Parlamentares do Partido dos Trabalhadores apresentaram uma proposta que visa diminuir a carga horária semanal de trabalho, mantendo o salário dos trabalhadores. A iniciativa, encabeçada pelo deputado Lindbergh Farias, pretende organizar a jornada para que o expediente ocorra apenas nos dias úteis, com limitações para o trabalho aos finais de semana, buscando melhorar a qualidade de vida dos empregados.
PT apresenta projeto para 36h semanais, de segunda a sexta, sem reduzir salário
Projeto de Lei do PT propõe jornada de trabalho de 36 horas semanais, de segunda a sexta-feira, sem redução salarial. Entenda!
O que diz o Projeto de Lei 3197/2025

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O texto do projeto propõe uma nova regulamentação para a jornada de trabalho, com impacto direto sobre empregadores e empregados. Entre os principais pontos, estão:
Jornada semanal reduzida
- A jornada padrão passaria de 44 para 36 horas semanais, distribuídas ao longo de cinco dias úteis — de segunda a sexta-feira.
- Cada dia teria até 8 horas de trabalho, respeitando o novo teto semanal.
- A proposta não altera os direitos previstos na CLT quanto aos intervalos intrajornada.
Proibição do trabalho aos sábados como regra geral
Embora o PL não proíba totalmente o trabalho aos sábados, ele estabelece como padrão a jornada de segunda a sexta-feira. Qualquer modelo que envolva o sábado deverá ser formalizado por acordo coletivo, com justificativas específicas.
Impacto em setores que usam a escala 6×1
Com a nova regra, modelos tradicionais como o 6×1 — em que o trabalhador atua por seis dias e folga um — ficam enfraquecidos. O setor de comércio e serviços, que historicamente utiliza essa escala, terá de negociar formalmente o trabalho aos finais de semana.
Regras para horas extras
O projeto endurece as regras para horas extras, especialmente nos fins de semana e feriados, exigindo acordo coletivo prévio e pagamento de, no mínimo, cem por cento acima do valor normal.
Plantões e compensações continuam válidos
Apesar das restrições ao trabalho contínuo, o projeto mantém a possibilidade de escalas alternativas, como o popular regime 12×36, desde que observadas novas condições.
Objetivos
De acordo com Lindbergh Farias, a proposta visa reduzir a sobrecarga de trabalho, promover maior convivência familiar e permitir que os trabalhadores tenham mais tempo para lazer, estudos e cuidados com a saúde.
Outro ponto de destaque do PL 3197/2025 é a possibilidade de que, ao limitar o uso excessivo de horas extras, empresas sejam incentivadas a contratar novos funcionários. Assim, a medida também se apresenta como um instrumento de estímulo à geração de empregos formais.
Reações e próximos passos

A proposta ainda será distribuída para as comissões da Câmara, onde será analisada antes de ser votada em plenário. Especialistas em direito trabalhista e representantes do setor produtivo devem ser ouvidos durante o processo.
Expectativa de debate intenso
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A tramitação do projeto deve gerar intensos debates no Congresso, sobretudo entre representantes empresariais, que tendem a ver a mudança com cautela. Entre os pontos que devem causar mais controvérsia, estão:
- A redução da jornada sem corte de salário, que pode aumentar o custo do trabalho;
- A restrição ao trabalho aos sábados, especialmente em setores que operam em regime contínuo.
FAQ – Perguntas frequentes
A jornada de 12×36 será proibida?
Não. Esse modelo segue válido, desde que negociado coletivamente e que a média de horas no mês não ultrapasse o limite semanal de 36 horas.
A medida reduz o salário dos trabalhadores?
Não. A proposta assegura que a redução da jornada não implica redução de salário.
Considerações finais
Mais do que uma simples alteração numérica na jornada, o PL 3197/2025 convida o país a refletir sobre como o tempo de trabalho é distribuído, valorizado e protegido. Se aprovada, a medida poderá representar um novo capítulo nas relações trabalhistas brasileiras, com foco na dignidade, qualidade de vida e valorização do trabalhador. O debate agora segue para o Congresso Nacional, onde encontrará vozes divergentes, mas também a oportunidade de reimaginar o futuro do trabalho no Brasil.
