A Receita Federal do Brasil (RFB) ampliou a fiscalização sobre a apuração de créditos de PIS/Pasep e Cofins, com foco em empresas que utilizam o regime não cumulativo. A medida acende um alerta para contadores, empresários e departamentos fiscais, especialmente diante do aumento de autuações por uso indevido desses créditos.
Receita aponta erros em compensações de PIS, Cofins e Pasep
Receita Federal intensifica fiscalização de créditos de PIS/Cofins. Veja riscos, erros comuns e como empresas podem evitar multas.
Segundo a própria Receita, inconsistências na apuração podem resultar em multas elevadas, cobrança de tributos retroativos e até processos administrativos.
O que são créditos de PIS/Pasep e Cofins
No regime não cumulativo, empresas podem descontar créditos relacionados a custos, despesas e encargos vinculados à sua atividade.
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Como funciona na prática
A empresa paga PIS e Cofins sobre o faturamento, mas pode reduzir o valor devido utilizando créditos gerados em determinadas operações.
Exemplo prático
Uma indústria que compra matéria-prima pode gerar crédito sobre esse insumo e utilizá-lo para abater tributos na venda do produto final.
Por que a Receita Federal está fiscalizando mais
A intensificação da fiscalização ocorre por diversos fatores estruturais e econômicos.
Aumento de inconsistências identificadas
Com o avanço do cruzamento de dados digitais, a Receita tem identificado divergências entre:
- Declarações fiscais (EFD-Contribuições)
- Notas fiscais eletrônicas
- Escrituração contábil
Uso indevido de créditos
Muitas empresas acabam utilizando créditos que não são permitidos pela legislação, seja por erro ou interpretação equivocada.
Pressão por arrecadação
Em cenários de necessidade de aumento de receita pública, a fiscalização tende a ser reforçada.
Principais erros cometidos pelas empresas
A Receita Federal tem focado em padrões recorrentes de irregularidades.
Crédito sobre despesas não permitidas
Nem toda despesa gera crédito. Exemplos comuns de erro incluem:
- Despesas administrativas gerais
- Custos não diretamente ligados à atividade
- Serviços sem vínculo com a produção
Interpretação equivocada de insumos
O conceito de “insumo” já gerou debates jurídicos no Brasil. Segundo decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve haver essencialidade ou relevância para a atividade da empresa.
Falhas na documentação
A falta de comprovação adequada pode invalidar créditos, mesmo que sejam legítimos.
Consequências para empresas
Erros na apuração podem gerar impactos financeiros significativos.
Multas e autuações
A Receita pode aplicar multas que chegam a até 75% do valor do tributo devido, podendo aumentar em casos de fraude.
Cobrança retroativa
Empresas podem ser obrigadas a devolver valores utilizados indevidamente, com juros e correção.
Riscos jurídicos
Além da esfera administrativa, podem surgir disputas judiciais.
Como se proteger da fiscalização
Diante do cenário, empresas precisam adotar boas práticas fiscais.
Revisão periódica da apuração
Auditorias internas ajudam a identificar inconsistências antes de uma fiscalização.
Atualização da equipe contábil
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+311 mil seguidores
A legislação tributária brasileira muda com frequência. Manter a equipe atualizada é essencial.
Uso de tecnologia
Sistemas de gestão fiscal e compliance ajudam a cruzar dados e evitar erros.
Consulta a especialistas
Em casos mais complexos, o apoio de consultorias tributárias pode evitar prejuízos.
O papel da tecnologia na fiscalização
A Receita Federal tem investido fortemente em tecnologia para ampliar o controle.
Cruzamento automatizado de dados
Ferramentas digitais permitem identificar inconsistências rapidamente.
Big data e inteligência artificial
Essas tecnologias ajudam a detectar padrões de irregularidades em larga escala.
Impacto no ambiente de negócios
A fiscalização mais rigorosa tende a aumentar o nível de conformidade das empresas.
Competição mais justa
Empresas que seguem corretamente as regras não são prejudicadas por concorrentes que utilizam créditos indevidos.
Maior profissionalização
O cenário exige mais organização e controle das rotinas fiscais.
Conclusão
A intensificação da fiscalização sobre créditos de PIS/Pasep e Cofins reforça a necessidade de atenção redobrada por parte das empresas. O uso correto desses créditos pode gerar economia tributária, mas erros podem resultar em prejuízos significativos.
A recomendação é investir em controle, atualização e boas práticas fiscais para evitar riscos e garantir conformidade com a legislação.
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