Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Adidas teve queda de 96% nos lucros: entenda por que

Descubra nessa matéria o que fez com que a Adidas tivesse uma queda significativa nos lucros e quais são as projeções da empresa.

Gabriela Stähler PadilhaPor Gabriela Stähler Padilha5 min de leitura
adidas-crise

Com a crise do novo coronavírus, muitas empresas estão faturando menos e tendo menos lucro. Alguns negócios pequenos podem não sobreviver à crise que veio junto com o isolamento social em todo o mundo. Já as empresas maiores têm mais chances de sobreviver, ainda que sofram com as quedas nas vendas. Um exemplo expressivo é o da marca de artigos esportivos Adidas. A empresa teve queda de 96% no lucro no primeiro trimestre de 2020. O lucro líquido da marca nos três primeiros meses do ano foi de 26 milhões de euros, enquanto que no mesmo período de 2019 foi de 633 milhões. As ações da empresa, só esse ano, já caíram 30%.

É provável que você também goste:

Trabalhadores não conseguem sacar o Auxílio Emergencial por erros no aplicativo da Caixa

Somente 21% dos brasileiros tiveram educação financeira na infância, diz pesquisa

Descubra o que são fundos cambiais e por que eles deram lucro na crise

Apesar da queda nos lucros, a diminuição nas vendas não foi tão expressiva, sendo de 20% para a marca Adidas e 12% para a marca Reebok. Nas vendas online, os números não são ruins, porém não o suficiente para deixar a empresa com saldo positivo no trimestre. O e-commerce da marca cresceu 35% no trimestre, seguindo a tendência das compras online no isolamento. A empresa espera superar a meta de 2020, que é fazer 4 bilhões de euros de receita no comércio eletrônico.

China representou maior queda para a Adidas

O que puxou esse lucro para baixo no primeiro trimestre foram as vendas na China. A queda nas vendas no país asiático foi de 800 milhões de euros. Esse número representa uma queda de 58% em relação às vendas para o país no mesmo período do ano passado. Vale lembrar que a China foi o primeiro país afetado pelo novo coronavírus.

Quando o comércio no país foi retomando e as lojas da Adidas puderam reabrir, a crise foi tomando conta de outros locais, o que também afetou a marca. Com estabelecimentos fechados, não há novos pedidos para a fábrica de artigos esportivos.

Na Europa, também amplamente afetada pelo vírus, as vendas de artigos da empresa diminuíram 8% no primeiro trimestre. Em contrapartida, na Rússia houve um aumento nas vendas da empresa. O país sofre menos com a covid-19 no momento e, no primeiro trimestre, registrou crescimento de 9% nas vendas da Adidas.

Como o isolamento social se intensificou no ocidente há pouco tempo, as perspectivas da Adidas para o segundo trimestre de 2020 não são muito boas. A empresa projeta uma queda de 40% nas vendas no período, pois ainda são poucos os países que estão tendo reabertura do comércio. Cerca de 70% das lojas da Adidas no mundo estão fechadas. Ainda que demitir funcionários não seja uma possibilidade descartada, a empresa de itens esportivos diz que vai evitar a medida.

Como se preparar para as crises

No caso da Adidas, um trimestre com resultado abaixo do esperado pode não comprometer o futuro da empresa. Quando falamos de um pequeno estabelecimento, esse cenário pode causar a falência.

Por isso, é fundamental agir rápido se você tem uma empresa que está sofrendo com a baixa no faturamento devido ao isolamento social. Revisar os custos é algo necessário para não ter que fechar as portas em meio à crise.

Renegociar dívidas com bancos, revisar contratos com fornecedores e procurar seus direitos são algumas soluções. Quem é MEI, por exemplo, pode aproveitar os seis meses a mais para pagar os tributos mensais.

Outra forma de não sofrer tanto com o isolamento social no seu negócio é aproveitar a internet. A própria Adidas teve um crescimento no comércio eletrônico. Essa é uma saída para continuar faturando e permitir que as pessoas consumam seus produtos sem sair de casa.

Utilize aplicativos de entrega, crie um site para seus produtos e aproveite o alcance das redes sociais para vender online. Criando conteúdo todos os dias e engajando sua comunidade de seguidores, é possível impedir que sua empresa paralise nesse período.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Setores que mais sofrem com a pandemia

Além da queda nas vendas dos artigos esportivos, outros setores da economia sofrem com o faturamento menor nesse momento de pandemia. De acordo com a Bain & Company, os eletrodomésticos, produtos e serviços de beleza estão tendo menos vendas agora, mas podem ter um pico após o período de isolamento social.

Ainda de acordo com a pesquisa, há alguns setores que podem ter uma recuperação mais lenta e precisam se planejar para os próximos meses. São eles os cinemas, teatros, academias, eventos, hotéis, restaurantes e turismo.

Já os que são beneficiados com o isolamento social são o ensino a distância, o entretenimento online, os softwares para trabalhar em casa, a telemedicina e os planos de saúde.

Quanto à Adidas, a empresa espera se recuperar logo após a pandemia, pois aumentará a motivação para sair e fazer exercícios. “Os exercícios, assim que as pessoas puderem sair, acho que crescerão muito rapidamente porque, depois de passar seis, oito, 10 semanas dentro, acho que o desejo de sair e se movimentar será bastante sincero”, disse o CEO Kasper Rorsted.

Enfim, gostou da matéria?

Então, siga o nosso canal do YouTube, e nossas redes sociais como o FacebookTwitter e Instagram. Assim acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito digitais, empréstimos e matérias relacionadas ao assunto de fintechs.

Imagem: Fachry Zella Devandra / Unsplash

Gabriela Stähler Padilha

Autor

Gabriela Stähler Padilha

Graduanda em Jornalismo pela UNISINOS. Trabalho há sete anos com comunicação e sou apaixonada por finanças pessoais e tecnologia.

Topicos relacionados