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Um a cada dois brasileiros não fica contente e busca renda extra

Quase metade dos trabalhadores brasileiros precisam buscar outra forma para conseguir uma renda extra. Confira mais detalhes!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Em uma pesquisa realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) ficou evidente que quase metade dos brasileiros recorrem aos chamados “bicos” para complementar a renda. São 45%, o que corresponde a 70,2 milhões de cidadãos. O estudo coletou dados das cinco regiões do país. 

O Norte e o Centro-oeste são as localidades onde o trabalho extra é mais popular. Quase 48% dos moradores dessas regiões exercem outras funções para complementar a renda mensal. 

“Bicos” para fazer renda extra

Para a renda extra, os serviços gerais, como faxina, manutenção, reparos residenciais, são os mais comuns. Logo atrás está a produção de itens alimentícios em domicílio para a venda. Outro recurso, um pouco menos utilizado, é a venda de roupas e usados. 

A pandemia contribui para o aumento no percentual. Muitas famílias que recebem apenas um salário mínimo não conseguem arcar com as despesas diante do cenário econômico que o país tem enfrentado, de inflação elevada e alta de juros. 

Ainda com base na pesquisa, a maior dificuldade está em comprar alimentos. Cerca de 126 milhões de pessoas afirmam que a pobreza e a fome aumentaram no país. Vale ressaltar que o Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas) de onde havia saído em 2015. 

Os números divulgados pela ONU apontam que a média de pessoas em insegurança alimentar no Brasil está acima da média global. São 61 milhões que enfrentam dificuldade para se alimentar, desses, 15 milhões de brasileiros passam fome. Os moradores das capitais e periferias metropolitanas conseguem observar essa realidade de forma mais clara. 

Trabalho informal cresce no país 

As últimas informações sobre o desemprego no país demonstraram queda. No entanto, o número de pessoas em trabalho informal bateu recordes, o que implica na precarização do trabalho e salários mais baixos. 

O setor de serviços, fortemente impactado pela pandemia de Covid-19, com o retorno das atividades viu a demanda voltar a crescer. Nesse cenário, o setor passou a contratar mais, mas com um salário menor devido a alta demanda de produção.  

A partir da análise da PNAD Contínua, a Fundação Arymax em parceria com a B3 Social, divulgaram uma pesquisa que demonstra que 60% dos trabalhadores informais fazem “bicos” no país. 

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Além disso, a análise permite traçar o perfil do trabalhador informal que realiza atividades de demanda instável. A maior parte é homem, jovem, preto e de baixa escolaridade. 

Com relação às regiões, o Norte e o Nordeste lideram o ranking de trabalhadores informais com 49% e 45,5%, respectivamente. 

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Imagem: Vergani Fotografia / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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