Após a suspensão da emissão de passagens de pacotes de viagens comprados por clientes na modalidade promocional, em 29 de agosto, a 123milhas entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na tentativa de reequilibrar suas contas.
123milhas entrou em recuperação judicial por causa de políticas do governo Lula? Entenda
Têm circulado na internet que a 123milhas entrou com pedido de recuperação judicial devido a políticas do governo Lula. Confira!
No entanto, têm circulado nas redes sociais publicações que sugerem que a 123milhas entrou com o pedido de recuperação judicial devido a políticas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, a própria companhia nega essa afirmação. Confira mais detalhes!
Por que a 123milhas entrou em recuperação judicial
De acordo com a 123milhas, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial para tentar renegociar uma dívida no valor de R$ 2,3 bilhões gerada pelo aumento nos preços das passagens e do combustível de aviação. Além disso, após o cancelamento da promoção de passagens aéreas e pacotes de viagem com datas flexíveis, milhares de consumidores entraram com ações judiciais contra a companhia.
Além disso, no pedido de recuperação da empresa, autorizado em 31 de agosto de 2023, não consta o nome de Lula, nem qualquer política do governo federal que tenha prejudicado a 123milhas. Assim, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) afirmou ao jornal O DIA que não tem qualquer relação com a atual situação da 123milhas.

Na mira da Justiça
A 123milhas tem sido alvo de inúmeras ações judiciais cíveis e coletivas. Além disso, está sob investigação da Senacon, do Ministério Público Federal (MPF), do Procon-SP e de outros órgãos de defesa do consumidor.
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No entanto, por meio de nota, a 123milhas afirmou que a recuperação judicial tem o objetivo de garantir os compromissos com clientes, ex-funcionários e fornecedores. De acordo com a empresa, isso permitirá que ela “reestabeleça sua situação financeira” em breve. Por fim, a 123milhas tem um prazo de 60 dias para apresentar um plano de recuperação; caso contrário, pode ter a falência decretada.
Imagem: rafaelnlins / shutterstock.com
