O mercado financeiro encerra o ano de 2025 em alta, e a busca por ações que combinam potencial de valorização com a distribuição generosa de dividendos se intensifica como estratégia de renda passiva para o investidor. Nesse contexto, o Itaú BBA — um dos braços de research mais respeitados do mercado — divulgou sua carteira recomendada de dividendos para o mês de dezembro, realizando uma única, mas significativa alteração em sua seleção.
Confira 5 ações para dezembro que podem gerar altos dividendos, segundo Itaú BBA
Itaú revelou 5 ações com potencial de altos dividendos para dezembro, incluindo uma novidade. Veja a carteira completa e a estratégia!!
Esta carteira não apenas sugere papéis com dividend yield atrativo, mas também reflete uma análise profunda sobre a saúde financeira e o compromisso das empresas com o acionista, mirando a consistência dos pagamentos em 2026. A performance histórica do portfólio do Itaú BBA demonstra a eficácia dessa estratégia, superando consistentemente o Ibovespa e reforçando o interesse dos investidores em focar em empresas que priorizam o retorno de capital.
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A estratégia de rendimento e a performance histórica para ações indicadas pelo Itaú
A carteira de dividendos do Itaú BBA é montada com o objetivo de oferecer aos investidores uma combinação equilibrada de empresas com alto potencial de distribuição de lucros, mantendo a diversificação setorial e o foco em companhias com fundamentos sólidos e boas perspectivas de crescimento.
Superando o ibovespa em 2025
A performance da carteira recomendada tem sido um destaque notável no mercado de ações em 2025.
- Retorno em Novembro: No mês de novembro, a Carteira Dividendos do Itaú BBA entregou um retorno de 10,7%, superando o Ibovespa em 4,3 pontos percentuais (pp).
- Acumulado Anual: Desde o início do ano, o portfólio acumulou um retorno de 86,4%, uma performance estrondosa que ficou 54,1 pp acima do principal índice da bolsa brasileira, demonstrando a força do foco em dividendos com fundamentos.
A importância do dividend yield
O dividend yield (DY) é a métrica central dessa estratégia, representando o retorno em dividendos por ação em relação ao seu preço. O Itaú BBA busca companhias com histórico de pagamentos e, mais importante, com projeções de DY elevadas para os próximos períodos, como 2026.
A principal alteração da carteira para dezembro
A única modificação realizada pelo Itaú BBA em sua carteira de ações para dezembro foi estratégica, visando maximizar o dividend yield projetado para 2026.
A saída da caixa seguridade (CXSE3)
Os analistas optaram pela retirada dos papéis da Caixa Seguridade (CXSE3). Embora seja uma empresa com histórico de boa distribuição, a decisão reflete o monitoramento constante do banco sobre as melhores oportunidades de retorno para o acionista.
A entrada estratégica da allos (ALOS3)
Para o lugar da CXSE3, a Allos (ALOS3), gigante do setor de shopping centers, foi a escolhida, recebendo um peso de 20% no portfólio. A inclusão se deu por um anúncio feito pela própria companhia em seu evento anual com investidores.
- Compromisso de Pagamento: A Allos manifestou a intenção de distribuir um dividend yield impressionante de cerca de 13% em 2026, com uma periodicidade de pagamentos mensal.
- Patamar Estratégico: “O patamar coloca a ação entre as maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira, tornando-a um nome estratégico na composição da carteira”, destacam os analistas, justificando o alto potencial de retorno para a ação.
As ações que se mantêm no portfólio
Quatro ações de diferentes setores foram mantidas na carteira de dividendos do Itaú BBA, refletindo a solidez dos seus fundamentos e a confiança do banco em sua capacidade de geração de caixa e distribuição de lucros.
Copel (CPLE6): a força do setor elétrico
A Copel (CPLE6), empresa do setor de energia elétrica, mantém sua posição com um peso de 20% e um dividend yield projetado de 7,9% para 2025, com um preço justo estipulado em R$ 13,60.
- Defesa e Estabilidade: O setor elétrico é conhecido por sua resiliência e geração de caixa estável, sendo uma ação de “defesa” essencial em qualquer carteira de dividendos.
- Potencial Pós-Privatização: A Copel é vista com potencial de otimização de custos e maior eficiência após seu processo de privatização, o que pode impulsionar ainda mais a distribuição de lucros.
bradesco (BBDC4): o gigante bancário
O Bradesco (BBDC4), um dos maiores bancos privados do país, segue na carteira, mantendo o peso de 20% e uma projeção de dividend yield de 8,6% para 2025. O preço justo da ação foi definido em R$ 22.
- Consistência: Bancos tradicionais como o Bradesco são historicamente grandes pagadores de dividendos no mercado brasileiro, oferecendo consistência e liquidez.
- Retorno sobre o Capital: A recuperação do setor e a normalização da taxa de inadimplência devem sustentar a rentabilidade e a capacidade de distribuição do banco.
