAIS:
- Fraude em biometria no INSS era suspeita desde 2021, revela perícia
- Golpes com biometria facial crescem 41,6% no Brasil, afetando milhares de brasileiros
- Banco Central lança serviço para bloquear abertura de contas bancárias indevidas
A nova relevância da validação de identidade
Uma arma contra as fraudes
Durante painel realizado na Febraban Tech 2024, o head da Unico no Brasil, Guilherme Ribenboim, destacou que a segurança e a validação de identidade se tornaram elementos centrais para as instituições financeiras. A razão é simples: reduzir fraudes é sinônimo de redução de custos operacionais e, por consequência, de menor repasse de despesas ao consumidor.
Segundo Ribenboim, os efeitos já são concretos. Em 2024, a Unico ajudou a evitar R$ 3 bilhões em perdas com fraudes por meio de sua tecnologia de validação de identidade. A empresa atua junto a nove dos dez maiores bancos do país.
Escala e volume sem precedentes
Os números impressionam. No ano passado, a Unico realizou aproximadamente 600 milhões de consultas de validação de identidade. A projeção para 2025 é triplicar esse volume, alcançando a marca de 1,8 bilhão de consultas. Esse crescimento reflete o aumento da digitalização bancária e da necessidade de autenticação robusta e rápida.
Uma pesquisa feita pela Unico em parceria com o MIT Technology Review Brasil mostra que 90% das empresas já integram identidade digital à experiência dos seus produtos. A estratégia agora é tornar esse processo cada vez mais fluido.
Autenticação biométrica como base de confiança
Tecnologia como diferencial competitivo
A autenticação biométrica tem sido vista como um ativo cada vez mais essencial. Para Ribenboim, trata-se da nova fronteira da confiança digital. Bancos, varejistas, fintechs e até casas de apostas já estão utilizando a biometria como etapa obrigatória na abertura de contas e em transações sensíveis.
Com dados biométricos como impressões digitais, reconhecimento facial e de voz, as empresas reduzem significativamente o risco de fraudes por identidade falsa ou roubo de informações.
Rapidez, segurança e experiência
Ao integrar a validação biométrica à jornada do cliente, os bancos conseguem garantir mais segurança com menos atrito. Um processo que antes poderia levar dias ou exigir visita presencial é concluído em segundos, com eficiência e menor possibilidade de erro.
A tendência é que a biometria se torne cada vez mais invisível ao usuário, funcionando em segundo plano, sem interromper a experiência digital.
Os desafios da autenticação sem atrito
A busca pelo ponto de equilíbrio
Apesar dos benefícios evidentes, a autenticação biométrica ainda enfrenta resistências. De acordo com a pesquisa da Unico, 88% dos bancos estão buscando alternativas menos intrusivas para autenticação de seus clientes.
Esse dado revela uma tensão constante entre a segurança e a usabilidade. Quanto mais camadas de proteção, maior a chance de causar fricção na experiência do usuário.
Autenticação adaptativa em ascensão
Uma das respostas a esse dilema é a chamada autenticação adaptativa. Trata-se de uma tecnologia que avalia fatores contextuais para permitir ou barrar o acesso a serviços. Elementos como localização do dispositivo, velocidade de digitação, forma de segurar o celular e histórico de comportamento digital compõem essa análise.
De acordo com o levantamento, 67% das empresas já implementaram algum modelo de autenticação adaptativa em seus processos. A tecnologia permite balancear segurança e fluidez, elevando o nível de proteção sem comprometer a experiência.
Impactos econômicos e estratégicos
Redução de custos e repasses
Ao evitar fraudes, os bancos reduzem não apenas prejuízos financeiros, mas também os custos com auditoria, atendimento e ressarcimento. Esses ganhos são repassados ao consumidor, o que aumenta a competitividade das instituições no mercado.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A economia gerada também permite que os bancos invistam em inovação e personalização de serviços, criando um círculo virtuoso de eficiência e satisfação do cliente.
Reforço da reputação institucional
Em tempos de exposição máxima nas redes sociais, a ocorrência de fraudes afeta diretamente a reputação das marcas. Bancos que conseguem proteger seus clientes reforçam sua imagem institucional como seguras e confiáveis.
Essa reputação se torna especialmente valiosa na disputa por novos clientes em um mercado cada vez mais pulverizado por fintechs, bancos digitais e carteiras eletrônicas.
Tendências futuras e perspectivas
Expansão para outros setores
A validação de identidade digital não é exclusividade do setor bancário. O modelo já se espalha por setores como varejo, educação, apostas online e saúde, todos interessados em garantir a identidade de seus usuários com segurança.
Com o avanço das regulamentações sobre proteção de dados, a tendência é que o uso de tecnologias de autenticação avancem ainda mais, com foco na proteção da privacidade e no consentimento informado.
Inteligência artificial e identidade comportamental
O futuro da autenticação deve passar pela identidade comportamental. Trata-se da capacidade dos sistemas de identificar o usuário por seu padrão único de interação com o sistema: como digita, como movimenta o cursor, que sequências usa com mais frequência.
Combinando inteligência artificial e dados contextuais, essa nova geração de autenticação promete ser invisível, segura e totalmente personalizada, eliminando o uso de senhas ou métodos manuais.

A validação de identidade deixou de ser um mero protocolo de segurança e se consolidou como uma ferramenta estratégica para os bancos e grandes empresas. Com o apoio de tecnologias como biometria, autenticação adaptativa e análise comportamental, as instituições conseguem reduzir fraudes, melhorar a experiência do cliente e fortalecer sua posição no mercado.
A atuação da Unico demonstra o potencial econômico dessa abordagem, ao evitar bilhões em prejuízos e ampliar exponencialmente a escala das consultas de identidade. Ao mesmo tempo, os desafios de manter a segurança sem comprometer a usabilidade impulsionam a inovação constante.
Com a crescente digitalização dos serviços financeiros e a demanda por proteção de dados, a tendência é que a validação de identidade ganhe ainda mais protagonismo, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.
Pode ser do seu interesse:
