Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Aumento na Selic faz disparar os juros dos financiamentos imobiliários

Com a alta crescente da taxa básica de juros, os financiamentos ficaram muito mais caros. Confira algumas dicas dos especialistas.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago4 min de leitura
Caixa financiamento imobiliário

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

De 2020 a 2022, a taxa básica de juros Selic foi de 2% a 13,25%. Os brasileiros que financiaram imóveis dois anos atrás podem ter economizado uma quantia significativa em juros, isso porque a taxa se encontrava em sua mínima histórica, o que representou um CET (Custo Efetivo Total) de 7% ao ano, em média. 

A mudança expressiva na Selic elevou os custos totais dos financiamentos, que nesse momento cobram em média 9,8% ao ano dos contratantes. Esse aumento de 2,8% no CET significa que no caso de imóveis de R$ 250 mil, por exemplo, é acrescentada uma diferença de R$ 68 mil em juros.  

Em imóveis mais caros, como os de R$ 500 mil e R$ 1 milhão, o adicional de juros é de R$ 137 mil e R$ 300 mil, respectivamente. Hoje, quem financia um imóvel paga 20% a mais em comparação a 2020. 

De acordo com consultores, o CET deveria ser ainda maior. O que impediu essa alta foi a concorrência entre os bancos com a chegada das fintechs no mercado financeiro, que oferecem juros mais baixos. 

Além disso, a taxa do mercado imobiliário não se movimenta na mesma proporção que a Selic, apesar de ser guiada por ela. O risco de inadimplência também é um fator significativo que compõe a taxa do CET. 

O que é o CET? 

O Custo Efetivo Total contém todos os encargos, tributos, taxas e despesas de um financiamento. Ele serve como base para informar todos os custos que o comprador vai ter ao financiar. 

Todas as empresas são obrigadas a informar o valor do CET no contrato. 

O que dizem os especialistas? 

Nesse sentido, especialistas não recomendam o financiamento de imóveis em momentos de juros altos, como o atual. O mais indicado é esperar a taxa Selic começar a apresentar quedas. Segundo os dados mais recentes do Boletim Focus, isso só deve ocorrer a partir de 2024.

Para consultores, o melhor a se fazer é aproveitar esses dois anos para aumentar o valor de reserva, aplicar o dinheiro em renda fixa para ter um maior valor para a entrada em 2024. Uma boa opção de investimento é o Tesouro Selic, que oferece liquidez diária e paga a variação de juros do período. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Atenção para os financiamentos 

Para os brasileiros que não podem esperar o cenário econômico brasileiro apresentar melhora, há alguns aspectos que demandam mais atenção em relação aos financiamentos. O mais importante é que, antes de financiar um imóvel, é fundamental ter certeza de que as parcelas serão pagas. 

Um financiamento imobiliário não pode comprometer mais que 30% da renda mensal familiar, por definição da Lei de Comprometimento de Renda. Quando as parcelas ficam dentro desse percentual, é preciso ainda considerar os outros gastos e dívidas, para que não ultrapassem o valor e comprometam a renda da família. 

Outro fator importante que deve ser levado em conta é o índice pelo qual as parcelas serão reajustadas. As taxas mais comuns nesses casos são Taxa Referencial (TR), Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). O valor a ser pago no final será constituído pelo CET e o índice de correção. 

Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças? 

Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças. 

Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados