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Governo exige troca dos medidores de luz até 2035: veja o que muda

Medidores de luz inteligentes serão obrigatórios até 2035. Veja aqui o que muda e como isso pode impactar sua conta de luz. Saiba mais agora!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
Governo exige troca dos medidores de luz até 2035 veja o que muda

Os medidores de luz usados atualmente nas residências e pequenos comércios do país estão com os dias contados. Uma nova norma do governo federal determina que esses equipamentos sejam substituídos por modelos inteligentes até 2035, marcando o início de uma nova era para o setor elétrico brasileiro.

Com a publicação da Portaria Normativa nº 111, de 18 de junho de 2025, o Ministério de Minas e Energia oficializa o plano nacional de digitalização das redes de baixa tensão. A decisão promete modernizar a infraestrutura elétrica e trazer impactos diretos para milhões de consumidores.

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Imagem: Freepik e Canva

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Novos medidores de luz: O que muda para o consumidor?

A digitalização da rede elétrica pretende colocar o Brasil no mesmo patamar tecnológico de países com sistemas energéticos mais avançados. Para o consumidor, isso representa uma série de benefícios práticos, que vão além da simples troca de equipamento.

O primeiro deles é a transparência no consumo, com a possibilidade de acompanhar em tempo real o uso da energia. Isso permite um planejamento mais consciente e o combate ao desperdício. Além disso, os novos sistemas facilitam o atendimento ao cliente, reduzindo o tempo de resposta para solicitações e reclamações.

Medidores inteligentes: o que são?

Os chamados medidores inteligentes (smart meters) são equipamentos digitais que medem o consumo de energia elétrica com alto grau de precisão e enviam essas informações automaticamente para as concessionárias. Eles substituem os medidores analógicos, que dependem de leitura manual e periódica.

Funcionalidades dos novos medidores

Esses dispositivos oferecem uma série de recursos inéditos:

  • Leitura remota, sem necessidade de envio de técnicos ao local;
  • Detecção automática de interrupções ou variações no fornecimento;
  • Armazenamento de dados históricos para análise de perfil de consumo;
  • Monitoramento de oscilações na tensão elétrica;
  • Possibilidade de corte ou restabelecimento remoto da energia (respeitando as regras da Aneel).

Integração com outras tecnologias

Os medidores inteligentes também se integram com outras ferramentas digitais, como aplicativos para celular e plataformas online. Isso garante ao consumidor acesso constante às suas informações energéticas, contribuindo para a educação sobre o uso consciente e eficiente da energia elétrica.

Como será feita a transição?

A substituição dos medidores será realizada de forma gradual e planejada, com prazo final em 2035. As distribuidoras de energia deverão apresentar à Aneel planos individualizados com metas anuais, baseados em critérios técnicos, econômicos e regionais.

Etapas da implementação

A implantação ocorrerá em fases, priorizando:

  • Regiões com maior densidade populacional;
  • Áreas urbanas com infraestrutura já parcialmente digitalizada;
  • Locais com altos índices de perdas não técnicas (fraudes).

Esses planos terão que ser submetidos à aprovação da Aneel, que avaliará a viabilidade, a eficiência econômica e o impacto sobre o consumidor.

Quem pagará pelos novos medidores?

Essa é uma das maiores preocupações da população. Segundo a portaria, a implantação deverá respeitar o princípio da modicidade tarifária, ou seja, garantir que o custo-benefício da medida compense eventuais repasses ao consumidor.

Papel da Aneel na regulação dos custos

A Aneel será a responsável por definir:

  • Como os custos serão distribuídos entre concessionárias e consumidores;
  • Se haverá repasse na tarifa e, em caso positivo, qual o limite aceitável;
  • Mecanismos de compensação ou abatimento para grupos vulneráveis.

Estudos técnicos serão conduzidos para avaliar o impacto real da digitalização, tanto na conta de luz quanto na qualidade do serviço prestado.

Impactos diretos na conta de luz

Apesar do investimento inicial necessário, a expectativa do governo é de que a digitalização da rede elétrica traga economia a médio e longo prazo. Com os novos sistemas, as concessionárias poderão reduzir perdas com fraudes e melhorar a eficiência da operação.

Por sua vez, o consumidor ganhará mais controle e previsibilidade. Acompanhar o consumo por hora, dia ou mês permite uma gestão doméstica mais inteligente, ajudando inclusive na identificação de equipamentos com alto consumo.

Segurança e proteção de dados

Por se tratarem de equipamentos conectados em rede, os medidores inteligentes devem seguir regras rigorosas de segurança cibernética. Isso inclui proteção contra ataques, vazamento de informações e uso indevido dos dados coletados.

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LGPD e responsabilidade das concessionárias

A portaria estabelece que todas as empresas envolvidas deverão estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As principais obrigações incluem:

  • Garantia de sigilo e integridade dos dados;
  • Comunicação clara com o consumidor sobre a finalidade do uso das informações;
  • Implantação de sistemas criptografados e monitorados.

Fiscalização e controle de qualidade

A Aneel poderá exigir que as distribuidoras contratem auditorias independentes para verificar se os objetivos do projeto estão sendo cumpridos. Esses verificadores terão a função de avaliar a qualidade da instalação, a confiabilidade dos dados e o nível de satisfação dos consumidores.

Essa medida busca garantir que a implantação dos medidores não se torne apenas uma formalidade, mas resulte em benefícios concretos para a população.

O que muda na prática

A substituição dos medidores será obrigatória para todos os consumidores conectados à rede de baixa tensão. Isso significa que residências, pequenos comércios e outros estabelecimentos deverão passar pela adaptação até 2035.

A instalação será feita gradualmente, conforme os planos apresentados pelas concessionárias e validados pela Aneel. A expectativa é que o processo comece nas capitais e grandes centros urbanos, expandindo-se em seguida para as demais regiões.

A medida visa modernizar o setor elétrico brasileiro, promovendo mais segurança, agilidade e transparência nas operações. Além de reduzir perdas, os novos sistemas possibilitam uma gestão energética mais eficiente e sustentável.

No que diz respeito ao impacto financeiro, a Aneel promete atuar com rigor para evitar aumentos tarifários abusivos. O modelo regulatório adotado exigirá análise técnica e participação da sociedade em consultas públicas.

Por fim, o consumidor se beneficiará com mais controle sobre o próprio consumo, acesso facilitado às informações e um relacionamento mais eficiente com a distribuidora, reduzindo burocracias e tempo de resposta.

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Imagem: Daniel Krason / shutterstock.com

A troca obrigatória dos medidores de luz marca uma transição tecnológica que promete transformar o sistema elétrico brasileiro nos próximos anos. A adoção de medidores inteligentes trará maior eficiência, agilidade e controle para consumidores e concessionárias, além de preparar o país para os desafios futuros no setor energético.

Apesar dos custos envolvidos, a digitalização pode se tornar um investimento estratégico em qualidade de serviço e sustentabilidade. O papel da Aneel como reguladora será fundamental para assegurar que os interesses da população sejam respeitados e que os avanços tecnológicos beneficiem toda a sociedade.

Ao colocar o consumidor no centro da transformação, o governo aposta em um sistema mais justo, transparente e preparado para um cenário de inovação constante e crescente demanda por energia.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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