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Auxílio Brasil: deputados não querem a troca do cartão do Bolsa Família

Segundo os deputados, há motivação eleitoreira na iniciativa, já que os cartões do Bolsa Família ainda estão funcionando.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
imagem do cartão Bolsa Família em cima de notas de 100 reais

Deputados federais entraram com um pedido no Tribunal de Contas da União (TCU) com o objetivo de suspender a troca de cartões do extinto Bolsa Família por um novo modelo do Auxílio Brasil.

O pedido foi feito pelo fato que, de acordo com os deputados, há motivação eleitoreira na iniciativa, já que os cartões do Bolsa Família ainda estão funcionando e possibilitam ao beneficiário o saque do dinheiro, ainda que tenha acontecido a transição entre os programas sociais.

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Mau uso do dinheiro público

Os deputados indicaram através da representação que, caso houvesse a troca dos cartões, haveria mau uso do dinheiro público, com um investimento de aproximadamente R$ 324 milhões.

O Bolsa Família foi desenvolvido pelo governo do PT em 2003 e se tornou o principal programa de transferência de renda do país, deixando de existir em novembro de 2021, quando foi substituído pelo Auxílio Brasil.

“A representação em tela não questiona a emissão de cartões magnéticos para aqueles que ainda não o possuam, ou qualquer outra medida de ampliação, modernização e aprimoramento de programa de transferência de renda. Questiona-se, por outro lado, a regularidade da substituição de cartões antigos do Bolsa Família – que, ao que se tem notícia, servem perfeitamente para que as famílias efetuem o saque dos benefícios do Auxílio Brasil – com a única finalidade de impulsionar a popularidade do pré-candidato Jair M. Bolsonaro por meio da imagem do Programa”, afirma a representação.

Suspensão da troca

A solicitação dos deputados é que o TCU suspenda cautelarmente a substituição dos cartões até que seja avaliado pelo plenário o mérito da representação.

Ainda de acordo com o documento, não há necessidade para a troca dos cartões, sendo que a iniciativa tem apenas finalidade de beneficiar alguns políticos nas eleições que ocorrem em outubro deste ano.

“O contexto obriga a destacar que, ao passo em que o Governo Federal, por meio dos representados, intenciona dispor de aproximadamente R$ 324.000.000,00 (trezentos e vinte e quatro milhões de reais) para promover propaganda eleitoral com a roupagem do Programa Auxílio Brasil, o Brasil amarga o número de mais de 1 milhão de famílias na fila para recebimento da renda, segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios, divulgado pela imprensa neste mês de maio,” destaca o documento.

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O Ministério da Cidadania tem corrido contra o tempo para efetuar a troca de parte dos 18 milhões de cartões do Bolsa Família, por um com o logotipo do Auxílio Brasil até o final de junho, por causa das restrições da lei eleitoral que começam em julho, para que a medida não seja questionada na justiça como ato político.

Técnicos admitem, nos bastidores, que a troca tem o objetivo de fortalecer a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando o programa como sua marca principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

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Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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