A Caixa Econômica Federal iniciou o pagamento de um novo lote de valores esquecidos do antigo Fundo PIS/Pasep. Nesta rodada, o dinheiro está sendo liberado para trabalhadores, servidores e herdeiros que solicitaram o ressarcimento até 31 de julho de 2026 e tiveram o pedido aprovado.
O depósito começou em 25 de agosto. Entretanto, isso não significa que todos os brasileiros inscritos no PIS ou no Pasep receberão automaticamente. O pagamento alcança apenas quem possuía cotas no fundo antigo e ainda não havia retirado o saldo.
O valor é individual e depende dos depósitos feitos em nome do participante, do período trabalhado e da atualização do saldo. Estimativas divulgadas desde a abertura do sistema indicam pagamentos médios próximos de R$ 2,8 mil, mas algumas pessoas podem receber menos ou mais.
Quem ainda não fez a consulta deve procurar o Repis Cidadão, sistema oficial do Ministério da Fazenda, ou verificar a situação no aplicativo FGTS. O prazo para pedir o ressarcimento termina em setembro de 2028.
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Quem recebe o novo lote dos valores esquecidos?

O lote liberado pela Caixa contempla os pedidos apresentados até 31 de julho de 2026 que passaram pela análise e foram considerados regulares.
Podem ter direito ao dinheiro:
- trabalhadores da iniciativa privada que receberam cotas do PIS entre 1971 e 1988;
- servidores públicos e militares vinculados ao Pasep no mesmo período;
- beneficiários que ainda não retiraram todo o saldo das cotas;
- herdeiros ou dependentes de participantes falecidos;
- representantes legais devidamente autorizados.
Ter trabalhado entre 1971 e 1988, por si só, não garante o pagamento. É necessário que tenham existido depósitos de cotas em nome do trabalhador e que o saldo não tenha sido sacado anteriormente.
Também é possível que uma pessoa tenha recebido parte do dinheiro em outro momento e ainda mantenha algum saldo residual. A confirmação deve ser feita exclusivamente nos sistemas oficiais.
Valores esquecidos não são o abono salarial do PIS/Pasep
A semelhança dos nomes costuma provocar confusão, mas as cotas antigas e o abono salarial são pagamentos diferentes.
Os valores esquecidos pertencem ao antigo Fundo PIS/Pasep. Eles foram acumulados individualmente por trabalhadores e servidores que participaram do fundo antes da Constituição Federal de 1988.
O abono salarial, por outro lado, é um benefício anual. Ele atende trabalhadores que cumprem critérios relacionados ao tempo de cadastro, à remuneração, ao período trabalhado no ano-base e ao envio correto das informações pelo empregador.
Na prática, uma pessoa pode ter direito às cotas antigas e não receber o abono salarial atual. Também pode acontecer o contrário.
Comparação ajuda a entender a diferença
Imagine um trabalhador que teve carteira assinada entre 1980 e 1987. Ele pode ter cotas antigas ainda não sacadas, mesmo que atualmente esteja aposentado e não tenha direito ao abono anual.
Já uma pessoa que começou a trabalhar em 2015 jamais participou do antigo Fundo PIS/Pasep. Ela pode receber o abono salarial, caso atenda às regras, mas não terá cotas do fundo extinto.
Portanto, não basta consultar o calendário do abono. Para descobrir se existem valores esquecidos, é necessário acessar o Repis Cidadão ou a opção específica de ressarcimento no aplicativo FGTS.
O que era o antigo Fundo PIS/Pasep?
O fundo foi criado na década de 1970 para formar um patrimônio destinado a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.
O PIS, sigla para Programa de Integração Social, atendia empregados de empresas privadas. O Pasep, Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, alcançava servidores e empregados públicos.
Durante o funcionamento do modelo, os depósitos eram distribuídos em contas individuais. O valor destinado a cada participante dependia de fatores como salário, tempo de serviço e regras vigentes na época.
A Constituição de 1988 modificou a destinação das contribuições. A partir daquele momento, os recursos passaram a financiar programas como o seguro-desemprego e o abono salarial, em vez de formar novas cotas individuais.
As cotas acumuladas anteriormente, porém, continuaram pertencendo aos participantes.
Por que o dinheiro foi parar no Tesouro Nacional?
Em 2020, a Medida Provisória nº 946, posteriormente convertida em norma legal, extinguiu o Fundo PIS/Pasep e transferiu seu patrimônio para o FGTS.
Os valores permaneceram disponíveis para saque por determinado período. Como parte dos beneficiários não retirou o dinheiro, os saldos foram posteriormente transferidos ao Tesouro Nacional, conforme as regras estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 126 de 2022.
Essa transferência não eliminou imediatamente o direito dos antigos participantes. O governo criou um processo de ressarcimento para permitir que trabalhadores e herdeiros solicitem a devolução.
O Ministério da Fazenda estruturou o Repis Cidadão para centralizar a consulta. A Caixa ficou responsável por receber documentos, processar pedidos e efetuar os pagamentos aprovados.
Como consultar os valores esquecidos do PIS/Pasep?
