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Em 2021, primeiro ano completo de exercício do Pix, pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central, houve uma “perda” no valor de R$ 1,5 bilhão de receitas dos bancos com tarifas com contas correntes, de acordo com cálculos baseados nos balanços dos quatro maiores bancos do Brasil: Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander.
Contudo, no mesmo período os mesmos bancos apresentaram um lucro consolidado de R$ 81,6 bilhões, segundo dados da Economatica, sendo o maior número nominal desde 2006. Dessa forma, a “perda” com o Pix representou menos de 2% do lucro de 2021.
Receita do Pix
O tema ganhou destaque após o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), afirmar que o motivo de os banqueiros terem assinado o manifesto em defesa da democracia foi pela perda com o Pix. Nogueira ainda afirmou que o total perdido pelos banco foi de R$ 40 bilhões com o Pix, o que não é verdade. Dentre os banqueiros que assinaram o novo manifesto está Roberto Setubal, do Itaú Unibanco.
Assim, o cálculo não é exato, pois considera somente o que os bancos efetuaram com receitas com contas de serviços em conta corrente, linha que diminuiu R$ 1,5 bilhão em 2021, chegando a R$ 25,4 bilhões, uma queda de cerca de 6% comparado a 2020. Portanto, não é possível saber, por exemplo, os negócios e transações que geraram receitas com a criação do Pix.
De acordo com o estudo de João Bragança, da consultoria Roland Berger, divulgado pelo Estadão, o Pix rapidamente ultrapassou as outras formas de transferências tradicionais. Contudo, a maior parte do valor transacionado é feita pelo TED, além disso, a modalidade deve se tornar uma alternativa mais segura para operações com maior valor.
Ademais, uma reportagem do Estadão mostrou que embora estejam afirmando que o Pix é um feito do governo Jair Bolsonaro, a modalidade na verdade começou a ser idealizada ainda no governo de Michel Temer em 2018.
Popularidade
O Pix começou a ser operacionalizado no final de 2020 e rapidamente ganhou popularidade no país. De acordo com uma pesquisa recente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) a quantidade de usuários do Pix alcançou 51 milhões em março, o que significa um aumento de 72%. Além disso, o número de usuários que efetuaram mais de 30 Pix mensais teve um aumento de mais de 800% no mesmo intervalo.
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Imagem: ADVTP / Shutterstock.com
