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 Caixa se junta ao Compromisso de Belém para impulsionar energia limpa e sustentável

Na COP30, a Caixa se une ao Compromisso de Belém para acelerar a transição energética e fortalecer políticas sustentáveis no Brasil.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
paineis solares e turbina eolica

Durante a COP30, realizada em Belém (PA), a Caixa Econômica Federal confirmou sua adesão ao Compromisso de Belém para a Transição Energética Justa, uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O pacto tem como principal objetivo impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono, promovendo investimentos em infraestrutura sustentável, energia limpa e preservação ambiental, com foco em uma mudança justa e inclusiva.

A medida reforça o alinhamento da Caixa com as metas globais de sustentabilidade e com os compromissos internacionais de enfrentamento à crise climática, ampliando o papel das empresas públicas brasileiras como agentes de transformação ambiental e social.

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O protagonismo da Caixa na transição energética

Ao anunciar sua adesão, a Caixa destacou o fortalecimento de suas práticas empresariais voltadas à sustentabilidade e o empenho em executar políticas públicas que priorizem o meio ambiente e a inclusão social.

Segundo o presidente da instituição, Carlos Vieira, o banco tem buscado ir além das operações financeiras tradicionais, consolidando-se como um agente ativo na construção de um futuro sustentável.

“O compromisso da Caixa vai muito além da sua carteira de finanças sustentáveis de mais de R$ 817 bilhões. Nosso propósito é acelerar a transição energética e econômica justa, assegurando a inclusão e a responsabilidade social para todos os brasileiros. A Caixa tem orgulho de fazer parte dessa parceria histórica com o governo e as instituições estatais”, declarou Vieira.

O banco já conta com diversos programas voltados ao financiamento verde, especialmente nas áreas de habitação sustentável, saneamento básico, infraestrutura limpa e crédito rural com responsabilidade socioambiental. Agora, com o Compromisso de Belém, a instituição reforça seu papel de destaque na cooperação técnica e na troca de boas práticas de governança verde com outras estatais.


O papel das estatais brasileiras na ação climática

Estado como motor da transformação ecológica

Durante o painel “Empresas estatais globais e a ação climática: da propriedade pública à entrega de resultados”, a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, ressaltou que o papel das estatais na transição ecológica é inegociável.

Segundo ela, o Estado brasileiro tem papel estratégico na condução das políticas públicas que promovem energia limpa, inclusão social e redução das desigualdades regionais.

“O Brasil está comprometido nesse caminho. Nós acreditamos no papel das empresas estatais e das participações acionárias como motor da transformação. A transição ecológica precisa ser compatível com o desenvolvimento e com a redução de desigualdade”, afirmou Dweck.

A fala da ministra reforça a perspectiva de que o setor público é peça-chave para que o país alcance suas metas climáticas, especialmente diante dos desafios de infraestrutura, descarbonização e sustentabilidade econômica.


O Compromisso de Belém e a COP30

A COP30, que ocorrerá oficialmente em 2025 na capital paraense, é considerada um marco para o Brasil e para a América Latina. O evento pretende reunir líderes globais, instituições financeiras e representantes da sociedade civil para discutir medidas concretas de enfrentamento às mudanças climáticas.

O Compromisso de Belém surge nesse contexto como uma resposta nacional coordenada para fortalecer políticas ambientais dentro das estatais. Ele estabelece metas de eficiência energética, investimentos em projetos de energia limpa, melhoria na governança ambiental e integração de critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) em todas as esferas da administração pública.

A adesão da Caixa ao acordo demonstra a importância do sistema financeiro público na mobilização de recursos e na viabilização de projetos sustentáveis, especialmente aqueles que atendem populações mais vulneráveis e regiões com baixo índice de desenvolvimento.


A trajetória sustentável da Caixa

Políticas internas e práticas verdes

Com mais de 160 anos de história, a Caixa Econômica Federal tem consolidado uma trajetória marcada pelo compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável.

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Nos últimos anos, o banco vem integrando critérios socioambientais em suas carteiras de crédito e investimento. Programas de financiamento de habitação com eficiência energética, saneamento básico, infraestrutura resiliente e apoio a projetos de agricultura sustentável fazem parte desse esforço contínuo.

Além disso, a Caixa participa de iniciativas globais de finanças sustentáveis, como o Princípios para o Investimento Responsável da ONU (PRI) e o Acordo de Paris, reafirmando o compromisso com a neutralidade de carbono e a preservação dos ecossistemas brasileiros.


O desafio da transição justa

A expressão “transição energética justa” tem ganhado força nos debates climáticos por envolver não apenas a substituição de fontes fósseis por renováveis, mas também a garantia de que trabalhadores e comunidades afetadas pela mudança tenham oportunidades reais de inclusão e requalificação.

No caso da Caixa, o compromisso se estende a ações sociais complementares, como programas de educação financeira, apoio a pequenos empreendedores, e incentivo à economia solidária. Essas iniciativas fortalecem a visão de que sustentabilidade e inclusão devem caminhar juntas.


Perspectivas e próximos passos

Com a adesão formal ao Compromisso de Belém, a expectativa é que a Caixa amplie sua carteira de investimentos verdes e fortaleça parcerias com outras instituições públicas e privadas. A instituição também deve aumentar o financiamento de projetos de energia solar, eólica e de biogás, consolidando-se como um banco de referência em finanças sustentáveis.

O papel da Caixa na construção de um futuro de baixo carbono reforça a importância do sistema financeiro público na transformação ecológica global.

A assinatura do Compromisso de Belém representa, portanto, um passo decisivo do Brasil rumo à sustentabilidade, reafirmando que o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental podem coexistir de forma harmônica e inclusiva.

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Imagem: Mr. Kosal / Shutterstock

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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