Na última quarta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou o empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil. Contudo, a medida não determina o limite das taxas de juros cobradas. Embora a medida ainda não tenha sido regulamentada, instituições financeiras já têm feito pré-cadastros com taxas de até 86% ao ano. Entretanto, os maiores bancos privados do Brasil não devem oferecer a modalidade de crédito.
Qual será o limite de juros do consignado do Auxílio Brasil?
Embora o consignado do Auxílio Brasil ainda não tenha sido regulamentado, instituições financeiras já o oferecem com taxas de até 86% ao ano.
Bancos grandes não irão oferecer
Ao serem questionados, o C6 Bank, Santander e Itaú Unibanco afirmaram que não irão oferecer o consignado, que desconta a parcela da dívida de forma automática do valor do benefício. Já o Bradesco informou que está avaliando a proposta, “mas, a princípio, não deve operar a linha”.
O Banco do Brasil afirmou que “analisa a possibilidade”. A Caixa Econômica Federal vai oferecer o crédito, e destacou que “as taxas de juros serão informadas quando iniciarem as contratações”.
De acordo com o Ministério da Cidadania, as taxas de juros serão fixadas pelas instituições.
Ofertas de consignado
O consignado do Auxílio Brasil foi aprovado pelo Congresso no dia 7 de julho. E, desde então, ofertas de empréstimo a beneficiários do programa social já circulam pelas redes sociais. Dessa forma, uma das publicações comunica a liberação de R$ 3.105,00 a quem receber o Auxílio Brasil de R$ 600,00. Assim, a quantia seria paga em 24 vezes de R$ 240,00 com juros de 85,99% ao ano.
Portanto, as taxas de juros dos anúncios estão muito acima das praticadas em outras modalidades do crédito consignado. De acordo com o Banco Central, em abril a taxa de juros média em consignados a servidor público era de 20,9% ao ano. E, para os beneficiários do INSS, era de 26,9%. Já para os trabalhadores privados, 36,8%.
Consignado do Auxílio Brasil
O empréstimo consignado do Auxílio Brasil terá um limite de 40% por mês. Dessa forma, essa será a margem máxima de descontos que os beneficiários poderão ter mensalmente na folha de pagamentos, baseados no valor do programa, que é de, no mínimo, R$ 600,00 por mês até dezembro.
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Portanto, o valor máximo a ser descontado mensalmente será de R$ 240,00 até o fim do ano, pois em janeiro valor do benefício voltará para R$ 400 e o desconto máximo será de R$ 160.
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Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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