A eleição presidencial de 2026 terá uma nova disputa entre dois dos principais polos políticos do Brasil. Flávio Bolsonaro, do PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foram os candidatos mais votados no primeiro turno e agora vão disputar a Presidência da República em 25 de outubro.
O segundo turno foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de 4 de outubro, quando a apuração já havia avançado para a maior parte das urnas. O resultado prolonga uma das principais disputas políticas do país e coloca novamente o eleitor diante de duas propostas associadas a campos ideológicos bastante distintos.
Na atualização das 22h10, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,07% dos votos, ultrapassando 56 milhões de votos, enquanto Lula registrava 45,12%, com mais de 53,7 milhões. A diferença, portanto, ficou significativamente menor do que em determinados momentos da apuração.
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Flávio Bolsonaro começou a apuração na liderança e chegou a ultrapassar a marca de 50% dos votos nas primeiras parciais divulgadas pelo TSE. Com o avanço da totalização, entretanto, o percentual caiu e a distância para Lula diminuiu.
Por volta das 19h15, quando aproximadamente 64% das urnas haviam sido contabilizadas, o candidato do PL já estava abaixo de 50%, embora ainda mantivesse vantagem de milhões de votos sobre o petista.
A diferença entre os dois candidatos continuou sendo reduzida ao longo da noite. Esse comportamento da apuração ajudou a transformar o resultado em uma disputa mais apertada até a consolidação do segundo turno.
Além de Flávio e Lula, outros candidatos participaram da corrida presidencial, mas não conseguiram alcançar votação suficiente para permanecer na disputa. Entre eles estavam Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Quando será o segundo turno?
O segundo turno está marcado para 25 de outubro de 2026. Os eleitores deverão escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula para definir quem comandará o governo federal no próximo mandato.
A eleição ocorre pelo sistema de maioria absoluta: vence o candidato que obtiver mais votos válidos no segundo turno. Diferentemente da primeira etapa, não há necessidade de alcançar determinado percentual, como os 50% mais um dos votos válidos.
Para o eleitor, isso significa que a escolha será diretamente entre os dois candidatos classificados.
Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno pelo PL

Senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro representa o PL e chega à segunda etapa da eleição associado ao campo político identificado com o bolsonarismo.
Durante a campanha, o candidato concentrou parte importante de sua estratégia na defesa de pautas relacionadas à segurança pública, ao conservadorismo e à crítica ao governo petista.
Após votar no Rio de Janeiro, Flávio afirmou estar preparado para assumir a Presidência. Depois da votação, acompanhou a apuração em Brasília ao lado de integrantes de sua campanha e aliados políticos.
Uma eventual vitória representaria a continuidade do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, embora Flávio tenha uma trajetória própria no Legislativo.
Lula busca o quarto mandato presidencial

Lula, por sua vez, disputa mais uma eleição presidencial pelo PT. O atual presidente busca retornar ao Palácio do Planalto para um quarto mandato, depois de ter governado o país entre 2003 e 2010 e novamente a partir de 2023.
A candidatura petista mantém Geraldo Alckmin, do PSB, como vice-presidente. A composição repete a chapa que venceu a eleição de 2022 e reúne partidos de diferentes setores do campo progressista.
Na primeira etapa da eleição, Lula concentrou parte de sua campanha na defesa de políticas sociais e econômicas implementadas durante seu governo, incluindo programas de transferência de renda.
O Bolsa Família também ocupou espaço importante na campanha. Às vésperas do primeiro turno, o governo anunciou aumento do valor mínimo do benefício, que passou de R$ 600 para R$ 691.
Disputa pelo eleitor do Sudeste
Com o segundo turno definido, o Sudeste tende a ganhar ainda mais importância estratégica para as campanhas. A região concentra alguns dos maiores colégios eleitorais do Brasil e pode ser decisiva para a construção da maioria necessária para vencer a eleição.
Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, especialmente, representam grandes contingentes de eleitores. Por isso, a tendência é que os dois candidatos ampliem a presença nesses estados durante as semanas que antecedem a votação.
O desafio de cada campanha será conquistar eleitores que não estavam diretamente identificados com nenhum dos dois candidatos no primeiro turno.
Temas que marcaram a campanha presidencial
A campanha de 2026 foi marcada por uma combinação de temas tradicionais da política brasileira e assuntos que ganharam força nos últimos anos.
As relações entre Executivo, Congresso e Supremo Tribunal Federal estiveram entre os assuntos de maior repercussão. Questões econômicas, programas sociais, segurança pública e políticas de governo também ocuparam espaço relevante nos discursos dos candidatos.
Outro tema que ganhou importância foi o uso da inteligência artificial na propaganda eleitoral e nas redes sociais. A tecnologia ampliou a capacidade de produção de conteúdos políticos, mas também aumentou a preocupação com informações manipuladas e materiais potencialmente enganosos.
As redes sociais tiveram papel central na circulação de mensagens relacionadas aos candidatos. Em uma eleição marcada pela forte polarização, conteúdos políticos, religiosos e econômicos passaram a disputar a atenção do eleitor diariamente.
Imagem gerada por IA
