O dissídio salarial é o instrumento utilizado para definir reajustes de salários e benefícios de uma categoria profissional quando há negociação coletiva entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Ele está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e no artigo 114 da Constituição Federal.
Dissídio 2026 e o poder de compra: veja o percentual
Veja como funciona o dissídio 2026, qual a porcentagem do reajuste salarial, quando o aumento é pago e quem tem direito.'
Na prática, o dissídio pode surgir de duas formas: por acordo ou convenção coletiva firmada entre as partes, ou por decisão da Justiça do Trabalho quando não há consenso nas negociações.
Leia mais:
Como dissídio funciona? Entenda
Quando sai o dissídio 2026
Não existe uma data única para o dissídio em 2026. Cada categoria profissional possui uma data-base específica, que define o mês em que as negociações devem ocorrer e a partir de quando o reajuste passa a valer.
Em muitos setores, as negociações começam ainda no fim de 2025 e são concluídas ao longo de 2026. Janeiro, fevereiro e março costumam concentrar grande parte dos acordos coletivos, mas isso varia conforme o sindicato e a atividade econômica.
Já para quem recebe salário mínimo, o reajuste entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, com o piso nacional fixado em R$ 1.621, conforme política de valorização definida pelo Governo Federal.
Dissídio salarial é a mesma coisa que aumento salarial?
Apesar de serem usados como sinônimos no dia a dia, dissídio e aumento salarial não são a mesma coisa.
O aumento salarial pode ser concedido por decisão da empresa, geralmente ligado a desempenho, promoção ou mérito individual. Já o dissídio está vinculado à negociação coletiva e busca recompor perdas inflacionárias e ajustar condições de trabalho para toda uma categoria.
Quando a empresa concede um aumento espontâneo inferior ao percentual definido no dissídio, ela deve pagar apenas a diferença para atingir o reajuste previsto na convenção coletiva.
Como é calculado o dissídio salarial
O cálculo do dissídio é simples e segue o percentual definido em acordo, convenção coletiva ou decisão judicial.
Exemplo prático
Se o reajuste acordado for de 8% e o salário atual do trabalhador for R$ 2.000, o novo valor será:
R$ 2.000 + 8% = R$ 2.160
O percentual incide sobre o salário-base, sem incluir benefícios como vale-alimentação ou adicionais, salvo se o acordo determinar o contrário.
Quem tem direito ao reajuste do dissídio
Têm direito ao reajuste todos os trabalhadores com carteira assinada pertencentes a categorias representadas por sindicatos que firmaram acordo coletivo ou foram abrangidas por decisão judicial.
O reajuste vale a partir da data-base da categoria, mesmo que o acordo seja homologado meses depois. Nesses casos, o empregador deve pagar os valores retroativos.
Como funciona o reajuste salarial na prática
O reajuste salarial ocorre anualmente e não possui um percentual mínimo ou máximo fixado em lei. O índice final depende da negociação entre sindicatos, levando em conta fatores como inflação, produtividade, cenário econômico e capacidade financeira do setor.
Normalmente, os percentuais se baseiam em índices oficiais, como o IPCA, divulgado pelo IBGE, que mede a inflação oficial do país.
Dissídio do comércio e da indústria
No comércio e na indústria, os reajustes são definidos por convenções coletivas regionais. Isso explica por que trabalhadores da mesma função podem receber salários diferentes em estados ou cidades distintas.
No comércio, por exemplo, os pisos salariais costumam variar conforme o porte da empresa e a localidade. Em capitais e grandes centros urbanos, os valores geralmente ficam acima do salário mínimo nacional.
Qual é o salário do comércio em 2026
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O salário do comércio em 2026 não é padronizado nacionalmente. Cada sindicato define o piso da categoria em convenção coletiva.
Em algumas capitais, os pisos variam entre R$ 1.700 e R$ 1.800, com reajustes médios entre 4% e 6% para quem recebe acima do piso, refletindo a inflação acumulada do período anterior.
Qual é a porcentagem do dissídio em 2026
Não existe um percentual único de dissídio em 2026. O índice varia conforme a categoria profissional.
Para quem recebe salário mínimo, o reajuste foi de aproximadamente 6,79%, elevando o piso de R$ 1.518 para R$ 1.621. Já nas demais categorias, os percentuais negociados costumam ficar próximos da inflação oficial, podendo ser maiores ou menores dependendo do setor.
O que muda com o reajuste salarial de 2026
O aumento salarial impacta diretamente outros direitos e benefícios vinculados ao salário. Entre os principais efeitos estão:
- reajuste de aposentadorias e pensões do INSS no valor do salário mínimo
- atualização do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
- aumento do limite da margem consignável
- maior valor de depósitos do FGTS
- correção do valor máximo do abono salarial PIS/Pasep
Além disso, o reajuste contribui para preservar o poder de compra dos trabalhadores e movimentar a economia, especialmente em setores ligados ao consumo básico.
O que acontece se a empresa não pagar o dissídio
Se o empregador não aplicar o reajuste previsto em convenção coletiva, o trabalhador pode buscar o sindicato da categoria ou ingressar com reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho.
A empresa pode ser obrigada a pagar os valores retroativos, além de multas previstas no acordo coletivo.
Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
