O Congresso promulgou a Lei 15.156/2025, que garante indenização de R$ 50 mil e pensão vitalícia para pessoas com deficiência permanente causada pelo Zika vírus, reconhecendo oficialmente o impacto da epidemia de 2015 e 2016.
Lei que prevê indenização de R$ 50 mil e pensão vitalícia de até R$ 8,1 mil a vítimas do Zika vírus é aprovada
Nova lei garante indenização de R$ 50 mil e pensão vitalícia de até R$ 8,1 mil a vítimas do Zika vírus. Confira mais detalhes!
O que diz a Lei 15.156/2025

A nova lei, assegura apoio financeiro às famílias impactadas por sequelas decorrentes do Zika vírus. Entre seus principais pontos estão:
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Indenização e pensão vitalícia
- Indenização única de cinquenta mil reais paga uma única vez.
- Pensão mensal vitalícia de até R$ 8.157,41, correspondente ao teto do INSS.
- Os valores serão corrigidos anualmente pela inflação e são isentos de Imposto de Renda.
Acúmulo com outros benefícios
A lei também permite o acúmulo da pensão vitalícia com outros benefícios previdenciários, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de até um salário mínimo (R$ 1.518,00 em 2025).
Direitos ampliados para mães e pais
A nova legislação também trouxe avanços nas garantias trabalhistas para os responsáveis por crianças com deficiência associada ao Zika vírus.
Licença-maternidade e salário-maternidade
- Licença-maternidade ampliada em 60 dias, somando-se aos 120 dias já previstos pela legislação geral.
- Salário-maternidade também é estendido proporcionalmente.
Licença-paternidade
- A licença-paternidade passa a contar com 20 dias adicionais, totalizando 25 dias, nos casos de filhos diagnosticados com microcefalia relacionada ao Zika vírus.
Aplicação às mães adotivas
A lei também garante que mães adotivas de crianças afetadas pelos efeitos congênitos do Zika vírus tenham direito ao mesmo tempo de licença e salário-maternidade estendido, o que reforça o caráter inclusivo da legislação.
Derrubada do veto presidencial e reação no Congresso
A Lei 15.156/2025, criada a partir de projeto de Mara Gabrilli, foi inicialmente vetada por falta de análise financeira, mas após o veto ser derrubado pelo Congresso, a norma foi aprovada e promulgada.
Contexto da epidemia de Zika
A epidemia do Zika vírus teve seu auge entre 2015 e 2016, provocando uma emergência internacional de saúde pública. A infecção durante a gestação foi associada a diversos quadros neurológicos em recém-nascidos, com destaque para a microcefalia, caracterizada por anomalias no desenvolvimento do cérebro.
Impacto nas famílias
Famílias com filhos afetados enfrentaram, ao longo da última década, uma dura realidade: cuidados integrais e permanentes, custos com terapias, medicamentos, transporte e adaptação de moradias, muitas vezes sem apoio adequado do Estado.
Com a nova lei, essas famílias ganham reconhecimento formal e compensação financeira, mesmo que tardia.
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A regulamentação e operacionalização do pagamento da indenização e da pensão vitalícia será feita pelo Poder Executivo. Ainda não há cronograma oficial, mas espera-se que a inscrição seja possível por canais como:
- Meu INSS (app e site)
- Agências da Previdência Social
- Centros de Referência da Assistência Social (CRAS)
Medida é celebrada por entidades e famílias

Entidades que representam famílias e pessoas com deficiência comemoraram a promulgação da nova lei como um avanço histórico, ressaltando que o custo do cuidado integral nunca foi devidamente compensado.
FAQ – Perguntas frequentes
Quem tem direito à indenização de R$ 50 mil?
Pessoas com deficiência permanente decorrente de doenças causadas pela infecção congênita pelo Zika vírus, especialmente a microcefalia, conforme critérios a serem regulamentados.
A partir de quando os pagamentos começam?
Ainda não há data oficial. A regulamentação será definida pelo governo federal nos próximos meses.
Considerações finais
Mais do que uma compensação financeira, a nova legislação é um símbolo de justiça social e dignidade humana, ao tratar com seriedade e sensibilidade as demandas dessas famílias que por anos permaneceram invisibilizadas. Ainda assim, será essencial acompanhar a regulamentação, garantir acesso efetivo aos direitos previstos e cobrar que os recursos cheguem de forma célere e sem entraves burocráticos.
Por fim, a lei serve de alerta para futuras crises sanitárias: a necessidade de planejamento, acolhimento e suporte duradouro às populações vulneráveis deve estar no centro das políticas públicas.
