A Shein se tornou febre no Brasil nos últimos meses. Milhões de brasileiros criaram o hábito de encomendar roupas e acessórios no site da marca chinesa que se tornou sinônimo de compras baratas. Assim, os preços da loja quando comparados aos preços do mercado brasileiro, levam os consumidores “à loucura”.
O sucesso da marca chamou a atenção inclusive do Governo Federal, o que gerou nas últimas semanas uma grande discussão sobre as taxação de compras na loja, e fez com que a Shein buscasse começar uma operação no Brasil que será implantada nos próximos meses.
Diferenças discrepantes de preço com as brasileiras
Buscando explicar a popularidade da Shein no Brasil, o BTG Pactual realizou recentemente uma pesquisa de comparação entre a chinesa e as gigantes brasileiras Riachuelo, C&A e Renner. Os resultados desse levantamento foram divulgados em um relatório feito pelo banco de investimento.
O documento indica que os produtos da Shein podem custar em alguns casos, menos da metade do preço das mercadorias comercializadas pelas concorrentes brasileiras. A pesquisa foi realizada com base no preço de uma “cesta” de compras que incluía oito peças de roupa oferecidas pela plataforma: jeans, jaqueta, vestido, suéter, saia, camiseta, bolsa e botas.
Esses produtos somaram R$ 648 no site da Shein, enquanto na Riachuelo, por exemplo, custam R$ 989. Já na C&A, a mesma cesta vale R$ 990 e na Renner, R$ 1089. De acordo com o BTG, a loja chinesa é 34,5% mais barata que Riachuelo e C&A e 40,5% mais barata que a Renner.
Como os produtos da Shein são tão baratos?
A grande sacada da empresa é vender os produtos diretamente da China para os compradores brasileiros. Dessa forma, isso faz com que todos os seus produtos cheguem ao Brasil com valores abaixo do mercado. A prática mais comum é importar as mercadorias, para depois revendê-las no país, o que aumenta muito o valor agregado de cada produto.
Os consumidores se aproveitam da isenção de impostos para produtos importados por menos de U$ 50, outro fator que tornava as peças incrivelmente baratas.
Polêmica das taxações
Nas últimas semanas, o Governo voltou suas atenções para a Shein, com planos de tributação para todas as compras feitas na loja, independente do valor. Essa medida criou um grande debate nas redes sociais e no espectro político.
Depois de muitas idas e vindas, o Ministério da Fazenda voltou atrás e manteve a isenção para compras abaixo de U$ 50.
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