A XP Investimentos anunciou mudanças importantes em sua carteira de ações recomendadas para o mês de junho. Três papéis deixaram de fazer parte da carteira: Banco do Brasil (BBAS3), BRF (BRFS3) e Cyrela (CYRE3). Em contrapartida, entraram novas apostas como PetroRio (PRIO3), além de um reforço no peso de Copel (CPLE6), Eletrobras (ELET3) e Motiva (MOTV3).
As alterações visam otimizar o desempenho da carteira diante de incertezas no curto prazo e aproveitar potenciais de valorização no médio e longo prazos. Os critérios adotados pela corretora envolvem fundamentos, cenário macroeconômico, resultados recentes e projeções futuras.
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Ações excluídas: desempenho fraco e revisão de estratégias

Banco do Brasil (BBAS3): desempenho abaixo do esperado
A retirada do Banco do Brasil da carteira se deu, segundo a XP, por causa de um resultado decepcionante no primeiro trimestre de 2025. A instituição apresentou lucros bem abaixo das estimativas do mercado e da própria corretora.
“Os números do 1T25 ficaram bem abaixo do que nós e o consenso esperávamos”, informou a XP no relatório.
Outro fator decisivo foi a sinalização de revisão no guidance (projeção de resultados futuros), o que contribuiu para uma desancoragem das expectativas dos analistas. A ação acumulava queda de 12,2% desde sua inclusão.
BRF (BRFS3): volatilidade diante da fusão
A BRF foi retirada da carteira devido à fusão com a Marfrig, evento que gera instabilidade e pode desviar os preços das ações de seus fundamentos reais. A XP vê o movimento como gerador de volatilidade adicional, o que compromete a previsibilidade no curto prazo.
Cyrela (CYRE3): realização de lucros
A Cyrela, por sua vez, foi excluída com o objetivo de realizar lucros. Após uma forte valorização nos últimos meses, a XP decidiu reduzir a exposição ao setor de construção civil e capturar os ganhos obtidos com a valorização da ação.
Ações incluídas e reforçadas: fundamentos sólidos e resiliência
PetroRio (PRIO3): destaque pela resiliência ao preço do petróleo
A entrada de PRIO3 na carteira marca uma aposta da XP em empresas resilientes às variações do mercado internacional de commodities. A corretora destacou o valuation atrativo da PetroRio, mesmo com o Brent em níveis mais baixos.
“PRIO3 possui valuation atraente e altos rendimentos de FCFE”, aponta o relatório.
O Free Cash Flow to Equity (FCFE) indica o fluxo de caixa disponível aos acionistas, o que sugere forte geração de valor e possível distribuição de dividendos no futuro.
Copel (CPLE6): desempenho operacional consistente
A Copel ganhou mais peso na carteira por conta do bom desempenho operacional e de uma perspectiva favorável, tanto no setor elétrico quanto na gestão da companhia. A ação subiu 33,4% desde sua inclusão anterior.
Eletrobras (ELET3): fundamentos e dividendos crescentes
A Eletrobras também foi beneficiada com maior participação na carteira. A corretora destaca os sólidos fundamentos da companhia e o crescimento esperado dos dividendos. A XP avalia que a empresa tem potencial de valorização em meio a um cenário de maior previsibilidade no setor elétrico.
Motiva (MOTV3): reciclagem e expansão de portfólio
A Motiva foi outro papel que ganhou peso na carteira. A empresa vem realizando uma reciclagem estratégica de portfólio e apresenta boas perspectivas de crescimento, o que reforçou a convicção da corretora sobre o papel.
Composição atualizada da carteira de ações da XP para junho

A nova carteira recomendada da XP Investimentos para junho contempla os seguintes ativos:
- Copel (CPLE6)
- Itaú Unibanco (ITUB4)
- Vale (VALE3)
- Eletrobras (ELET3)
- Petrobras (PETR4)
- Motiva (MOTV3)
- Caixa Seguridade (CXSE3)
- Iguatemi (IGTI11)
- Lojas Renner (LREN3)
- PetroRio (PRIO3)
- Stone (STOC34)
- Suzano (SUZB3)
- Grupo Mateus (GMAT3)
A presença de empresas dos setores de energia, commodities e varejo reflete uma estratégia diversificada, com foco em fundamentos e estabilidade financeira.
Desempenho e fundamentos guiam as decisões da corretora
A XP reforçou que as mudanças seguem uma lógica baseada em fundamentos e desempenho, buscando sempre otimizar os resultados da carteira frente a cenários desafiadores.
“Seguimos confiantes na nossa estratégia, sempre atentos aos sinais do mercado e às oportunidades de ajustes que tragam retornos consistentes”, diz o relatório.
A XP também reiterou que a carteira tem um horizonte de médio e longo prazos, e que alterações são feitas quando há mudanças significativas no cenário macroeconômico, no desempenho das empresas ou em suas estratégias.
O que esperar do mercado em junho

Com as novas composições, a expectativa é que a carteira da XP se beneficie de setores menos sensíveis à volatilidade de curto prazo, como o elétrico e o de petróleo, e continue colhendo frutos de boas gestões e posicionamentos estratégicos, como nos casos de Motiva e Copel.
A movimentação também pode indicar uma maior cautela da corretora com instituições financeiras tradicionais, como o Banco do Brasil, e um olhar mais apurado para empresas com potencial de geração de caixa e distribuição de dividendos.
Conclusão
As mudanças anunciadas pela XP em sua carteira de ações recomendadas para junho refletem uma estratégia cuidadosa de adaptação aos cenários econômicos atuais e às perspectivas específicas de cada empresa. A exclusão de papéis como Banco do Brasil, BRF e Cyrela mostra a preocupação com resultados e volatilidades, enquanto a inclusão da PetroRio e o reforço em elétricas indicam foco em resiliência e geração de valor. Essa revisão reforça o compromisso da corretora em oferecer aos investidores uma carteira alinhada a fundamentos sólidos e oportunidades reais de valorização no médio e longo prazos.

