O estado de São Paulo atingiu no segundo trimestre de 2025 a taxa de desemprego de 5,1%, segundo dados da Fundação Seade com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE. Trata-se da menor taxa registrada desde o início da série histórica em 2012.
Desemprego em SP cai para menor nível em 13 anos, indica pesquisa
Desemprego em São Paulo atinge 5,1%, menor taxa em 13 anos; ocupação e carteira assinada crescem no estado.
O número é ainda mais positivo se comparado à média nacional, que atingiu 5,8%, e à taxa da região Sudeste, de 5,3%. Esses dados refletem uma recuperação contínua do mercado de trabalho paulista, mesmo em um contexto de incertezas econômicas e transformações no setor produtivo.
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Crescimento da ocupação em São Paulo

O levantamento indica que o total de ocupados em São Paulo também atingiu o maior nível em 13 anos, com 24,353 milhões de pessoas empregadas. Isso representa uma alta de 0,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No contexto nacional, São Paulo responde por 24% do total de ocupação do país, considerando os 102,316 milhões de brasileiros empregados. Esses números incluem trabalhadores do setor privado e público, domésticos, informais e por conta própria com CNPJ.
O número de desempregados caiu para 1,319 milhão de pessoas, uma redução de 18,3% em relação ao trimestre anterior e de 19,1% frente ao mesmo trimestre de 2024, consolidando a tendência de melhora do mercado de trabalho paulista.
Carteira assinada cresce e informalidade diminui
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 11,606 milhões, o maior registro desde 2012. Isso representa alta de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e 5,2% na comparação anual.
A proporção de empregados com carteira assinada ficou em 82,9%, a segunda maior do país, superando a média nacional de 74,2%.
Enquanto isso, o número de trabalhadores sem carteira assinada na iniciativa privada caiu 10,8%, passando de 2,677 milhões em 2024 para 2,388 milhões em 2025. Essa queda reflete uma formalização gradual do mercado de trabalho, proporcionando maior proteção social aos trabalhadores.
Além disso, a taxa de informalidade em São Paulo foi de 29,2%, o menor nível desde o segundo trimestre de 2017, quando ficou em 29,1%. Esse indicador leva em conta empregados sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, empregadores informais e auxiliares familiares.
Renda média cresce com retomada do emprego formal
A pesquisa também aponta aumento no rendimento médio em São Paulo, que alcançou R$ 4.170, representando crescimento de 1,7% em relação ao primeiro trimestre e ao mesmo período do ano anterior. O aumento acompanha a expansão do emprego formal, com maior número de trabalhadores com carteira assinada e redução da informalidade.
O crescimento da renda é um indicativo da melhora das condições econômicas e do aumento do poder de compra da população paulista, refletindo impactos positivos sobre o consumo e a economia local.
Histórico recente do desemprego em São Paulo
Em 2024, São Paulo já havia registrado a menor taxa anual de desemprego em 12 anos, com 6,2%. Naquele período, o desemprego estadual ficou abaixo da média nacional (6,6%) e da média do Sudeste (6,4%).
Entre 2022 e 2024, a taxa de desocupação caiu 2,9 pontos percentuais, evidenciando uma trajetória de recuperação consistente, mesmo diante de desafios econômicos e sociais.
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Impactos no mercado de trabalho
O aumento da ocupação e a formalização do emprego têm múltiplos efeitos positivos. Além da redução do desemprego, observa-se:
- Maior segurança e benefícios para trabalhadores com carteira assinada;
- Estabilidade na renda familiar, refletida no aumento do consumo;
- Redução da informalidade, aumentando a arrecadação tributária e o acesso a direitos trabalhistas;
- Fortalecimento da economia estadual, uma vez que São Paulo concentra quase um quarto da ocupação nacional.
Especialistas apontam que políticas de incentivo à formalização e a retomada de setores estratégicos, como comércio, serviços e indústria, contribuíram para a consolidação dessa tendência positiva.
Perspectivas para o mercado de trabalho

Analistas econômicos indicam que a tendência de queda no desemprego paulista deve continuar, desde que mantida a estabilidade econômica, investimentos em setores produtivos e políticas de incentivo ao emprego formal.
A expansão do emprego com carteira assinada, juntamente com a queda da informalidade, deve reforçar o crescimento da renda média, permitindo maior consumo e estímulo à economia local.
Além disso, a melhora no mercado de trabalho pode atrair novos investimentos para o estado, fortalecendo ainda mais a geração de empregos e contribuindo para a redução das desigualdades regionais.
Com informações de: UOL
