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FGTS: confira quanto ficará o rendimento após decisão do STF

Descubra como a decisão do STF sobre a correção do FGTS pode aumentar seus rendimentos e saiba como calcular o novo valor

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
FGTS iguala rendimento com taxa Selic e CDBs

Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os valores acumulados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão ter uma nova forma de correção. Assim, essa mudança histórica tem o potencial de aumentar significativamente os rendimentos dos trabalhadores, mas ainda há dúvidas sobre como a nova regra será aplicada.

Atualmente, o retorno do FGTS é de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), que rende próxima de zero. No entanto, desde 1999, quando houve a modificação no cálculo, a TR tem mantido retornos muito baixos, dificultando a capacidade do fundo de cobrir a inflação e proteger o poder de compra dos trabalhadores. 

Diante desta situação, o partido Solidariedade iniciou uma ação em 2014, argumentando que tal índice é inconstitucional para esse fim e propondo a adoção de um índice inflacionário como o IPCA-E ou o INPC.

Como a nova correção pode afetar o saldo do FGTS

Portanto, a mudança na fórmula de correção do FGTS pode significar um aumento substancial nos valores recebidos pelos trabalhadores, em especial aqueles com longos períodos de contribuição e saldos consideráveis. 

Hugo Garbe, economista da Universidade Presbiteriana Mackenzie, elaborou simulações para o jornal O TEMPO que indicam variações significativas nos rendimentos, conforme o índice aplicado para a correção:

Saldo do FGTSRendimento Sistema atual (TR)Rendimento IPCARendimento INPCRendimento Poupança
R$ 1 milR$ 33R$ 45R$ 40R$ 65
R$ 50 milR$ 650R$ 2.250R$ 2 milR$ 3.250

O ministro relator, Luís Roberto Barroso, sugeriu que o FGTS deveria ter, no mínimo, a remuneração correspondente à da poupança, que hoje corresponde a 6,17% ao ano mais TR. Todavia, o governo federal defende a manutenção da correção atual, com a adição de uma cláusula que garante, pelo menos, a inflação medida pelo IPCA como correção mínima.

FGTS iguala rendimento com taxa Selic e CDBs
imagem: rafapress / shutterstock.com

Próximos passos

Contudo, a decisão final ainda depende dos votos dos demais ministros do STF, e não há prazo determinado para que isso ocorra. Enquanto isso, especialistas aconselham os trabalhadores a manterem-se informados sobre o andamento do caso e a avaliarem suas opções financeiras com base nas possíveis mudanças nas regras de correção do FGTS.

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Enfim, essa revisão no STF pode representar uma vitória importante para a classe trabalhadora, possibilitando uma correção mais justa dos valores que muitos dependem para projetos de vida a longo prazo, como a compra de uma residência ou a aposentadoria.

imagem: rafapress / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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