A consulta principal é feita pelo Repis Cidadão, plataforma administrada pelo Ministério da Fazenda.
O processo pode ser realizado da seguinte forma:
- Acesse o portal Repis Cidadão;
- escolha a opção de consulta;
- entre com CPF e senha da conta Gov.br;
- informe os dados solicitados pelo sistema;
- verifique se existe registro de cotas a receber;
- leia as orientações para apresentar o pedido.
O portal pode exigir uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Esses níveis confirmam a identidade do usuário por meio de validações adicionais, reduzindo o risco de acesso indevido a informações financeiras.
A consulta também pode ser feita no aplicativo FGTS. Depois de entrar com CPF e senha, o usuário deve procurar a área de ressarcimento do PIS/Pasep.
O aplicativo mostra o valor exato?
O sistema informa se existe saldo relacionado às cotas e orienta sobre o pedido. O valor apresentado pode passar por atualização até o processamento definitivo.
Por isso, é importante não considerar como garantido qualquer valor divulgado por mensagens, redes sociais ou simuladores não oficiais. Apenas a Caixa e o Repis Cidadão conseguem apresentar a situação vinculada ao CPF do participante.
Como pedir o ressarcimento pelo aplicativo FGTS?
O pedido digital pode ser feito sem a necessidade de comparecer inicialmente a uma agência.
No aplicativo FGTS, o interessado deve:
- entrar com CPF e senha;
- selecionar a área “Mais”;
- procurar “Ressarcimento PIS/Pasep”;
- conferir os dados do titular;
- anexar os documentos solicitados;
- concluir a solicitação;
- acompanhar o andamento pelo próprio aplicativo.
Os nomes dos menus podem mudar após atualizações do aplicativo. Se a opção não aparecer, o usuário deve verificar se instalou a versão mais recente e confirmar no Repis Cidadão se há saldo disponível.
Também é possível buscar atendimento presencial em uma agência da Caixa. Nesse caso, o titular deve apresentar documento oficial com foto e CPF.
Quais documentos podem ser exigidos?
O trabalhador que solicita valores em seu próprio nome normalmente precisa comprovar sua identidade. A Caixa pode solicitar documentos adicionais se houver divergências cadastrais ou necessidade de confirmar o vínculo.
Entre os documentos básicos estão:
- carteira de identidade, CNH ou outro documento oficial com foto;
- CPF;
- comprovantes ou registros trabalhistas, quando solicitados;
- documentos que demonstrem a condição de representante legal, se for o caso.
A relação pode variar conforme a situação. O sistema informa quais documentos devem ser enviados durante a solicitação.
Antes de fotografar os arquivos, confira se o documento está inteiro, bem iluminado e legível. Fotos cortadas, desfocadas ou com reflexos podem atrasar a análise.
Herdeiros podem sacar as cotas do PIS/Pasep?
Sim. Quando o titular faleceu sem retirar as cotas, herdeiros e dependentes podem pedir o ressarcimento.
O pagamento não é automático. O solicitante precisa comprovar o falecimento e demonstrar que possui legitimidade para receber o dinheiro.
Dependendo do caso, podem ser exigidos:
- documento de identificação do solicitante;
- certidão de óbito do titular;
- declaração de dependentes habilitados à pensão por morte;
- alvará judicial;
- escritura pública de inventário e partilha;
- autorização assinada pelos sucessores;
- outros documentos que comprovem a condição de herdeiro.
Nem todos esses documentos são obrigatórios ao mesmo tempo. A exigência depende de como a sucessão foi organizada e da existência ou não de outros herdeiros.
É necessário abrir inventário?
Nem sempre. Há situações em que o pagamento pode ser solicitado mediante documentação específica dos dependentes ou sucessores, sem um novo inventário.
No entanto, casos com disputa entre herdeiros, ausência de documentos ou dúvida sobre quem deve receber podem exigir orientação jurídica e autorização judicial.
Antes de contratar serviços particulares, o interessado deve consultar a lista apresentada no aplicativo FGTS ou buscar informações em uma agência da Caixa. Quem não pode pagar advogado pode procurar a Defensoria Pública do estado.
Como o novo lote será pago?
Os pedidos apresentados até 31 de julho e aprovados entraram no lote iniciado em 25 de agosto de 2026.
De acordo com as regras do programa, o pagamento é realizado por crédito em conta. Quem já possui conta elegível na Caixa poderá receber diretamente nela.
Quando o beneficiário não tem uma conta adequada, a instituição pode abrir uma poupança social digital. Essa conta é movimentada pelo Caixa Tem e permite pagar contas, realizar transferências e usar o dinheiro por meios eletrônicos.
A disponibilidade pode não aparecer exatamente no mesmo horário para todos. O processamento bancário, a situação cadastral e a forma de crédito podem influenciar a visualização do depósito.
Se o sistema indicar que o pedido foi aprovado, mas o dinheiro não aparecer, o beneficiário deve conferir os dados e procurar os canais oficiais da Caixa.
Quanto cada trabalhador pode receber?
Não existe um valor único. O saldo depende da quantidade de cotas acumuladas, do salário recebido, do tempo de participação no fundo e das atualizações aplicadas ao longo dos anos.
