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Bolsa de valores brasileira atinge número de investidores surpreendente

Cada vez mais pessoas estão aderindo ao investimento direto na bolsa de valores. Veja o que um levantamento recente diz sobre o assunto!

João CaldasPor João Caldas3 min de leitura
Bolsa de valores brasileira atinge número de investidores surpreendente

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

A bolsa de valores brasileira atingiu, neste ano, o recorde de contas de investidores já registradas. Esse número vem crescendo desde o ano passado, e a popularidade do mercado de investimentos entre os brasileiros tem aumentado, mesmo em meio a alta dos preços e a instabilidade econômica.

Os dados são do estudo mais recente da B3, relativo ao último trimestre de 2021. Atualmente, são mais de 5 milhões de investidores em renda variável e mais de 10 milhões de investidores em renda fixa na instituição financeira.

De acordo com o levantamento, um dos tipos de investimento mais populares são os CFDs, que significam “contratos por diferença”. O CFD é um produto financeiro que permite o investimento em ações, forex, commodities e outros ativos. 

Assim, com um CFD é possível comprar e vender um ativo financeiro sem possuí-lo de fato. O contrato permite que você opere e receba os lucros da negociação. Essa praticidade, acessibilidade e versatilidade são o que tornam os CFDs populares.

O estudo também traz destaques interessantes sobre o investidor pessoa física. Foi possível observar que os primeiros investimentos das pessoas em renda variável estão sendo feitos com valores cada vez mais baixos. 

Esse movimento demonstra que a Bolsa pode ser acessada por tipos diferentes de investidores. Em dezembro de 2021, a mediana do primeiro investimento foi de R$ 44, o menor valor observado desde janeiro de 2014.

Brasileiros deixam poupança de lado e aderem à Bolsa

O investimento em ações segue  segue forte por parte das pessoas físicas, com aumento de, aproximadamente, 30% no período, chegando a 3,1 milhões de CPFs. Esse movimento reforça uma tendência que vinha se formando desde 2020, quando as quedas na taxa de juros atraíram mais pessoas para a renda variável. 

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Mesmo com as sucessivas altas na Selic, desde o ano passado, o que se verifica é que as pessoas vêm mantendo posições em renda variável e a diversificação em suas carteiras. Parte desse movimento se deve a popularização de conteúdos relacionados à educação financeira.

“O mercado de capitais passou a fazer parte da poupança do brasileiro. Conforme a pessoa física vai conhecendo o mercado e entendendo como ele pode ajudar a atingir cada um de seus objetivos, ela se sente mais confiante para continuar realizando investimentos e de forma mais diversificada”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3.

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Imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

João Caldas

Autor

João Caldas

Estudante de jornalismo e criador do blog [Re]Cortes Literários. Acredito que o importante não é ver o que ninguém viu, mas pensar diferente o que todo mundo vê.

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