As negociações para regularização do serviço de motoristas de aplicativos seguem em andamento. Uma nova reunião para discutir a pauta ocorreu em Brasília, na última segunda-feira (14). O encontro contou com a participação de integrantes do governo federal, associações e representantes dos condutores.
Última proposta de remuneração mínima desagrada motoristas de aplicativo e entregadores; entenda
Categoria afirma que acordo de remuneração é inviável, e um novo encontro entre as partes será realizado ainda em agosto. Saiba mais!
No entanto, os envolvidos ainda não chegaram a um veredito. Portanto, eles realizarão uma nova rodada de negociações no dia 29 de agosto. Nessa ocasião, os responsáveis farão ajustes nas propostas enviadas, uma vez os profissionais da área não receberam bem as últimas.
Acordo com motoristas de aplicativo
O governo federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, está empenhado em estabelecer uma legislação que atenda aos motoristas de plataformas, como Uber, 99, Rappi e iFood. A expectativa era que finalizassem a pauta no evento desta semana, o que não aconteceu devido às propostas apresentadas.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) enviou as propostas, no entanto, as lideranças dos motoristas e entregadores não ficaram satisfeitas com os pontos estabelecidos. Segundo elas, as garantias e valores são inviáveis.
A categoria ainda está pressionando o poder público para que a legislação de regulamentação desses serviços seja diferente dos pontos estabelecidos na CLT.

Pontos da proposta
A negociação apresentada pela Amobitec estabelece uma remuneração de R$ 15,60, por hora, para motoristas de aplicativos de transporte. Quanto aos entregadores, a proposta separou os valores de acordo com a modalidade do deslocamento.
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Os motociclistas receberiam uma remuneração de R$ 10,20, enquanto os motoristas teriam piso de R$ 10,86 a cada hora de serviço. Já os entregadores que utilizam bicicletas teriam um piso de R$ 6,54. Independentemente do meio de transporte, o valor seria referente ao período de trabalho. Assim, as propostas não consideravam os intervalos em que os condutores descansam ou procuram passageiros no piso.
Imagem: rafastockbr/ Shutterstock.com
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