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Futuros dos EUA avançam após sessão de recordes, com petróleo pressionado

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 6 min de leitura
Petróleo

Os futuros das bolsas de Nova York operam em alta nesta terça-feira (6), após os principais índices americanos encerrarem a sessão anterior próximos de máximas históricas. O movimento ocorre em meio à queda do petróleo e à expectativa dos investidores por novos sinais sobre os juros nos Estados Unidos.

Por volta do início dos negócios, os futuros do S&P 500 subiam 0,24%, enquanto os contratos do Nasdaq 100 avançavam 0,25% e os do Dow Jones ganhavam 0,55%.

A atenção do mercado também está voltada para a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e para o início da temporada de balanços das grandes empresas dos Estados Unidos.

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O que está impulsionando as bolsas americanas?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O bom desempenho das ações de tecnologia continua entre os principais fatores de sustentação de Wall Street.

Na sessão anterior, o S&P 500 encerrou próximo de seu recorde, enquanto o Nasdaq fechou em máxima histórica. Empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia permanecem no centro das atenções, depois de registrarem fortes valorizações ao longo do ano.

O mercado também acompanha a trajetória dos juros dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries. Rendimentos elevados podem pressionar ações, principalmente aquelas consideradas mais sensíveis aos juros, porque tornam os investimentos de renda fixa relativamente mais atrativos.

Por outro lado, uma eventual perspectiva de juros menores tende a favorecer ativos de risco, já que reduz o custo de financiamento e pode aumentar o interesse dos investidores por ações.

Petróleo cai e ajuda a reduzir pressão sobre a inflação

Outro destaque desta terça-feira é o petróleo.

O Brent, principal referência internacional, voltou a operar abaixo dos US$ 100 por barril. O WTI, referência para o mercado americano, também recuava.

A queda da commodity chama atenção porque o petróleo tem forte influência sobre a inflação. Quando os preços sobem, empresas enfrentam custos maiores com transporte, energia e produção, o que pode acabar sendo repassado aos consumidores.

Quando ocorre o movimento contrário, parte dessa pressão diminui.

Para os mercados financeiros, petróleo mais barato pode ser positivo porque reduz o risco de uma inflação persistente e, consequentemente, de uma política monetária mais dura por parte dos bancos centrais.

Ata do Federal Reserve será observada de perto

A próxima grande referência para os investidores será a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve.

O documento deve mostrar detalhes das discussões entre os integrantes do comitê de política monetária e poderá oferecer pistas sobre os próximos passos dos juros americanos.

O mercado busca principalmente sinais sobre a disposição do Fed em manter, reduzir ou eventualmente alterar sua política monetária.

Essa definição é importante não apenas para os Estados Unidos. As decisões do banco central americano costumam provocar efeitos em mercados de todo o mundo, incluindo ações, moedas, títulos e commodities.

A próxima reunião do Fed está marcada para os dias 27 e 28 de outubro.

Temporada de balanços começa a ganhar força

Além da política monetária, os investidores começam a concentrar atenção nos resultados financeiros das grandes empresas americanas.

Os bancos estão entre os primeiros grupos relevantes a apresentar seus números do trimestre. Os balanços serão importantes para verificar se os lucros corporativos continuam justificando os níveis elevados das bolsas.

O setor de tecnologia também permanece no foco.

As empresas associadas à inteligência artificial tiveram forte valorização e passaram a representar uma parcela significativa dos ganhos dos principais índices americanos. Por isso, qualquer sinal de desaceleração nos lucros ou nos investimentos em IA pode provocar maior volatilidade.

Por outro lado, resultados acima das expectativas podem dar novo impulso às bolsas.

Bolsas europeias também operam em alta

O movimento positivo não está restrito aos Estados Unidos.

As principais bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira, acompanhando o ambiente mais favorável observado em Wall Street.

O Stoxx 600, índice que reúne grandes empresas europeias, avança, enquanto bolsas como Frankfurt, Londres, Paris e Milão também registram ganhos.

Na Europa, os investidores acompanham tanto os acontecimentos nos Estados Unidos quanto questões próprias da economia regional, incluindo inflação, juros e situação fiscal dos países.

A França continua entre os pontos de atenção, especialmente por causa das discussões relacionadas às contas públicas.

E os mercados da Ásia?

Na Ásia, o desempenho foi mais dividido.

O mercado japonês registrou alta, enquanto Hong Kong também apresentou avanço. Já a bolsa sul-coreana encerrou a sessão em baixa.

O comportamento das bolsas asiáticas foi influenciado pelo desempenho de Wall Street na sessão anterior, principalmente pela força das ações de tecnologia.

Como os mercados internacionais estão cada vez mais conectados, uma forte valorização ou queda das grandes empresas americanas pode rapidamente repercutir sobre bolsas de outras regiões.

O que pode movimentar o mercado nos próximos dias?

Os investidores devem acompanhar quatro fatores principais:

  • Ata do Federal Reserve: pode trazer novas pistas sobre os juros americanos;
  • Resultados corporativos: os balanços mostrarão se os lucros das empresas acompanham as expectativas;
  • Petróleo: novas mudanças na oferta e na demanda podem alterar as perspectivas para a inflação;
  • Treasuries: a direção dos juros dos títulos americanos continuará influenciando as ações.

Para o investidor brasileiro, esses movimentos também são relevantes. Mudanças nas expectativas para os juros americanos podem afetar o dólar, o Ibovespa e o fluxo internacional de capital.

O que a alta dos futuros significa para o investidor?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os contratos futuros indicam como o mercado está se posicionando antes da abertura oficial das bolsas. Eles, porém, não garantem que os índices terminarão o pregão em alta.

Durante o dia, novos dados econômicos, declarações de autoridades, resultados empresariais e mudanças nas taxas de juros podem alterar o comportamento dos investidores.

Por enquanto, o ambiente internacional combina três elementos favoráveis às ações: bolsas americanas próximas de recordes, petróleo em queda e expectativas sobre uma política monetária menos pressionada pela inflação.

O teste para esse movimento será justamente a capacidade dos resultados corporativos e dos próximos dados econômicos de sustentar o atual nível de confiança dos investidores.

Conclusão

A alta dos futuros de Nova York ocorre em um momento de forte atenção aos juros americanos, ao comportamento do petróleo e aos resultados das grandes empresas. Com os principais índices próximos de recordes, novos dados econômicos e a ata do Federal Reserve podem definir se o movimento positivo terá continuidade ou dará lugar a uma realização de lucros.

Para os investidores brasileiros, acompanhar esses indicadores é importante porque as decisões do Fed, as oscilações do petróleo e o desempenho de Wall Street podem influenciar diretamente o dólar, o Ibovespa e outros ativos negociados no país. O cenário, portanto, ainda exige cautela, principalmente diante das novas informações que devem chegar ao mercado ao longo da semana.

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