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Governo Lula herdará colapso fiscal da gestão de Bolsonaro

Com 'apagão fiscal' e gastos excessivos, Bolsonaro deixa a gestão do país com grande rombo. Governo Lula herdará colapso fiscal.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa3 min de leitura
Imagem do presidente eleito Lula

Nesta segunda-feira (12), o gabinete de transição de governo constatou comprometimento crítico dos serviços públicos brasileiros. Em suma, o governo Lula herdará o colapso fiscal resultante da gestão questionável de Bolsonaro.

Os maiores problemas encontrados e comprovados até então são o “apagão fiscal” e a utilização de recursos acima do teto de gastos por cinco vezes. O rombo chega a cerca de R$ 800 bilhões.

Falta de recursos prejudica a população, principalmente os mais vulneráveis

No gabinete, a discussão para amenizar os dados da gestão anterior e atender às necessidades da população é intensa. Além dos problemas financeiros, existem pendências danosas referentes ao meio ambiente, à saúde, à defesa civil e ao suporte à comunidade indígena.

“O governo Bolsonaro quebrou o Estado brasileiro, comprometendo serviços essenciais e investimentos públicos fundamentais. Ao longo de quatro anos, Bolsonaro utilizou recursos extra-teto cinco vezes, em um montante de cerca de R$ 800 bilhões”, afirma a nota da equipe de transição.

O governo Lula herdará o colapso socioeconômico proveniente da gestão anterior. Na percepção de membros do gabinete, parece que “para o andar de cima, o Estado não está quebrado; para os que mais precisam, há um verdadeiro apagão fiscal”.

Os dados coletados até então mostram defasagem de recursos para o sustento de serviços básicos, como o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), merenda escolar, livros didáticos e bolsa de estudos.

Ao contrário do que o ministro da Economia, Paulo Guedes sugeriu anteriormente, os problemas não são recentes, mas resultado de quatro anos de gestão.

Principalmente considerando que Jair Bolsonaro consultou o Tribunal de Contas da União sobre a possível liberação de recursos extraordinários.

Medidas adicionais e PEC de Transição serão ferramentas de reconstrução

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Apesar disto, a equipe de transição afirma que será possível resolver a questão fiscal, desde que a PEC de Transição tenha aprovação do Congresso Nacional, além de “tomar medidas adicionais para aumentar a eficiência do gasto público e de receitas sem o aumento da carga tributária”.

Segundo o coordenador dos grupos técnicos da transição, Aloizio Mercadante, “[…] o diagnóstico que vai ficando claro para o governo de transição é que o governo Bolsonaro quebrou o Estado brasileiro. Serviços essenciais ou já estão paralisados ou correm risco de serem totalmente comprometidos”.

Para Paulo Guedes, contudo, o Brasil se encontra em um cenário mais positivo do que em 2018. Segundo o ministro, as contas devem fechar em 74% do PIB brasileiro, enquanto que, em 2018, no início do mandato de Bolsonaro, a relação dívida/PIB estava em 75,3%.

Imagem: Marcelo Chello / shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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