O WhatsApp, terá que pagar uma indenização de R$ 5.000, após não levar a sério um pedido feito por um de seus usuários. Este caso envolveu um advogado, que foi vítima de um golpe no aplicativo.
WhatsApp vai pagar R$ 5.000 para usuário por motivo surpreendente
O mensageiro do Meta, WhatsApp, não seguiu determinação e terá que pagar R$ 5.000 para um de seus usuários. Conheça a história!
O jovem João Vitor Rossi, de 26 anos, tentou alertar a empresa após ver que um golpista estava utilizando sua foto e seu nome para pedir dinheiro para outras pessoas. Rossi, ao perceber do que se tratava, entrou em contato com o suporte, pedindo para que retirassem a conta do ar.
No entanto, após realizar dois contatos distintos com o suporte do WhatsApp, recebeu apenas mensagens automáticas que não o ajudaram a resolver o ocorrido. Por isso, recorreu à justiça.
Entenda mais sobre o caso
Rossi, em entrevista à coluna Tilt, da UOL, declarou que os criminosos entraram em contato com diversos familiares – e um de seus tios quase perdeu R$ 1.450. Mas, antes que fosse tarde, conseguiu avisar seus amigos e familiares sobre o que estava acontecendo.
Segundo o próprio advogado, “o principal problema é ter a sua imagem e nome vinculados ao golpe/crime. Você fica refém da situação, não pode parar por conta própria o perfil que está usando o seu nome indevidamente para cometer crimes.”, alegou.
Após não obter nenhuma resposta, entrou na justiça solicitando que o WhatsApp deletasse a conta que se passou por ele, além de uma indenização por danos morais.
Veja resposta do WhatsApp sobre a solicitação
O mensageiro declarou que não poderia atender ao pedido, uma vez que não há nenhuma falha na prestação de serviço, e também por ausência de provas de dados do aplicativo, uma vez que estavam se utilizando de outra linha que não era a de Rossi.
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No entanto, a Justiça decidiu a favor do advogado, e solicitou o bloqueio do número. Por outro lado, o WhatsApp não seguiu a determinação, levando o Facebook, que representa o aplicativo de mensagens, a sofrer a condenação pelo juiz Felipe Ferreira Pimenta.
Por fim, de acordo com Pimenta, pelas partes terem uma relação de consumo, o Código de Defesa do Consumidor pode ser aplicado. Assim, a indenização deve ser paga – já que houve falha na prestação do serviço.
O WhatsApp recorreu da decisão e a conta do golpista ainda permanece ativa, mas desta vez fazendo-se passar por outra pessoa.
Imagem: Antonio Salaverry / shutterstock.com
