Tempo estimado de leitura: 4 minutos
Aumenta a tensão entre os Estados e o Governo Federal sobre o ICMS
O Tesouro Nacional iniciou uma ação para conter a compensação imediata pela redução do ICMS nos Estados. Saiba mais detalhes!
Após a aprovação da redução do teto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelo Congresso Nacional, as desavenças entre os Estados e o Governo Federal começaram a aparecer. A medida foi vista por muitos como uma medida eleitoral e alguns governadores chegaram a afirmar interferência indevida por parte do governo.
O teto do ICMS foi reduzido a fim de diminuir os altos custos dos combustíveis e da energia elétrica. Vale ressaltar que a alíquota, antes da legislação atual, era estabelecida pelas próprias unidades federativas. Em alguns estados, por exemplo, a tributação ultrapassava os 30% referente aos combustíveis.
Compensação
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu o pedido de alguns governadores para a compensação imediata das perdas devido à redução dos impostos por meio do abatimento de dívidas dos Estados com a União. O Governo Federal não ficou muito satisfeito, já que na proposta as compensações só ocorreriam a partir do próximo ano.
São Paulo, Alagoas, Maranhão e Piauí foram os estados beneficiados pelas liminares do STF. Após a determinação da autoridade, analistas afirmaram que as outras unidades federativas também seguiriam os mesmos passos.
Nessa semana, o Tesouro Nacional iniciou uma operação a fim de conter o efeito “dominó” Em documentos enviados aos Estados, segundo informações obtidas pelo Estadão, o Tesouro diz que a capacidade de pagamento desses estados poderia “ser reclassificada em decorrência da declaração, no âmbito de processo judicial, de dificuldades financeiras”.
A atitude foi vista como retaliação do governo pelos secretários estaduais da Fazenda. Dessa forma, a tensão entre o Governo Federal e os Estados continua a aumentar.
Redução do ICMS
A redução do teto do ICMS para 18% e 17% funcionou como medida para diminuir os altos preços sobre os combustíveis. Os valores da gasolina e do etanol nas bombas têm apresentado queda desde que a legislação foi aprovada.
O prejuízo dos Estados, no entanto, é alarmante. Isso porque, como dito anteriormente, em alguns casos, a alíquota do imposto era de mais de 30%. O Rio de Janeiro é um exemplo, com 32%. Com a diminuição na arrecadação, milhões de reais serão perdidos pelos Estados, que destinavam parte do montante para outras áreas, como saúde e educação.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Além disso, analistas já afirmavam que a desoneração dos impostos só teria efeitos de forma imediata sobre os preços, o que poderia causar uma maior pressão da inflação quando considerado o médio e o longo prazo. A medida é válida até dezembro deste ano.
Para o ano que vem, o novo governo encontrará desafios para arcar com os efeitos dessa redução.
Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças?
Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças.
Imagem: BW Press / Shutterstock.com
Pode ser do seu interesse:
