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Governador veta auxílio à saúde para crianças nas escolas e deixa muita gente revoltada; veja

Governador veta projeto de saúde nas escolas, causando revolta. Descubra os detalhes, as opiniões e o local da decisão.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Médico segurando estetoscópio e uma ilustração à frente simbolizando os sinais vitais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), causou polêmica ao vetar um projeto de lei que visava ampliar a prevenção do Papilomavírus Humano (HPV) no estado. Elaborado pelas deputadas Marina Helou (Rede), Edna Macedo (Republicanos), Delegada Graciela (PL) e Patrícia Gama (PSDB), o projeto tinha como objetivo levar a vacinação contra o HPV para dentro das escolas.

O PL aprovado em agosto buscava promover políticas de conscientização, imunização e tratamento do HPV, com foco na vacinação nas escolas a partir de março de cada ano. No entanto, o governador vetou o projeto, argumentando que políticas semelhantes já estavam em vigor.

Entre elas estavam incluídas a vacinação no Calendário Nacional de Vacinação e campanhas de conscientização da Coordenadoria de Controle de Doenças.

Críticas à decisão do governador

A decisão do governador foi alvo de críticas. Incluindo a do ministro-chefe da Secretaria das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), que a considerou “assustadora” a decisão. Ademais, o ministro enfatizou a importância de parcerias com as escolas para promover a vacinação.

Imagem do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dando entrevista para a imprensa. Representando o veto de vacinação nas escolas.
Imagem: Wagner Vilas / shutterstock.com

Outrossim, as taxas de vacinação contra o HPV em São Paulo estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, refletindo um problema nacional. Um estudo da Fundação do Câncer revelou que todas as capitais e regiões brasileiras estão com a vacinação abaixo das metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dessa maneira, o HPV é um vírus responsável por infecções sexualmente transmissíveis comuns e é a principal causa de diversos tipos de câncer. A imunização representa uma das estratégias fundamentais de prevenção.

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Oportunidade perdida

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Portanto, diante desses dados alarmantes, muitos consideram a decisão do governador de vetar o projeto de vacinação nas escolas como uma oportunidade perdida para ampliar a cobertura vacinal e proteger a saúde das crianças e adolescentes.

No Brasil, a vacina contra o HPV está disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para meninos e meninas entre 9 e 14 anos. Além delas, está disponível para pessoas com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos.

A proteção oferecida pela vacina é crucial, uma vez que a maioria dos casos de câncer de colo de útero está relacionada ao HPV. Esse tipo de câncer é o terceiro mais frequente entre as mulheres brasileiras.

Imagem: Fit Ztudio / shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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