A região da Amazônia Legal, com seus mais de 5 milhões de km² e rica diversidade cultural, enfrenta desafios crônicos de desenvolvimento econômico. Com baixa produtividade, alto grau de informalidade e difícil acesso a serviços financeiros, micro e pequenos empreendedores da região muitas vezes operam à margem das oportunidades disponíveis nos grandes centros.
Conheça o plano da Stone que leva R$ 295 milhões de crédito à Amazônia!
Com apoio do BID Invest, a Stone vai expandir crédito para PMEs na Amazônia Legal, com foco em mulheres e negócios locais.
É neste cenário que a Stone, empresa brasileira de meios de pagamento, anunciou um passo importante para fomentar o empreendedorismo local: um financiamento de R$ 295 milhões com o BID Invest, braço de investimentos privados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destinado a expandir a oferta de crédito para pequenas e médias empresas (PMEs) na Amazônia.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4), e marca a primeira parceria entre a fintech e o BID Invest.
Leia mais: Totvs compra Linx por R$ 3,05 bi e mira o varejo
Financiamento para transformar a realidade da Amazônia

O aporte milionário será voltado exclusivamente à expansão da carteira de crédito da Stone na Amazônia Legal, região que abrange nove estados brasileiros e representa mais de 50% do território nacional. A empresa vai direcionar os recursos principalmente para pequenos empreendimentos, com foco especial em negócios liderados por mulheres.
“Este financiamento nos ajudará a alcançar o ‘Brasil profundo’, que é o Brasil dos necessitados”, afirmou Carolina da Costa, diretora de Sustentabilidade e Impacto da Stone. A executiva destacou a relevância de projetos que busquem transformar realidades periféricas e dar suporte à base da economia brasileira.
Segundo a companhia, o plano também prevê ações de consultoria para capacitação de empreendedores e apoio à inclusão produtiva de públicos historicamente negligenciados no acesso ao crédito.
Mais do que crédito: soluções para empreendedoras
O financiamento não será apenas financeiro. Uma das contrapartidas do acordo com o BID Invest é a criação de soluções específicas para mulheres empreendedoras em regiões remotas. Isso inclui desde ferramentas tecnológicas adaptadas às condições locais até programas de capacitação com abordagem prática e inclusiva.
O foco em negócios femininos tem razão de ser: segundo dados do Sebrae, mulheres empreendedoras são maioria entre os microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil, mas enfrentam maiores obstáculos na hora de acessar financiamento, especialmente em áreas menos desenvolvidas como a Amazônia.
O objetivo é equilibrar o jogo e permitir que essas mulheres tenham as mesmas oportunidades de crescimento, independentemente da localização geográfica ou do nível de escolaridade.
Um projeto que antecede crises geopolíticas
A operação com o BID Invest vinha sendo costurada há mais de um ano, e não tem relação direta com discussões recentes sobre tarifas comerciais ou contextos políticos internacionais, como as eleições nos EUA.
“Este processo começou já tem mais de um ano. Não tinha ainda eleição americana, não tinha tarifa, não tinha esse desafio do mundo mais multipolar”, explicou Diego Salgado, diretor de tesouraria da Stone no Brasil.
O executivo também ressaltou que a Stone tem buscado diversificar suas fontes de financiamento e investir em impacto social como parte da estratégia corporativa.
Um mercado promissor, mas desassistido
O investimento na Amazônia Legal surge em um momento em que cresce o interesse de grandes empresas por projetos de impacto social e sustentabilidade na região. Apesar da riqueza ambiental e do potencial turístico e produtivo, a região carece de infraestrutura financeira básica.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Dados do IBGE e do próprio BID indicam que a informalidade domina o mercado de trabalho local. Para muitos pequenos empresários, o acesso a crédito ainda é limitado ou inexistente. O financiamento da Stone, portanto, tem potencial para estimular um ciclo virtuoso de formalização, investimento e crescimento econômico sustentável.
Consultoria e capacitação: pilares do projeto
Além do crédito, a Stone e o BID Invest vão investir em educação financeira, orientação sobre gestão e capacitação digital. Essas iniciativas devem ser oferecidas por meio de consultorias e parceiros locais, com ênfase em modelos acessíveis e práticos.
A ideia é que o financiamento não apenas injete recursos na economia regional, mas transforme a relação de pequenos empreendedores com o dinheiro e a tecnologia, gerando uma nova cultura empreendedora mais resiliente e preparada para os desafios contemporâneos.
A Stone e seu compromisso com impacto

A Stone vem apostando em projetos de impacto social como parte do seu modelo de negócios. Ao longo dos últimos anos, a fintech já realizou diversas iniciativas voltadas a inclusão financeira de microempresários, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
A parceria com o BID Invest consolida essa estratégia e reforça o papel das fintechs como agentes de transformação social, ao mesmo tempo em que amplia a presença da empresa em mercados ainda pouco explorados.
Com informações de: CNN Brasil
Pode ser do seu interesse:
