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Quer emprego? Nestas áreas é mais fácil de achar!
Você está procurando emprego? Uma pesquisa realizada pelo IBGE apontou quais áreas de emprego mais cresceram ultimamente.
Os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o mercado de trabalho têm preocupado. Apesar da diminuição do número de desempregados, as informações retratam um cenário onde muitos brasileiros trabalham sem carteira assinada e com salários menores.
De abril a junho deste ano, a taxa de desemprego ficou em 9,3%, o menor patamar desde 2015. As áreas que apresentam maiores números de ocupação são Construção civil, Comércio, Serviços domésticos e outras.
Áreas com maiores possibilidades de empregos
De acordo com o Instituto, as áreas que mostraram um aumento no número de pessoas ocupadas são as seguintes:
- Comércio e reparação de veículos: mais de 2,4 milhões de pessoas;
- Indústria: mais de 1,2 milhão de pessoas;
- Alojamento e alimentação: mais de 1 milhão de pessoas;
- Serviços domésticos: mais de 930 mil pessoas;
- Construção: mais de 753 mil pessoas;
- Transporte, armazenagem e correio: mais de 463 mil pessoas;
- Administração pública, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: mais de 893 mil pessoas;
- Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: mais de 568 mil pessoas
Os números correspondem ao aumento da população ocupada em determinadas áreas na comparação do 2º trimestre de 2021 com o 2º trimestre de 2022. Os dados de ocupação consideram tanto trabalhadores informais quanto formais.
O que explica esse aumento?
Esse aumento pode ser explicado, em partes, pelo arrefecimento do cenário pandêmico. O setor de serviços, fortemente impactado pela crise sanitária, voltou a apresentar resultados positivos justamente pela melhora da pandemia de Covid-19 após a vacinação da população e o retorno das atividades.
Trabalho informal recorde
O aumento no setor de serviços, que engloba uma imensa quantidade de possíveis ocupações, implica na informalidade do trabalho, uma vez que exige uma grande quantidade de mão de obra e acaba pagando salários mais baixos.
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Recentemente, o número de trabalhadores informais bateu recorde no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas exercem suas funções sem carteira assinada. O que corresponde a um crescimento de 23% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Em contraponto, o número de trabalhadores formais só cresceu 11,5%. Dessa forma, outro fenômeno vem sendo observado e está diretamente relacionado com a quantidade de trabalhos informais: a queda dos salários reais.
Embora a economia tenha apresentado um certo alívio nesse momento, analistas afirmam que é por pouco tempo. Isso se deve às medidas aplicadas pelo Governo Federal para conter os altos preços sobre determinadas áreas e a ampliação e criação de novos programas sociais.
No entanto, todas elas têm validade somente até dezembro deste ano. Ou seja, para o próximo ano, os preços voltarão a ficar pressionados e o crescimento econômico deve demorar um pouco mais para retornar a um bom patamar. Esses fatores recaem sobre as oportunidades de trabalho e a qualidade desses trabalhos.
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