O valor médio dos ressarcimentos tem ficado na faixa de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil. Essa média, porém, não funciona como piso nem como garantia.
Um trabalhador que permaneceu pouco tempo no mercado formal durante o período pode ter saldo menor. Outro que recebeu depósitos por vários anos pode encontrar uma quantia superior.
A única maneira segura de descobrir o valor disponível é consultar o CPF nos canais oficiais.
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Quem não fez o pedido ainda perdeu o dinheiro?
Não. A liberação deste lote não encerra o programa de ressarcimento.
Quem possui cotas e ainda não apresentou a solicitação poderá fazer o pedido até setembro de 2028. Os pagamentos são organizados em lotes, de acordo com a data em que a documentação é enviada e aprovada.
Isso significa que quem perdeu o prazo de 31 de julho não entrou neste lote, mas ainda poderá receber em uma rodada futura.
O cuidado principal é não deixar a consulta para os últimos meses. Pendências cadastrais, documentos ilegíveis ou questões relacionadas a herdeiros podem exigir tempo para serem resolvidas.
O que acontece depois de setembro de 2028?
O prazo decorre das regras estabelecidas para a devolução dos recursos transferidos ao Tesouro Nacional.
Após o encerramento definitivo, os valores não reclamados serão incorporados ao patrimônio da União. Segundo as regras atuais, não haverá possibilidade de solicitar o saque fora do prazo administrativo.
Por isso, pessoas que trabalharam ou foram servidoras entre 1971 e 1988 devem consultar o sistema mesmo que não se lembrem de ter recebido cotas.
Filhos, cônjuges e outros sucessores também podem verificar a situação de familiares falecidos que trabalharam nesse período.
Como evitar golpes envolvendo valores esquecidos?
A divulgação de novos lotes costuma ser aproveitada por criminosos para enviar mensagens falsas. Os golpistas prometem liberar o dinheiro imediatamente, mas cobram uma taxa ou tentam roubar senhas.
O governo e a Caixa não exigem pagamento antecipado para consultar ou solicitar o ressarcimento.
Para reduzir os riscos:
- não clique em links enviados por números desconhecidos;
- não pague taxa para liberar o valor;
- não informe a senha da conta Gov.br a terceiros;
- não envie fotos de documentos por aplicativos de mensagens;
- confira se está no aplicativo oficial FGTS;
- digite o endereço do Repis Cidadão diretamente no navegador;
- desconfie de promessas de saque imediato.
A senha Gov.br é pessoal. Nem funcionários da Caixa devem solicitá-la por telefone, mensagem ou e-mail.
Se houver suspeita de golpe, interrompa o contato, troque as senhas comprometidas e registre uma ocorrência. Também é recomendável avisar o banco quando dados financeiros tiverem sido compartilhados.
O que fazer agora para não perder o prazo?
Quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor entre 1971 e 1988 deve consultar o Repis Cidadão. Mesmo quem não possui documentos antigos pode iniciar a verificação usando o CPF.
Se houver valor disponível, o próximo passo é apresentar a solicitação pelo aplicativo FGTS ou em uma agência da Caixa. Herdeiros devem reunir a certidão de óbito e os documentos que comprovem sua condição.
Quem pediu o ressarcimento até 31 de julho deve acompanhar a situação do pagamento. O novo lote já começou a ser creditado, mas eventuais pendências podem impedir a liberação.
A principal recomendação é não confundir as cotas antigas com o abono salarial e não confiar em intermediários. A consulta é gratuita e deve ser feita somente nos canais oficiais.
Perguntas frequentes sobre os valores esquecidos do PIS/Pasep

Quem tem direito aos valores esquecidos do PIS/Pasep?
Podem ter direito trabalhadores da iniciativa privada e servidores que receberam cotas entre 1971 e 1988 e ainda não sacaram todo o saldo. Herdeiros de participantes falecidos também podem solicitar.
Quando foi liberado o novo lote?
A Caixa começou a pagar o novo lote em 25 de agosto de 2026. A rodada contempla solicitações apresentadas até 31 de julho, desde que aprovadas.
Qual é o valor do pagamento?
Não existe valor fixo. O saldo depende dos depósitos feitos em nome do participante e das atualizações. Os pagamentos médios têm ficado próximos de R$ 2,8 mil, mas cada caso é diferente.
Como consultar as cotas antigas?
A consulta pode ser feita no Repis Cidadão, com uma conta Gov.br, ou pelo aplicativo FGTS. O serviço é gratuito.
Até quando é possível pedir o ressarcimento?
O pedido pode ser apresentado até setembro de 2028. Quem não entrou no lote atual ainda pode solicitar e aguardar uma rodada futura.
Herdeiros podem receber?
Sim. Herdeiros e dependentes podem pedir o dinheiro deixado por um participante falecido, desde que apresentem os documentos exigidos pela Caixa.
É preciso pagar alguma taxa?
Não. A consulta, a solicitação e o pagamento são gratuitos. Mensagens que cobram taxas para liberar o dinheiro devem ser tratadas como tentativa de golpe.