Direcional (DIRR3): a construção civil em alta
A Direcional (DIRR3), do setor de construção civil e incorporação, é mantida com um dividend yield projetado de 9,1% para 2025 e um preço justo de R$ 19,70, com peso de 20%.
- Ciclo Favorável: O setor de construção, especialmente focado em habitação popular (Minha Casa, Minha Vida), tem se beneficiado de um ciclo de demanda e taxas de juros mais favoráveis, impulsionando a receita e o lucro.
- Distribuição de Lucros: A boa geração de caixa da Direcional a coloca em posição privilegiada para manter altos patamares de distribuição de dividendos.
Aura Minerals (AURA33): a exposição ao ouro
A Aura Minerals (AURA33), que atua na mineração de ouro e outros metais, completa a carteira com um dividend yield projetado de 8,4% para 2025 e um preço justo de R$ 63, com 20% de peso.
- Proteção Cambial: A ação oferece uma exposição a commodities e uma proteção natural contra o risco cambial, já que a receita é majoritariamente atrelada ao dólar.
- Rendimento em Dólar: Empresas exportadoras ou com receitas em moeda forte tendem a gerar lucros robustos, permitindo o pagamento de dividendos atrativos.
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Detalhamento da carteira de dividendos Itaú BBA – dezembro
A composição final para o mês de dezembro, com pesos iguais e projeções de rendimento robustas, é apresentada a seguir:
| Empresa | Código | Dividend Yield 2025 | Preço Justo | Peso |
| Copel | CPLE6 | 7,9% | R$ 13,60 | 20% |
| Allos | ALOS3 | 12,8% | R$ 28 | 20% |
| Bradesco | BBDC4 | 8,6% | R$ 22 | 20% |
| Direcional | DIRR3 | 9,1% | R$ 19,70 | 20% |
| Aura Minerals | AURA33 | 8,4% | R$ 63 | 20% |
Fatores-chave na escolha das ações
A metodologia do Itaú BBA para a seleção de ações não se baseia apenas no histórico, mas na capacidade futura de geração de caixa e no compromisso da gestão em retornar valor ao acionista.
Compromisso da gestão e política de dividendos
A manifestação da Allos sobre o dividend yield de 13% em 2026 é um exemplo de como o Itaú BBA valoriza a transparência e o compromisso da gestão com uma política clara de dividendos. Companhias que estabelecem metas de pay-out (percentual do lucro distribuído) elevadas são preferenciais.
Análise de risco e fundamentos
As ações escolhidas pertencem a setores distintos (energia, financeiro, varejo/imobiliário e mineração), o que proporciona uma mitigação de risco por meio da diversificação. A análise de preço justo indica que os analistas veem potencial de valorização das ações além do retorno em dividendos, somando duas fontes de ganho.
O impacto da allos (ALOS3) no retorno da carteira
A inclusão da Allos (ALOS3) é um fator de peso para impulsionar o retorno médio da carteira em 2026. Com um DY projetado próximo de 13%, a ação eleva significativamente a média de rendimento do portfólio.
- Renda Mensal: A intenção da Allos de realizar pagamentos com periodicidade mensal é outro grande atrativo, proporcionando um fluxo de renda mais consistente para o investidor ao longo do ano.
- Varejo Resiliente: O setor de shopping centers tem demonstrado resiliência pós-pandemia, com recuperação do fluxo de visitantes e das vendas, o que suporta a projeção de lucros da empresa.
Perspectivas para 2026 e o foco em renda passiva
As recomendações de dezembro servem como uma ponte para a estratégia de investimento em 2026. Com a expectativa de taxas de juros mais baixas no Brasil, as ações pagadoras de dividendos tendem a ganhar ainda mais destaque, pois o dividend yield se torna mais competitivo em relação à renda fixa.
- Juros e Dividendos: À medida que a taxa Selic cai, o custo de oportunidade de manter o dinheiro em títulos públicos diminui, forçando os investidores a buscar rendimentos mais altos no mercado de ações através de dividendos e valorização.
- Geração de Caixa: O foco em empresas com alta geração de caixa, como as presentes na carteira, é a chave para proteger o capital e garantir a renda passiva em qualquer cenário econômico.
A carteira de dividendos do Itaú BBA para dezembro de 2025, com a notável adição da Allos (ALOS3), reforça a importância de uma estratégia de investimento disciplinada e focada em empresas com políticas transparentes de retorno ao acionista. As cinco ações selecionadas – Copel, Allos, Bradesco, Direcional e Aura Minerals – oferecem um balanço de estabilidade setorial com alto potencial de dividend yield, com destaque para a projeção de 13% da nova inclusão. Com um histórico de superação do Ibovespa por ampla margem, o Itaú BBA fornece um guia robusto para o investidor que deseja construir uma fonte de renda passiva sólida em 2026. Não perca tempo, avalie a carteira e comece a planejar seus investimentos de longo prazo agora!
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