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O que esperar dos preços dos alimentos no 2º semestre?
Para o próximo semestre ,é esperado que a inflação sobre os alimentos desacelere. Confira aqui mais detalhes!
No segundo semestre, com a diminuição de custos agropecuários, adubos e combustível, a inflação sobre os alimentos deve apresentar recuo. No entanto, a desaceleração nos preços ocorrerá de forma gradual e os consumidores poderão observar somente a partir do início do próximo ano, segundo especialistas ouvidos pelo g1.
Os custos de produção no campo seguem em alta. Além disso, o poder de compra dos brasileiros continua escasso, as reduções nos preços podem ser sentidas minimamente pelo consumidor final.
Com a redução da cotação do petróleo no cenário internacional, os combustíveis e os fertilizantes devem ser influenciados, fator que incide diretamente sobre os preços de transporte e produção. Na comparação com 2021, os adubos permanecerão ainda mais caros.
A desaceleração lenta dos preços se justifica pela retomada da produção pecuária leiteira. No início do ano, produtores não conseguiram arcar com altos preços de produção. Somado a isso, a chegada do inverno provocou uma piora na qualidade das pastagens e reduziu os alimentos para os animais. O preço do leite, por exemplo, disparou 57% neste ano. A partir de setembro, essa realidade deve apresentar melhora com a época de chuvas.
Outro fator importante é a Guerra na Ucrânia. No final do mês, Kiev foi autorizada por um acordo, a retomar a exportação de grãos o que influi no valor do trigo e seus derivados e, contribui, para a redução dos preços dos alimentos.
Alguns produtos como soja e milho devem ficar mais baratos. Assim sendo, os produtores que utilizam os grãos como ração para os animais terão os custos reduzidos. Com a forte exportação de aves e gado, o faturamento das empresas aumenta, já que o dólar segue valorizado ante o real.
Já produtos como arroz, feijão e hortaliças não são beneficiados pela exportação. Esses itens são comercializados apenas no mercado interno, o que faz com que os produtores tenham um custo maior na importação, em dólar, e, um faturamento menor, em real. Nesse sentido, os preços desses insumos e seus derivados podem ser comprometidos.
Aumento no preço dos alimentos no mês de julho
De acordo com o levantamento mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apesar da deflação apresentada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), indicador oficial da inflação, o grupo de alimentos segue em alta, com avanço de 1,3%.
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Alguns itens aumentaram significativamente no mês de julho. Confira.
- Morango: + 103,81%;
- Cebola: + 40%;
- Batata inglesa: + 29,89%;
- Leite: + 25,46%;
- Café: + 15,24%;
- Queijo: + 5,28%;
- Manteiga: + 5,75%;
- Leite condensado: + 6,66%.
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