De acordo com o Banco Central, mais de 15 milhões de brasileiros já utilizam o sistema de Open Finance no Brasil, que permite compartilhar dados pessoais, bancários e financeiros entre as instituições. Contudo, dentro de um universo tão maior de transações financeiras, os números são muito mais baixos do que o esperado.
Por que o Open Finance ainda é pouco usado no Brasil, mesmo após 2 anos?
Sistema de Open Finance é usado por apenas 8% dos correntistas no país, mas tem tendência a crescer muito mais. Entenda o motivo!
Em resumo, apenas 8% dos 188 milhões de brasileiros com contas bancárias acessam a ferramenta que incentiva a inovação e estimula a concorrência dos serviços financeiros.
Uso tímido do Open Finance se relaciona com a educação financeira
Ao contrário do PIX, que se tornou o principal meio de pagamento no Brasil e é usado pela maioria dos correntistas, o Open Finance ainda não ganhou popularidade entre os brasileiros. Segundo especialistas, mesmo com 800 instituições participando do modelo, são apenas 22 milhões de consentimentos para acesso à ferramenta.
Nesse sentido, para o chefe do departamento de regulação do Sistema Financeiro do BC, João André Pereira, o motivo do baixo uso do Open Finance está no medo do brasileiro de compartilhar informações importantes. Ou seja, é necessária uma melhor educação financeira para que a modalidade passe a ser utilizada por mais pessoas.
Assim, ele explica que “a tendência é crescer na medida em que a gente for superando todas as etapas de implementação. As funcionalidades vão entrando, as instituições financeiras vão pensando novos produtos, oferecendo benefícios.”
Afinal, para que serve o Open Finance?
O Open Finance é um modelo que melhora o relacionamento dos clientes com as diferentes instituições de crédito. Isso porque, na prática, ele permite que bancos e outras empresas do setor financeiro tenham um acesso mais detalhado ao histórico de consumo de um cliente.
Por exemplo, um usuário de muitos anos de um banco pode ter taxas mais atrativas se migrar os dados para o concorrente. Afinal, o novo credor conhecerá as práticas de pagamento e pode ofertar serviços muito mais vantajosos para fidelizá-lo.
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+311 mil seguidores
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), até o momento, 45 produtos são negociados através do compartilhamento de dados via Open Finance. Em breve, a expectativa é que a ferramenta englobe também corretoras de investimentos, câmbio e previdência.
O Open Finance foi aprovado oficialmente em 24 de março de 2022, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e, segundo um relatório da Open Banking Excellence, o Brasil pode liderar globalmente o recurso em alguns anos, ultrapassando o Reino Unido, pioneiro no uso.
Imagem: THICHA SATAPITANON / Shutterstock.com
