Desde o lançamento do Pix, pelo Banco Central, a ferramenta está presente no cotidiano dos brasileiros. No entanto, o número de golpes utilizando esse meio é crescente, o que gera novas necessidades de segurança nas operações. Atualmente, o novo vírus presente em celulares Android é a nova ameaça ao conforto dos usuários do Pix.
A descoberta do BradDex aconteceu no final de 2022. Ele é um malware que circula por meio da própria vulnerabilidade do sistema Android, interceptando transferências. Porém, a situação não tem a ver com falhas no Pix ou no aplicativo escolhido pelo usuário. As principais vítimas são clientes dos bancos mais populares do Brasil, como Itaú, Bradesco e Caixa, além da conta digital Nubank.
BrasDex
A ameaça foi descoberta pela empresa de cibersegurança Threat Fabric em dezembro do ano passado e tem assustado os usuários. Ele é capaz de interceptar transferências via Pix por meio dos próprios aplicativos das instituições financeiras, tirando muito dinheiro dos clientes. O BrasDex é instalado de forma voluntária nos celulares e a vítima concede acesso total às funções do aparelho.
Funcionamento do vírus
Sua instalação, porém, não é perceptível. Ele entra nos dispositivos móveis por meio de downloads de arquivos suspeitos ou links sem segurança que chegam por meio do WhatsApp ou SMS. Após entrar no sistema operacional, ele fica adormecido, sendo ativado no momento em que a vítima abre o aplicativo do banco. Quando se inicia, o malware tem acesso a dados sigilosos, como saldo e número da conta.
Ao realizar um Pix, o vírus entra em funcionamento, colocando uma tela por cima do aplicativo do banco. Em seguida, ele destina a verba para contas geridas por criminosos, desviando o valor dos clientes. O golpe só é percebido após a verificação do comprovante, onde o dinheiro está com outra pessoa, não envolvida na transação. O malware também é capaz de observar tudo o que está sendo visto e digitado no celular.
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