Os bancos Itaú e Bradesco abriram uma nova rodada de leilões de imóveis em 2026 com oportunidades para quem busca comprar casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais abaixo do valor de mercado. Ao todo, são 368 propriedades distribuídas em 21 estados e no Distrito Federal, com lances iniciais que partem de R$ 8 mil.
Bancos anunciam leilão de imóveis com preços iniciais a partir de R$ 8 mil
Bancos colocam 368 imóveis em leilão com lances a partir de R$ 8 mil e descontos de até 63% em vários estados.
A movimentação reforça uma tendência já consolidada no mercado brasileiro: instituições financeiras vêm ampliando os leilões como estratégia para reduzir estoques de imóveis retomados por inadimplência. Ao mesmo tempo, consumidores e investidores enxergam nesses eventos uma chance de adquirir patrimônio com descontos relevantes.
Segundo informações divulgadas pelas plataformas responsáveis pelos leilões, os abatimentos podem chegar a 63% sobre o valor de avaliação dos imóveis. Os certames acontecem entre os dias 25 e 26 de maio e envolvem parcerias entre os bancos e leiloeiras especializadas.
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Como funcionam os leilões de imóveis dos bancos
Os leilões bancários normalmente reúnem imóveis retomados após processos de inadimplência em financiamentos. Depois que o banco recupera judicialmente ou extrajudicialmente o bem, ele passa a ofertá-lo ao mercado para reduzir prejuízos e liberar capital.
Na prática, o imóvel é colocado à venda em plataformas online administradas por leiloeiras autorizadas. Os interessados fazem lances eletrônicos até o encerramento do prazo estipulado no edital.
Em muitos casos, os valores ficam abaixo do mercado tradicional justamente porque o objetivo do banco é acelerar a venda.
O que está disponível nos leilões
Os leilões anunciados por Itaú e Bradesco incluem:
- Casas
- Apartamentos
- Terrenos
- Galpões
- Prédios comerciais
- Imóveis urbanos e residenciais
As propriedades estão espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul, Pará e Santa Catarina.
Itaú terá mais de 300 imóveis disponíveis
O Itaú concentra a maior parte das ofertas divulgadas nesta rodada. Em parceria com diferentes leiloeiras, o banco disponibilizou mais de 300 unidades.
Uma das operações ocorre em conjunto com a Zuk, reunindo 151 lotes distribuídos pelo país. Entre os destaques está uma casa de 65 m² localizada em Augusto Corrêa, no Pará, considerada o imóvel com maior desconto proporcional do leilão.
Já o imóvel de maior valor é um galpão localizado em Serra, no Espírito Santo, com lance inicial superior a R$ 2 milhões.
Além disso, o Itaú também abriu outro leilão em parceria com a Frazão Leilões, envolvendo 181 imóveis.
Condições de pagamento do Itaú
Em parte das ofertas, o banco disponibiliza condições facilitadas para pagamento, incluindo:
- Parcelamento em longo prazo
- Entrada reduzida
- Descontos para pagamento à vista
- Possibilidade de financiamento em alguns lotes
Segundo informações divulgadas pelas plataformas, alguns imóveis permitem entrada de 20% e parcelamento em até 78 vezes.
Ainda assim, as condições variam conforme o edital de cada propriedade.
Bradesco oferece imóveis com lances a partir de R$ 8 mil
O Bradesco participa da rodada com 36 imóveis residenciais, comerciais e terrenos em 18 estados brasileiros.
O destaque de menor valor é um terreno de 360 m² em Itapoá, Santa Catarina, com lance inicial de R$ 8 mil.
Já o imóvel mais caro do leilão do banco é uma casa localizada em Governador Valadares, Minas Gerais, avaliada em mais de R$ 1 milhão.
As ofertas também incluem descontos adicionais para pagamento à vista e opções de parcelamento em alguns casos.
Por que os bancos fazem tantos leilões de imóveis
O crescimento dos leilões bancários está diretamente ligado ao aumento da inadimplência em financiamentos imobiliários nos últimos anos.
Com juros elevados e maior pressão financeira sobre famílias brasileiras, muitas pessoas tiveram dificuldade para manter pagamentos em dia. Quando o contrato entra em atraso e não há renegociação, o imóvel pode ser retomado pela instituição financeira.
Após a retomada, os bancos buscam vender rapidamente essas propriedades para evitar custos de manutenção, impostos e despesas judiciais.
Mercado de leilões cresceu no Brasil
Nos últimos anos, o segmento de leilões imobiliários ganhou força no Brasil.
Especialistas do setor apontam que investidores passaram a acompanhar esse mercado mais de perto devido ao potencial de valorização e aos descontos praticados.
Além disso, a digitalização das plataformas facilitou o acesso do público. Hoje, praticamente todo o processo pode ser feito online.
Quais cuidados tomar antes de comprar um imóvel em leilão
Apesar dos descontos chamarem atenção, especialistas alertam que o comprador precisa analisar diversos fatores antes de participar.
Comprar um imóvel em leilão exige atenção aos detalhes jurídicos e financeiros.
Leia o edital com atenção
O edital é o documento mais importante do leilão.
