A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria uma nova modalidade de aluguel social dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, iniciativa voltada a famílias com renda de até R$ 5 mil mensais.
Projeto amplia Minha Casa, Minha Vida com modalidade de aluguel social
Projeto cria aluguel social no Minha Casa, Minha Vida para famílias até R$ 5 mil. Veja regras, quem tem direito e como deve funcionar.
A proposta representa uma mudança importante na política habitacional brasileira, ao incluir a possibilidade de locação subsidiada em vez da compra financiada de imóveis, ampliando o acesso à moradia digna para famílias que não conseguem assumir um financiamento de longo prazo.
O programa é uma das principais políticas habitacionais do país e é administrado pelo Minha Casa, Minha Vida, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
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Como vai funcionar o novo aluguel social
A proposta cria uma alternativa dentro do Minha Casa, Minha Vida para famílias das Faixas Urbanas 1 e 2, que possuem renda de até R$ 5 mil mensais.
Na prática, em vez de financiar a compra do imóvel, o beneficiário poderá pagar um valor de aluguel compatível com sua renda, reduzido e parcialmente subsidiado pelo governo.
Objetivo da medida
- Ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa renda
- Evitar endividamento de longo prazo
- Reduzir o déficit habitacional urbano
- Aproveitar imóveis já existentes ou requalificados
O relator do projeto, deputado Merlong Solano, destacou que o modelo busca adequar o custo da moradia à realidade financeira das famílias, especialmente aquelas com renda instável.
Quem poderá ser beneficiado pelo aluguel social
O público-alvo são famílias que já se enquadram nas faixas atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, mas que não conseguem assumir financiamento imobiliário.
Perfis prioritários
- Famílias com renda até R$ 5 mil
- Trabalhadores informais
- Pessoas desempregadas
- Mães solo
- Idosos em vulnerabilidade social
- Famílias removidas por risco ou desastres naturais
Na prática, o programa deve atender especialmente quem vive em situações de instabilidade habitacional ou em áreas de risco urbano.
Como será financiado o aluguel social
O projeto prevê o uso do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), já utilizado em políticas habitacionais do governo federal.
Esse fundo poderá ser aplicado em três frentes principais:
Construção de novos imóveis
Expansão da oferta habitacional em áreas urbanas.
Requalificação de imóveis existentes
Reformas e adaptações de prédios ou casas já construídas.
Aquisição de imóveis usados
Compra de imóveis pelo poder público para posterior locação social.
Esse modelo permite maior flexibilidade e rapidez na oferta de moradias, especialmente em grandes centros urbanos.
Gestão dos imóveis e operação do programa
A administração dos imóveis ficará sob responsabilidade de entidades públicas ou conveniadas, como:
- Prefeituras municipais
- Companhias estaduais de habitação
- Parcerias com entidades privadas
Essas instituições poderão operar diretamente os contratos de aluguel social ou terceirizar a gestão, conforme regras definidas pelo Poder Executivo.
O modelo busca descentralizar a execução, permitindo adaptação às diferentes realidades regionais do país.
Impacto para o déficit habitacional no Brasil
Segundo dados da Fundação João Pinheiro, o Brasil ainda enfrenta um déficit habitacional de milhões de moradias, especialmente em áreas urbanas de grande densidade populacional.
A criação do aluguel social pode ajudar a:
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- Reduzir ocupações irregulares
- Diminuir pressão sobre áreas de risco
- Ampliar acesso imediato à moradia
- Melhorar mobilidade urbana e qualidade de vida
Especialistas em políticas públicas apontam que modelos de locação social são amplamente utilizados em países europeus como estratégia complementar à aquisição da casa própria.
Regras fiscais e impacto no orçamento público
O texto aprovado estabelece que a implementação do aluguel social não gera despesa automática obrigatória.
Isso significa que:
- O programa dependerá de orçamento anual aprovado
- A execução estará condicionada à disponibilidade de recursos
- O crescimento será gradual e planejado
Essa estrutura busca garantir equilíbrio fiscal e previsibilidade orçamentária para o governo federal.
Tramitação do projeto no Congresso
O projeto ainda não está em vigor. Após aprovação na Comissão de Finanças e Tributação, ele segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Depois disso, o texto ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.
Caso seja aprovado em todas as etapas, o aluguel social poderá ser regulamentado e incorporado oficialmente ao Minha Casa, Minha Vida.
O que muda na prática para as famílias

Se aprovado, o novo modelo deve criar uma alternativa intermediária entre aluguel tradicional e financiamento imobiliário.
Na prática, isso significa:
- Menor custo mensal em comparação ao mercado privado
- Maior segurança contratual
- Possibilidade de permanência prolongada na moradia
- Redução da pressão por crédito imobiliário
Um exemplo prático seria uma família com renda instável que hoje não consegue aprovação de financiamento, mas que poderia acessar uma moradia subsidiada com aluguel proporcional à renda.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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