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Valor do aluguel aumenta quase o dobro da inflação no país

Em algumas capitais, o valor do aluguel acumula alta acima da taxa inflacionária. Entenda nesta matéria os motivos!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Valor do aluguel aumenta quase o dobro da inflação no país

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Com a crescente alta das taxas de juros, o mercado imobiliário viu seus clientes desistirem da compra da casa própria. O arrefecimento da pandemia influenciou muitos brasileiros a voltarem a morar de aluguel. Segundo o FipeZap+, índice que aponta as principais tendências do mercado de imóveis, o valor do aluguel subiu 9,49% desde janeiro, enquanto a taxa de juros, no mesmo período, foi de 5,49%. 

A partir da melhora no cenário da crise sanitária que assolou o mundo nos últimos dois anos, por meio da vacinação e retomada das atividades, os aluguéis passaram a aumentar, já que os locadores viram a possibilidade de cobrar um valor maior, com base nos índices que influenciam o preço dos imóveis. 

Em paralelo, o aumento dos juros fez com que muitas pessoas que se preparavam para adquirir a casa própria, deixassem esse plano de lado e voltassem a morar de aluguel, a fim de evitar os riscos de inadimplência e fugir dos altos preços dos financiamentos. No ano passado, a taxa de juros estava a 2%. Atualmente, chega a 13,25%. 

Aumento do aluguel pelo país 

O percentual de 9,49% representa a média do país. Em algumas capitais, o aumento é ainda maior. Veja. 

  • Goiânia: + 19,55%; 
  • Florianópolis: + 18,6%;
  • Salvador: + 15,26%;
  • Rio de Janeiro: + 10,8%.

O mercado imobiliário de São Paulo chega a cobrar R$ 43 por metro quadrado. No Rio, esse valor chega a R$ 35. 

Diante desse cenário, os apartamentos menores e edifícios que oferecem menos serviços passam a ser mais procurados pelos inquilinos. 

Inflação do aluguel 

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), conhecido como inflação do aluguel, apresentou alta de 0,21% no último mês de julho. No período de um ano, o indicador acumula crescimento de 8,39%. 

Dessa forma, o IGP-M é formado por outros tipos de índices como o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado). 

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Tais índices são responsáveis por medir diferentes setores do consumo. O IPA-M, por exemplo, corresponde a cerca de 60% do IGP-M e calcula os preços de itens do atacado do agronegócio e das indústrias nacionais. 

Já o IPC-M analisa o consumo dos brasileiros nas áreas de saúde, habitação, educação, lazer, transporte, entre outras. Enquanto o INCC-M, dedica-se a analisar a oscilação dos preços de produtos usados em construções e mão de obra. 

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Imagem: Tanoy1412 / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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