Nele estão descritas informações como:
- Situação do imóvel
- Existência de ocupantes
- Débitos pendentes
- Forma de pagamento
- Regras de participação
- Responsabilidades do comprador
Ignorar essas informações pode gerar prejuízos futuros.
Verifique se o imóvel está ocupado
Um dos principais riscos em leilões é a ocupação do imóvel.
Em alguns casos, o comprador precisa entrar com ação judicial para desocupação, o que pode gerar custos extras e demora.
Por isso, especialistas recomendam avaliar se o desconto compensa eventuais riscos.
Analise os custos adicionais
Além do valor do lance, o comprador normalmente precisa pagar:
- Comissão do leiloeiro
- ITBI
- Escritura
- Registro
- Custas judiciais em alguns casos
- Débitos não quitados previstos no edital
Segundo regras normalmente adotadas pelo mercado, a comissão do leiloeiro costuma ficar em torno de 5% do valor da arrematação.
Consulte a matrícula do imóvel
A matrícula atualizada permite verificar:
- Proprietário atual
- Pendências judiciais
- Hipotecas
- Restrições
- Histórico do imóvel
O documento pode ser solicitado no cartório de registro de imóveis.
Vale a pena comprar imóvel em leilão?
A resposta depende do perfil do comprador.
Para investidores que conhecem o mercado e conseguem lidar com possíveis burocracias, os leilões podem representar boas oportunidades de rentabilidade.
Já para quem busca o primeiro imóvel, a recomendação é ter cautela e estudar cuidadosamente cada oferta.
Quando o leilão pode ser vantajoso
Os leilões costumam ser mais interessantes quando:
- O imóvel está desocupado
- O desconto é elevado
- A documentação está regular
- Há possibilidade de valorização da região
- O comprador possui reserva financeira
Quando o risco pode ser maior
Por outro lado, o risco aumenta quando:
- O imóvel está ocupado
- Existem dívidas elevadas
- O edital possui cláusulas complexas
- A documentação está irregular
- O comprador não conhece o processo
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Como participar dos leilões de imóveis
Para participar, o interessado deve fazer cadastro na plataforma oficial da leiloeira responsável.
Normalmente, o processo envolve:
- Cadastro no site
- Envio de documentos pessoais
- Habilitação no leilão
- Leitura do edital
- Oferta de lances online
Os bancos orientam que os interessados utilizem apenas canais oficiais para evitar golpes.
Golpes em leilões imobiliários aumentam no ambiente digital
Com o crescimento dos leilões online, aumentaram também as tentativas de fraude envolvendo falsos sites e anúncios enganosos.
Criminosos costumam criar páginas semelhantes às de leiloeiras conhecidas para atrair compradores.
Como evitar golpes
Especialistas recomendam:
- Conferir o domínio oficial do site
- Verificar se o leiloeiro está registrado na Junta Comercial
- Desconfiar de pagamentos antecipados fora da plataforma
- Confirmar informações diretamente nos bancos
- Nunca transferir dinheiro para contas de terceiros
O Conselho Nacional de Justiça e órgãos de defesa do consumidor frequentemente alertam sobre fraudes nesse mercado.
Leilões refletem cenário do mercado imobiliário brasileiro
O aumento das ofertas de imóveis retomados também funciona como termômetro do atual cenário econômico.
Mesmo com recuperação gradual do crédito imobiliário em alguns segmentos, famílias brasileiras ainda convivem com juros elevados e aumento do custo de vida.
Ao mesmo tempo, investidores seguem buscando ativos reais como imóveis para diversificar patrimônio e proteger capital.
Nesse contexto, os leilões se consolidam como uma alternativa relevante tanto para bancos quanto para compradores.
O que avaliar antes de dar um lance
Antes de participar de qualquer leilão imobiliário, especialistas recomendam montar um planejamento financeiro completo.
Faça uma simulação dos custos totais
Muitos compradores consideram apenas o valor do lance e esquecem despesas adicionais.
O ideal é calcular:
- Comissão do leiloeiro
- Taxas cartoriais
- Reforma
- Custos judiciais
- Possíveis dívidas associadas
- Tributos
Pesquise o valor de mercado da região
Comparar o preço do leilão com imóveis semelhantes na mesma região ajuda a entender se o desconto realmente vale a pena.
Portais imobiliários, corretores e avaliações técnicas podem auxiliar nessa análise.
Evite decisões impulsivas
Especialistas do setor recomendam definir um teto máximo de lance antes do início do leilão.
Isso evita entrar em disputas emocionais que acabam reduzindo a vantagem financeira da compra.
Perspectiva para os próximos meses
A expectativa do mercado é que os leilões imobiliários continuem crescendo em 2026.
O avanço das plataformas digitais, combinado ao interesse de investidores e ao estoque de imóveis retomados pelos bancos, tende a manter o segmento aquecido.
Além disso, instituições financeiras seguem utilizando esse modelo como ferramenta para acelerar negociações e reduzir custos operacionais.
Para os consumidores, o cenário abre espaço para oportunidades, desde que a compra seja feita com planejamento, análise jurídica e atenção às regras do edital.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
